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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

O início da era da voz no varejo brasileiro e seus possíveis impactos

A Alexa está entre nós, finalmente.
* Imagem reprodução

Na semana passada, a Amazon mostrou mais uma vez que está disposta a entrar de vez no mercado brasileiro com todo seu ecossistema de soluções. A empresa lançou, na semana passada, a Alexa, sua assistente de voz, em português do Brasil (com direito a uma fala menos formal e por vezes até “brincalhona”).
Junto com a Alexa, a empresa lançou oficialmente seus devices da família Echo, que ajudam a automatizar uma série de funções na casa, além de lançar em conjunto uma série de equipamentos compatíveis, como controladores, lâmpadas inteligentes e até mesmo televisores que em breve poderão ser acionados “via Alexa”.
Embora a Google tenha lançado até mesmo uma casa automatizada há alguns meses, mostrando as capacidades de seu assistente de voz, a Amazon é a primeira empresa que traz oficialmente equipamentos oficiais e compatíveis para o Brasil. O Google Mini, por exemplo, extremamente popular onde é comercializado pelo baixo custo e ótimo benefício, ainda só é encontrado em marketplaces na versão importada.
Mas não se trata apenas de algo para tornar sua casa mais automatizada, ou inteligente. Trata-se de inaugurar uma nova era do varejo, a era da voz. Passamos da era do balcão, do varejo físico, à era do teclado, no início do e-commerce, e, mais recentemente, da era do teclado, à era “touch”, iniciada com a revolução digital e mobile.
Ao longo dos últimos anos vimos uma série de inovações em torno da Alexa acontecendo lá fora, de leitores de códigos de barra (Dash Wand, se lembra disso?) ao lançamento dos Dash Buttons, ainda em 2015, que prometiam uma reposição automatizada de alguns produtos ao toque de um botão, passando pela aquisição de players como a Whole Foods e uma aposta cada vez mais forte na logística própria.
A empresa buscava não somente ser dominante no Share of Mind na hora de iniciar qualquer jornada de compra (já que hoje é o segundo maior site de buscas utilizado no mundo), mas também se tornar a principal opção efetiva de compra também nos produtos de dia a dia, não somente nos eletroeletrônicos, livros, e outras categorias que sempre soube trabalhar bem.
E se ao mesmo tempo isso se mostra inovador, prático e interessante, por que então os mais de 100 mil equipamentos da família Alexa já vendidos desde o lançamento até o início deste ano, representaram apenas uma venda de US$ 2,1 bi, apenas uma parcela de 0,4% das vendas eletrônicas? Em minha opinião, é uma questão de timing e nunca a hora foi melhor do que essa. Esse é o momento.
Para a empresa de tendências do universo digital Comscore, metade das pesquisas eletrônicas, onde se iniciam a maioria das jornadas de compra hoje, irá passar por algum assistente de voz até o final de 2020. É uma previsão muito arriscada e otimista, mas é possível se analisarmos alguns fatores.
Um deles está na questão da barreira de se usar equipamentos digitais como celulares e computadores, ainda difíceis para muita gente, se comparados à voz, que pode permitir que mais pessoas se sintam à vontade com a conversa virtual e se sintam mais confortáveis para comprar de maneira digital.
O avanço da inteligência artificial, somados à questão até mesmo da linguagem mais informal adotada para o Brasil, pode tornar a conversa mais fluída, mais “normal”, para o consumidor.
Falando de Brasil, a questão da logística, complexa se fosse utilizado o mesmo modelo americano, parece estar encontrando sua solução em players e modelos de negócio como RappiiFoodMelhor Envio, entre outros.
Se no passado a compra cotidiana era pensada para a Alexa no modelo de listas de compra, onde se adicionavam itens e em algum momento você compraria online, ou até mesmo levaria essa lista para um mercado, penso que com o avanço da logística e o quanto ela poderá avançar nos próximos anos, pensaremos cada vez menos no modelo lista e cada vez mais no momento “comprar agora”. A parceria da Alexa no Brasil desde já com players como iFood começa a desenhar esse caminho.
Não acredito que ninguém comprará facilmente um televisor ou uma roupa puramente via voz. Alguns produtos hoje ainda precisam ser visualizados ou até mesmo experimentados para depois serão comprados. Penso que muito do que fazemos hoje de forma “digital”, embora ainda um universo novo para todos, será comprado via voz em pouquíssimo tempo.
Você está fazendo um churrasco e acaba a cerveja gelada. Suas opções hoje são pegar o carro e ir comprar no local mais próximo, ou pegar o celular e pedir entrega de algum lugar (seja via aplicativo ou telefone). Em pouco tempo, uma opção mais simples, como “Alexa, comprar cerveja gelada agora” fará parte do seu dia a dia, provavelmente já entendendo suas preferências, como marca e local. De alimentos, produtos de higiene e limpeza a até mesmo medicamentos, uma quantidade gigantesca de produtos e oportunidades começam a acontecer.
A exemplo das dark kitchens, espaços de preparo de alimentos criados exclusivamente para atender aos novos serviços de delivery, o que poderá acontecer com negócios como mercearias, supermercados, farmácias, entre outros, frente ao crescimento dessa nova modalidade de compra? Sem o apelo visual, como ficariam produtos que tem boa parte de suas vendas atreladas ao impulso e à venda do tipo cruzada?
Ainda são questões que teremos que responder com mais certeza ao passo descobrirmos como serão os desdobramentos e a aceitação dessas novas possibilidades frente aos nossos consumidores.
Há muito a ser considerado, mas uma coisa é fato: bem-vindo à era da voz no varejo brasileiro.
Fonte: Mercado e Consumo

IFOOD E AMAZON FAZEM PARCERIA E LANÇAM SERVIÇO POR VOZ

Nos últimos anos, o surgimento e popularização dos aplicativos de smartphones revolucionaram o varejo mundial, especialmente nos segmentos que utilizam o delivery como importante frente de negócios. E, a cada dia, surgem novidades que aprimoram ainda mais a experiência de uso dos apps.

O mais recente exemplo disso é a parceria do iFood, foodtech líder da América Latina, com a gigante americana Amazon. Pelo acordo, que começa a valer neste mês, os clientes poderão fazer pedidos de delivery pelo aplicativo também por comando de voz.

A responsável pela novidade atende pelo nome de Alexa, a assistente virtual criada pela Amazon e que promete trazer uma nova experiência na jornada de delivery pelo iFood. A incorporação dessa tecnologia é inédita e torna o iFood a primeira empresa a utilizá-la no país para processar pedidos.

“Somos movidos por disrupção e tecnologia para trazer as mais inovadoras experiências de consumo aos nossos clientes”, afirma Bruno Henriques, vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood. “O iFood desenvolve projetos para possibilitar que cada vez mais pessoas tenham acesso à revolução que está acontecendo a partir da inteligência artificial”.
O executivo prossegue. “Essa inovação com a Amazon vai exatamente ao encontro do nosso objetivo de facilitar a jornada de consumo e torná-la mais prazerosa. Sabemos do importante papel que serviços virtuais por voz, como Alexa, terão nos próximos anos e queremos levar mais essa inovação no dia a dia dos nossos usuários”.

O princípio da nova tecnologia é simples. Será a partir do comando de voz que a Alexa direcionará o usuário na escolha de restaurantes e opções de pratos entre os mais de 30 tipos de culinária disponíveis na plataforma do iFood atualmente. Basta falar o comando “Alexa, falar com o iFood”, “Alexa abrir o iFood” e os clientes podem obter informações sobre pedidos e também acompanhar o status, como tempo de preparação do restaurante, estimativa de entrega e chegada.

Segundo as empresas, o recurso do iFood será compatível com todos os dispositivos Alexa que estão chegando ao Brasil e funcionará com comando de voz para fazer e rastrear pedidos feitos. Com o Alexa, a Amazon mostra que a Internet das Coisas (IoT) é uma realidade no dia a dia das pessoas.

De acordo com o iFood, com a Alexa a companhia traz uma nova experiência no delivery de alimentos, e reforça o seu crescimento focado na inovação. A empresa de origem brasileira alcançou 20 milhões de pedidos processados por mês em julho e ampliou seu alcance para 662 cidades do país.

“Estamos empolgados em trabalhar com o iFood para aprimorar a experiência de seus clientes via Alexa”, diz José Nilo Martins, executivo da Amazon e gerente nacional da Alexa Skills Brasil.

“Acreditamos que a voz é o futuro, e o recurso compatível com o iFood é um exemplo de como a voz facilita a vida, permitindo que se gerencie e se obtenha informações sobre seu pedido no aplicativo, apenas perguntando”.

Para aprimorar suas tecnologias junto aos consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o iFood tem apostado basicamente em Inteligência Artificial para desenvolver todo o ecossistema de food delivery. A empresa anunciou, em abril deste ano, investimentos de US$ 20 milhões para os próximos meses para fortalecer sua área de AI, o que inclui a criação de uma Academia de Inteligência Artificial para desenvolver pesquisas nas áreas de deep learning, machine learning e eficiência logística.

Segundo a empresa, muito além de focar em novas tecnologias para serem aplicadas nos seus próprios produtos e serviços, que hoje contam com quase 20% de tecnologia própria da empresa, a Academia de AI do iFood incentiva pesquisa em universidades e realiza treinamentos internos a seus funcionários.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Consumidores maduros são target potencial para o varejo

Os consumidores na faixa etária de 50 anos ou mais se destacam como target potencial para o varejo, segundo estudo da multinacional de painéis de consumo Kantar. Hoje, a população madura representa 30% do total de brasileiros e possui renda domiciliar 9% superior a média nacioal. Esse segmento de consumidores tende a desembolsar mais que outros grupos, especialmente na categoria de higiene e beleza, na qual gastam 7% acima da média.
Em relação à maquiagem, o batom é o principal aliado das mulheres com mais de 55 anos, estando presente na rotina de 98,1% delas. Os cremes também são muito procurados, com penetração de 49,9% dos lares que vivem os pessoas acima dos 50 anos. E, sabonetes líquidos, lenços umedecidos e removedores de maquiagem ainda são considerados prioridade na cesta.
No entanto, este público se diferencia por preferir comprar esses itens em farmácias e lojas de conveniência ou proximidade, ao contrário de consumidores mais jovens – que geralmente fazem essas despesas em supermercados. Isso porque, além de restrições de mobilidade física, este grupo possui menos carros que a maioria da população: apenas 38% ante média geral de 44%.


O volume das compras também tem tendência de ser menor, tanto pela dificuldade de carregar compras muito pesadas quanto pelo fato de os lares mais idosos geralmente serem menores – 57% deles vivem em casas com uma ou duas pessoas e 42% não têm filhos. Portanto, para se abastecer, o consumidor precisa voltar ao ponto de venda várias vezes, indo uma média de 87 vezes à loja por ano, enquanto demais grupos em geral vão 81 vezes.
Esses comportamentos refletem novas dinâmicas familiares e chegam ao varejo como desafios e oportunidades. Porém, a diretora de marketing e insights da Kantar, Giovanna Fischer, identifica o consumidor acima dos 50 anos, como foco principal para ações das empresas. “Neste cenário, para as marcas, os obstáculos estão em adequar as embalagens, oferecer opções com benefícios essenciais e se posicionar no canal adequado”, analisa a executiva.
Medidas na loja
Como os shoppers mais “experientes” são os que mais vão ao mercado e já estão dentro da loja, resta adotar estratégias específicas para atendê-los melhor.
De acordo com Giovanna, o perfil do consumidor maduro é de se atentar mais às informações oferecidas no ponto de venda, lendo mais rótulos e se interessando com detalhes, como ingredientes e vantagens. Porém, muitos têm dificuldade para ler quando as letras são muito pequenas. Assim, o foco deve ser em comunicação, clara e grande com todos os dados que possam incentivar consumo. Além de uma disposição de produtos que facilite a movimentação e com os itens que devem ser destacados a altura dos olhos.
Importância em números
Para se ter uma ideia do crescimento da população mais velha no Brasil, 1,2 milhão de lares adquiriu membros com mais de 65 anos, apenas entre 2017 e 2019, atingindo um total de 9,4 milhões de lares.
Essa fatia do mercado é extremamente relevante, sendo a única a apresentar crescimento em unidades (+2,1%), volume comprado (+0,6%) e valor desembolsado (+5,3%) nos últimos 12 meses terminados em julho deste ano.
Esse público ainda tem índices positivos, gastando mais na compra de todas as categorias em comparação com a média geral da população, principalmente nos segmentos de higiene e beleza (+6,3%), bebidas (+7,3%) e commodities (+4,6%).
Perspectiva econômica
“Embora a macroeconomia esteja dando sinais de melhora, isso ainda não pode ser observado no consumo dos lares”, alerta Giovanna. “O que temos visto é que o consumidor ainda está receoso ao comprar, escolhendo muito seletivamente o que entra ou sai de seu carrinho”, explica. O setor que apresenta os melhores resultados a curto prazo ainda é o de higiene e beleza, com o maior volume e unidades entre o segundo trimestre de 2019 na comparação com o primeiro.
Porém, o consumo dos produtos é desequilibrado: shampoo, protetor solar, óleos corporais, colônia e desodorante ganham mais espaço; enquanto, categorias como antisséptico bucal, tintura para cabelos, cremes e lâminas de barbear são despriorizadas.
Fonte: Supervarejo

Após meses de testes, Pão de Açúcar lança novo conceito de loja

Pão de açucar
Foto: Divulgação
Qual a primeira coisa que você vê ao entrar em um supermercado? Se fizéssemos uma pesquisa com essa pergunta provavelmente “linha de caixas” estaria entre as respostas mais frequentes. Mas quem frequenta a primeira loja do Pão de Açúcar, no Jardim Paulista, em São Paulo, já não dá essa resposta.
Isso porque a unidade passou por uma reformulação no último mês. Agora, é difícil  perceber que os caixas não estão aparentes logo na entrada da loja. Esta é uma consequência de uma grande mudança no layout da unidade. O espaço para frutas, legumes e verduras (FLV) quase dobrou e ganhou várias funcionalidades.
A Loja 1 do Pão de Açúcar é conhecida como o laboratório da rede. Lá, o GPA testa várias funcionalidades. Recentemente, eram 12 novidades em teste. Destas, apenas uma ainda não foi integrada à operação da unidade: o pagamento via QR Code que dispensa a necessidade de passar por um caixa. Esta funcionalidade ainda está sendo experimentada pelos funcionários em uma unidade Pão de Açúcar que fica dentro da sede administrativa do GPA, ao lado da Loja 1.
A reestruturação da unidade é a primeira da evolução da sétima geração (G7) de lojas do Pão de Açúcar. Na nova versão do modelo de lojas, o GPA levou a sério a missão de promover experiência. Os consumidores conseguem colher seus próprios pés de alface, fazer um suco de laranja na hora e comer um sushi preparado pelos colaboradores do supermercado.
A loja foi reinaugurada no último dia 12 setembro. O verbo “reinaugurar” se aplica apenas por uma força de expressão, já que a empresa trabalhou na reformulação do espaço sem parar a operação.
Seção FLV cresceu 4% em participação nas vendas desde a inauguração do novo modelo
O novo conceito já foi implantado na loja do Lago Norte, em Brasília. Outras 18 unidades vão receber o conceito ainda em 2019. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília estão dentro do plano de expansão da evolução da G7. As unidades da Avenida Dr. Ricardo Jafet, na capital paulista, e do Leblon, no Rio, estão entre as contempladas .
Mais experiência, menos atrito
“As expectativas do consumidor estão mudando e a nossa resposta foi uma loja com mais experiência e menos atrito”, explica Laurent Maurice Cadillat, Diretor Executivo do Pão de Açúcar. Quando fala em “menos atrito”, o executivo se refere aos métodos que a marca adotou para agilizar o checkout.
São seis totens de self-checkout, pre-scanning, shop and go – que dão a possibilidade de comprar na loja e receber os produtos em casa em quatro horas, com pagamento na residência – e lockers para guardar os vinhos comprados no Pão de Açúcar Adega.

Além das grandes funcionalidades, outras coisas um pouco mais sutis fazem da loja um ponto de experiência:
Espaço café
Um ambiente interno na loja com jardim suspenso. O espaço conta com as opções “Pra já”, com um cardápio focado em pratos e lanches prontos para consumo na loja, e “Pra levar”.
Deck
O ambiente conta com cerca de 50 lugares para refeições e reuniões ao ar livre. O espaço ainda deve receber cantores, além de ter potencial para parceria com redes de fast food.
Sushi feito na hora
É possível fazer um pedido ao sushiman ou escolher o mix nas bandejas em frente ao balcão onde os profissionais trabalham. São mais de 70 produtos no portfólio de comida japonesa.
Guichê Cheftime
Os kits gastronômicos Cheftime ganharam um guichê próprio. A marca agora oferece porções prontas para o consumo, em quantidades ideais para almoço ou jantar.
Carnes especiais
O GPA firmou uma parceria com a Friboi para oferecer cortes especiais. No portfólio estão carnes que passaram por um processo de maturação a seco, chamado de dry aged. Os produtos têm alto valor agregado. Os clientes conseguem escolher os pedaços que querem resgatar depois de até 60 dias.
Seleção especial de vinhos
O GPA tem, na Rua Augusta, em São Paulo, uma loja dedicada a vinhos. No novo modelo de loja a bebida ganha destaque com um corredor exclusivo e especialistas que ajudam os consumidores na escolha do melhor rótulo para cada ocasião.
Incentivo à mobilidade
Estação com patinetes elétricos da empresa norte-americana Lime
Colha sua própria alface
O Pão de Açúcar firmou uma parceria com uma startup que desenvolveu uma horta vertical capaz de economizar 95% de água em comparação com a maneira tradicional de cultivo do alface.
Ovos do dia
Na loja, há um espaço que disponibiliza apenas ovos que foram produzidos em período menor que 24 horas.
Modelo a ser seguido
“Queremos proporcionar uma experiência de compra cada vez mais satisfatória, fluida e prazerosa”, afirma Cadillat. “A nossa primeira loja, a partir de agora, cria um novo modelo às próximas aberturas e mantém viva a característica de inovação que acompanha a história do Pão de Açúcar, recebendo continuamente novidades para que possamos continuar testando novos formatos e soluções diariamente”, finaliza.
Fonte: Portal no Varejo

A MARISA ESTÁ DE VOLTA AO JOGO DA MODA

Fazia tempo que a Marisa não tinha crescimento de vendas por dois trimestres consecutivos. Quatro anos, para ser mais exato. Agora, a rede varejista especializada em moda feminina caminha para o terceiro trimestre de alta. Na primeira entrevista após assumir a presidência da varejista, em julho, Marcelo Pimentel reconheceu os erros do passado e destacou a proposta da companhia de voltar às origens ao retomar o contato com a mulher da classe C.



Desde a sua chegada à empresa como vice-presidente de vendas e operações, em 2017, a Marisa fechou mais de 30 lojas deficitárias, reformulou equipe e se reaproximou do seu público-alvo. Para um futuro ainda incerto, ele pretende aumentar o fluxo de clientes para as lojas por meio de uma operação digital Clique e Retire e incorporando novos itens ao mix vendido, como celulares e cosméticos.

No primeiro semestre, o prejuízo acumulado foi de R$ 69,1 milhões, 11,5% menor que os primeiros seis meses de 2018. Já a receita de vendas cresceu 4,7% e passou de R$ 1 bilhão.

Do mesmo modo que as concorrentes, a Marisa também avalia a entrada nos bancos e carteiras digitais, mas quer identificar o que se adapta melhor à sua cliente. Para acelerar os estudos nessa área, foram trazidos o diretor Eduardo Linhares, vindo do PayPal, empresa de pagamentos online, e o conselheiro Leonel Andrade, ex-Smiles e com passagens pelo mercado financeiro.

Após dois anos arrumando a casa, a direção da Marisa se encontrou com analistas do mercado financeiro na quinta-feira. “A Marisa está de volta ao jogo da moda”, disse Pimentel. A seguir, trechos da entrevista.

No início de 2017, o seu antecessor, Marcelo Araújo, disse, ao jornal O Estado de S. Paulo, que a Marisa estava saindo do inferno astral. De lá para cá a empresa continuou no vermelho. O que deu errado?
Aquele momento foi muito importante porque ali foram criadas bases dos frutos que estamos colhendo. Identificamos quais eram os problemas. Precisávamos nos reencontrar com nossa cliente-alvo. Começamos acertar produto, focando muito em qualidade, tendência de moda e custo/benefício. A gente precisava quebrar o paradigma com essa mulher que deixou de vir à nossa loja.

Por que ela deixou de ir à loja?
Porque ela não encontrava os produtos que esperava. Isso ocorreu menos por causa do preço e mais por causa de tendência de moda.

No passado, vocês priorizaram a mulher da classe B?
Esse foi um dos erros. No boom de crescimento da classe C, a gente se desconectou de nosso público alvo. Cometemos erros de posicionamento, tanto de produto, quanto da própria loja. Agora temos segurança de quem é nossa cliente-alvo. A grande maioria é de classe C. Mas não queremos restringir só a ela.

Como vocês corrigiram isso?
Ajustamos a qualidade e a relação custo/benefício dos produtos. Depois trabalhamos apresentação do produtos dentro das lojas. Hoje é muito mais fácil encontrá-los. Isso aconteceu nos últimos dois anos.

Qual foi a próxima etapa?
Percebemos que a loja e o produto estavam prontos, mas ainda não estávamos tendo fluxo de clientes. Começamos a trazer ex-clientes de volta com pesquisas. Elas perceberam uma melhoria. Daí surgiu o modelo da nossa campanha publicitária onde o M de Marisa passou a ser associado a M de moda. Foi a forma de dizer que a Marisa está de volta ao jogo da moda.

Quando os resultados começaram aparecer?
Em agosto de 2018 lançamos uma moda melhor. O tíquete médio aumentou.

Mas quando se olha o resultado, a empresa continua tendo prejuízo…
Passamos pelo segundo trimestre consecutivo de crescimento em vendas. Não posso dar previsão, mas não vamos decepcionar no terceiro trimestre também. A receita começa a retomar crescimento, ainda que não tenha se refletido no resultado. Há quatro anos não víamos a Marisa com dois trimestres consecutivos de crescimento de receita. A gente fechou 30 lojas deficitárias e continua crescendo apesar disso. Chegamos a um total de 356 lojas e não vamos fechar mais.

O atual tamanho está bom ou vocês vão abrir lojas?
Eventualmente, vamos retomar crescimento de lojas, mas essa não é a prioridade. Perdemos perto de 40% de produtividade de vendas por metro quadrado nos últimos seis anos. Com isso, conseguimos retomar crescimento trazendo um fluxo maior de pessoas para a loja. Daí posso crescer o meu faturamento. Também temos possibilidade de ampliar vendas incorporando novas categorias, como celulares e cosméticos, que estão em teste.

Valor médio do presente de Dia das Crianças cresce 8%

Presentear no Dia das Crianças é um hábito comum entre os brasileiros. Para este ano, a previsão é que o ticket médio das compras para a data será de R$206, o que representa um crescimento de 8% em relação ao valor médio gasto na data em 2018. O levantamento é parte da Pesquisa Hábitos de Consumo realizada pela Boa Vista com cerca de 600 consumidores, em todo o país. A alta é superior à inflação de 3,4% no período.
* Imagem reprodução
De acordo com a pesquisa, porém, haverá uma queda no percentual de consumidores que comprarão presentes de Dia das Crianças. Este ano, 65% dos entrevistados para a pesquisa afirmaram que farão compras na data, uma queda de 5 pontos em relação ao ano passado, quando 70% dos consumidores afirmaram que comprariam presentes para o Dia das Crianças.
41% dos entrevistados que pretendem comprar presentes neste Dia das Crianças irão gastar o mesmo valor do presente de 2018 e 40% irão gastar mais este ano. Apenas 19% dos consumidores informaram que irão comprar um presente mais barato este ano.
Para pagar as compras deste ano, 55% irão fazer o pagamento à vista e 45% de forma parcelada, o que representa um aumento de 13 p.p. em relação ao ano passado. Entre os que pagarão a compra à vista, 41% utilizarão dinheiro em espécie, 32% o cartão de débito, 19% cartão de crédito, 8% no carnê ou boleto e 1% com cheque.
Entre os 45% que parcelarão o valor do presente, 93% usarão o cartão de crédito, 6% o carnê ou boleto e 1% o cartão de débito programado.
Por outro lado, 35% dos pesquisados não comprarão presentes na data. Os principais motivos para isso são: 39% afirmam que estão endividados, 22% estão desempregados, 19% necessitam conter despesas, 11% priorizarão o pagamento das contas da casa (água, luz, escola, etc.), 6% devido ao aumento dos preços, da inflação e das taxas de juros e 3% pela redução da renda familiar e do salário.
Conforme o esperado, os brinquedos continuam sendo a principal opção para presentear no Dia das Crianças, com 52% das menções dos consumidores entrevistados. Em segundo lugar, ficam os itens de vestuário e calçados, com 22%. Eletrônicos (TV, tablet, videogame, smartphone, etc) foram citados por 16%, enquanto 5% pretendem presentear a criança com opções de entretenimento (cinema, parque, teatro, etc). Livros, CDs e DVDs serão a opção de outros 3%. 2% darão uma viagem de presente para a criança e 1% dos entrevistados dará outro tipo de presente não especificado.
O levantamento também identificou que 47% dos consumidores que comprarão presentes para a data pretendem presentear os filhos; 26% os sobrinhos, 14% afilhados, 8% netos e, por fim, 5% presentearão outras crianças.
Os principais fatores a serem levados em conta na escolha dos presentes serão preço, promoção ou desconto, opção indicada por 38% dos pesquisados. Para outros 33%, o fator de escolha será o desejo da criança, enquanto a necessidade ou utilidade do presente influenciará a compra de 23%. Por último, 6% dos consumidores serão influenciados pela qualidade e pela marca do produto.
Para a realização das compras, 71% dos entrevistados escolherão as lojas físicas, dos quais 42% irão a lojas de rua/bairro, 34% a shoppings centers, 22% a grandes redes varejistas ou lojas de departamento, e 2% para super/hipermercados. Os demais 29% comprarão os presentes para o Dia das Crianças em lojas online.
Quando questionados se trocariam o presente por uma modalidade de investimento, pensando no futuro da criança, 47% dos consumidores afirmaram que sim. Dentre eles, 59% optariam pela poupança, 14% por fundos, ações ou CDB (Certificado de Depósito Bancário), 7% pela previdência privada, 10% por títulos de capitalização e outros 10% por outros tipos de investimentos.
Fonte: Mercado e Consumo

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Dia das Crianças deve movimentar R$ 10,3 bilhões no varejo


* Imagem reprodução

A maioria dos brasileiros pretende fazer compras para o Dia das Crianças. De acordo com estudo realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais, 73% dos consumidores pretende comprar presentes para marcar a data este ano. A expectativa é que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,3 bilhões. Isso representa um crescimento, pois em 2018, apenas 66% dos brasileiros compraram presentes na data.
Por outro lado, os pesquisados demonstraram cautela em relação aos gastos. Em média, cada consumidor deve gastar R$ 198,79 com presentes> Em 2018, o previsto foi de R$ 186,92. Entre os entrevistados, 48% irão presentear os filhos, 38% os sobrinhos, 18% os afilhados (18%) e 15% os netos.
33% dos entrevistados irão adquirir dois presentes e 25% somente um. Os itens mais buscados no Dia das Crianças serão as bonecas e os bonecos (45%), as roupas e os calçados (33%), os jogos de tabuleiro (26%), além dos carrinhos e aviões de brinquedo (18%).
“Os dados de intenção de compra servem de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento em que muitos brasileiros estão sentindo os efeitos de um mercado de trabalho retraído e de uma economia que tem demorado a engrenar”, acredita Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.
A liberação de recursos do FGTS pode ajudar o comércio nos próximos meses, mas, de acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados espera gastar a mesma quantia em relação ao ano passado. Outros 24% vão gastar menos e 21% têm intenção de desembolsar mais. Para 33%, a principal razão para economizar é o orçamento apertado, enquanto 28% apenas desejam reduzir os gastos, 15% têm intenção de pagar dívidas em atraso e 13% se veem impossibilitados de comprar por estarem desempregados.
Considerando as formas de pagamento mais utilizadas, 78% pretendem pagar à vista, 53% em dinheiro e 26% no cartão de débito. Ao mesmo tempo, 36% devem optar pelo parcelamento, sobretudo no cartão de crédito, que tem 32% das preferências. A média de parcelas fica entre três e quatro prestações, ou seja, quem preferir dividir as compras acabará pagando pelos presentes, pelo menos, até janeiro de 2020.
O lugar preferido dos consumidores para fazer as compras para a data será os shopping centers, com 45% da preferência, embora 39% optem pela internet, que proporciona comodidade para pesquisar e encontrar seus presentes. Já 32% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua.
Mesmo com a inflação em patamares mais baixos, 52% dos entrevistados avaliam que os preços dos produtos para crianças estão mais caros do que em 2018. Para 40%, os preços estão na mesma faixa e apenam 5% dizem estar mais baratos.
O estudo aponta ainda que quase oito em cada dez consumidores, 77%, pretendem pesquisar preços antes de comprar. Entre esses, 71% utilizará a internet para obter informações dos produtos, enquanto 49% preferem percorrer as lojas de shopping, 46% as lojas de rua e 19% os supermercados.
Entre os que comparam preços pela internet, 70% preferem utilizar os sites e aplicativos de busca, 51% recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços, 48% aos sites de varejistas e 21% às páginas e apps de ofertas.
Quando indagados se costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Crianças, 77% dos entrevistados respondeu que não. Por outro lado, um em cada dez ou 20% reconhece assumir despesas acima de suas possibilidades financeiras e 10% pretendem deixar de pagar alguma conta.
Entre os que compraram presentes ano passado, 11% admitem terem ficado negativados com as compras feitas na data. Desses, 5% permanecem nesta situação e 6% afirmam já ter limpado o nome. Além disso, 30% dos que pretendem fazer compras nesta data possuem alguma conta atrasada, dos quais 65% estão com nome sujo.
Divididos entre a vontade de agradar e os limites do próprio orçamento, muitos pais se veem em uma decisão difícil quando precisam dialogar com os filhos. De acordo com pesquisa, 51% dos entrevistados prefere escolher os presentes sozinhos ou com ajuda de outro adulto, enquanto 33% decidem em conjunto com a criança. Já 16% deixam a escolha unicamente para a criança.
Quanto ao momento da compra, 33% dizem que foram ou irão acompanhados da criança, ao passo em que 55% não foram ou não pretendem ir acompanhados. No entanto, 36% admitem que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer, sendo que 19% afirmam não ceder e 17% acabam comprando o produto. Por outro lado, 64% garantem que não há essa pressão por parte da criança.
Uma estratégia que vem sendo utilizada por uma parcela dos entrevistados é dividir o preço do presente com outras pessoas. Embora 72% planejem bancar os custos sozinhos, 23% querem dividir o valor ou pelo menos parte. Entre esses, 51% esperam dividir o pagamento das compras com o cônjuge e 26% com demais familiares.
A principal razão apontada por quem planeja compartilhar os gastos é reduzir os gastos com presentes, resposta de 51% dos entrevistados. Para 24%, a intenção de dividir a compra é dar um presente melhor ou mais caro, enquanto 18% justificam estar com o orçamento apertado.
Sobre o período em que os consumidores devem ir às compras para o Dia das Crianças, 49% irão escolher a primeira semana de outubro. Outros 21% aproveitariam já o mês de setembro e 15% deixarão para visitar as lojas na véspera da data.
Fonte: Mercado e Consumo