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quarta-feira, 24 de abril de 2019

O VAREJO DIGITAL SERÁ FÍSICO: VEJA COMO A TECNOLOGIA AJUDA NA JORNADA DO CONSUMIDOR

Até pouco tempo atrás, quando você precisava pegar um táxi, tinha que ficar na rua com o braço estendido. Hoje, poucos lembram desse hábito, graças ao avanço dos aplicativos que chamam os motoristas mais próximos por meio da geolocalização dos smartphones.

Este é apenas um pequeno exemplo de como a tecnologia impactou a experiência do consumidor em um setor específico – e que se transformou em um caminho sem volta para todos os empreendedores atualmente. Dessa forma, ou os varejistas utilizam soluções que melhorem o relacionamento com seus clientes, ou então enfrentarão sérias dificuldades no futuro.

Conceito em alta no ambiente corporativo, a transformação digital ainda engatinha no Brasil. Pesquisa da IDC indica que apenas 4% das empresas nacionais estão cientes da necessidade deste tema para suas estratégias e praticamente um quarto delas (24,7%) acredita que não seja algo importante. Entre os motivos que explicam esse cenário preocupante estão a dificuldade de compreensão do termo no dia a dia das empresas e os obstáculos que ainda existem no país, como aspectos políticos e econômicos.

As mudanças cada vez mais intensas proporcionadas pela evolução tecnológica ao longo das últimas décadas deixou os varejistas perdidos. Hoje, o consumidor está muito mais exigente: ele busca produtos e serviços que interessem aos seus gostos pessoais e quer isso da forma mais rápida possível. O imediatismo é o símbolo desta nova relação entre marca e indivíduo e poucas lojas se adaptaram a esta realidade. A saída, portanto, é apostar em ferramentas que consigam integrar os canais on e offline, permitindo que os profissionais possam antever aquilo que o futuro cliente deseja ao entrar em seu estabelecimento.

Por muito tempo havia a ideia de que dados e uso de tecnologia era algo restrito ao e-commerce, mas essa visão caiu nos últimos anos. Hoje, a loja física também entrega relatórios completos com informações que auxiliam na tomada de decisão para aumentar as vendas – o que só é possível graças à tecnologia que permite aferir o público que frequenta o local e permite o cruzamento de dados obtidos na web. Assim, torna-se obrigatório o uso de recursos deste tipo na jornada de compra do consumidor. Ao obter uma visão clara de quem entra e de quem compra, é possível melhorar a experiência e o relacionamento com todos.

Os varejistas que desejam sobreviver e crescer neste novo momento devem entender que o futuro não permite a existência de barreiras entre one off, digital e físico. Seja na Internet ou dentro da loja, a pessoa não quer problemas e deseja realizar sua compra da melhor forma possível – seja retirando no estabelecimento, pedindo para um app realizar a entrega ou passando horas em frente à vitrine. A conta é simples: quanto menos atrito a jornada de compra tiver, melhor será a experiência dela com a marca. Isso exige mudanças, evidentemente. A loja deve estar aberta à transformação digital e a própria mão de obra deve se qualificar. Uma vez que a automação fará os processos burocráticos, os profissionais devem focar justamente no relacionamento com os clientes.

Considerado “morto” no início do e-commerce, o varejo tradicional segue mais vivo do que nunca porque, paradoxalmente, a evolução tecnológica valoriza cada vez mais as suas características. É o local que se transformou em um enorme laboratório de dados e um hub de logística capaz de oferecer as melhores experiências de compra das pessoas. Com a tecnologia, o estabelecimento vai capturar dados, se transformar em centro de distribuição e de entrega de relacionamento, mantendo-se perto de seu público em todas as etapas de sua jornada de compra.

A reinvenção do negócio dos shoppings passa pelo e-commerce?

A indústria americana de shopping centers voltou a investir em e-commerce, coisa que aliás os centros comerciais brasileiros já vem fazendo desde o ano passado. Testes até já haviam acontecido no passado, nos Estados Unidos, mas agora tudo indica que a coisa é para valer.

Semana passada, o Simon Property Group, maior empresa de shopping centers dos Estados Unidos, enviou para clientes VIP dos seus Premium Outlets convite para testar o marketplace ShopPremiumOutlets.com, onde os consumidores poderão acessar cerca de duas mil marcas e 300 mil SKUs, usando a própria plataforma da Simon ou sendo redirecionados para os sites das marcas.
É interessante notar que a Simon escolheu exatamente seus outlets para esse mergulho no universo das compras virtuais, apostando que o varejo de valor pode ser um terreno mais promissor e também menos ameaçador para o negócio dos shoppings mais sofisticados, que caracterizam o portfólio da Simon.
De acordo com a revista Forbes, David Simon, Presidente do Conselho e CEO da Simon, ao comentar a iniciativa, teria dito que “esse projeto significa um inacreditável investimento no nosso futuro”. Mas, afinal, por que investir em marketplace pode ser um movimento tão definitivo na direção de um novo modelo de negócios para os shopping centers?
A resposta não está apenas na diversificação dos canais de venda, mas também na apropriação de informações mais precisas sobre as transações entre pessoas e marcas. Isso pode sinalizar uma transição importante, de um negócio predominantemente de real estate para um que envolve diferentes canais e que ainda produz novas receitas a partir de dados.
O caminho, tanto para essa diversificação de canais, quanto para tornarem-se relevantes agregadores de informações sobre consumo e consumidores, passa pelo e-commerce. Vale lembrar que no modelo atual, as informações mais valiosas ficam sob a guarda dos lojistas. Ao intermediar as transações, o shopping habilita-se a reunir, analisar e cruzar dados, além de poder criar produtos a partir da inteligência adquirida.
Curiosamente, quanto maior for a adesão de shopping centers ao varejo virtual, mais rapidamente ocorrerá a evolução do modelo de negócio deste setor. Sabe por quê?
Hoje, a maioria dos shopping centers ainda funciona como uma combinação de centro de compra com destino de entretenimento. Alguns tendem mais para um lado ou para o outro, dependendo do posicionamento, público, localização. Na medida que mais compras racionais, de reposição ou conveniência migrarem para o e-commerce, inclusive com o estímulo dos próprios shopping centers, restará às lojas físicas localizadas nos malls redobrar esforços para prover experiências diferenciadas, incluindo entretenimento, educação, serviços, descobertas, socialização, personalização, entre outras.
Mais lojas tenderão a funcionar como showrooms, ou mini-CDs. E o resultado desses lojistas não será necessariamente medido em função das vendas, o que pode levar, progressivamente, mais shoppings e varejistas à mesa de negociação.
Não é à toa que lá fora empresas como Simon estão movimentando-se. No Brasil o cenário não é diferente. Tem muita gente apostando que o futuro do setor tem grandes chances de passar pelos desafios relacionados com o omnichannel.
Fonte: Mercado e Consumo

terça-feira, 23 de abril de 2019

Sensormatic Apresenta Soluções Com Foco Na Jornada Do Varejista E Na Experiência de Compra do Consumidor


Geladeira do Futuro, máquina etiquetadora e sistemas de Self-Checkout estão entre os destaques.

Imagine uma geladeira que possui sensores inteligentes que fornecem dados estatísticos - como quantas vezes ela foi aberta e quantas vezes cada produto foi selecionado pelo consumidor -, além de reconhecer o tipo de público (gênero e faixa etária) e horário em que um item foi escolhido - ou não. Com essas informações, o varejista avalia as vendas e melhora a exposição de produtos e a experiência do consumidor, sem rupturas. Essa é a Geladeira do Futuro, que a Sensormatic Solutions, empresa global que capacita varejistas no engajamento de consumidores de forma inteligente e conectada, apresentará no Apas Show, maior evento supermercadista do mundo, entre os dias 6 e 9 de maio.




A partir da proposta de melhorar a jornada do varejista e promover a boa experiência do consumidor, a Sensormatic Solutions irá expor soluções com foco em segurança e monitoramento, performance de loja e prevenção de perdas. “O consumidor moderno não quer mais uma loja comum, ele espera uma experiência de compra diferenciada”, explica Sérgio Thomé, diretor Comercial da empresa. “Para atender a essa demanda, apresentaremos soluções que oferecem benefícios não apenas aos varejistas, mas aos consumidores e ao meio ambiente”, pontua.

Os destaques do estande da Sensormatic Solutions incluirão:

Metasys: o sistema de automação predial pode economizar até 30% de energia e integra sistemas de HVAC, iluminação, segurança e proteção. “Apresentaremos uma versão personalizada e com menor custo para o varejo, que ajuda no controle e economia dos sistemas”, afirma Thomé.

Sistema sem fio contra incêndio: a solução detecta e protege um estabelecimento contra incêndios, promovendo facilidade na instalação e menor custo com infraestrutura. A comunicação é realizada por sinal de rádio. Ao detectar um incidente, o detector envia o sinal para a central, que aciona a sirene.

CFTV integrado: a solução facilita o monitoramento de sistemas de segurança do local. Por meio do uso de reconhecimento facial, será possível identificar o público que visita o estande. No varejo, a solução cria um banco de dados que elabora listas, monitora a entrada de suspeitos e gera alertas de quantas vezes uma pessoa entrou em um ambiente.

Máquina etiquetadora: a utilização desta máquina aplicadora de etiquetas antifurto descartáveis AM (label AM) reduz, em média, 70% do tempo de operação na aplicação manual, podendo etiquetar cerca de 400 produtos por minuto, dentro do processo de fabricação ou embalagem de um produto destinado ao varejo. “Queremos mostrar os benefícios da proteção na origem e revelar como ela pode gerar economia para o varejista”, explica Thomé. Entre as vantagens estão aumento de rentabilidade com as vendas e redução de rupturas e perdas.

Click Retail: lançado recentemente, o sistema consolida dados do varejista provenientes de várias fontes com o objetivo de dar apoio e orientação em análises e tomadas de decisões diárias. Com foco em aumento de rentabilidade, produtividade, margem, melhor venda e redução de perdas, as informações são alinhadas à estratégia da empresa de forma rápida, simples e objetiva.

Self-Checkout com desativadores para etiqueta label integrados: o sistema permite ao próprio consumidor realizar o pagamento e empacotamento das mercadorias. A novidade está no desativador integrado ao leitor de códigos de barras: durante a utilização do Self-Checkout, após a leitura do código de barras do item para registro do preço, o leitor emite um sinal para o desativador que identifica uma etiqueta AM descartável anti-furto (label AM), e realiza o processo de desativação. Após o pagamento e emissão da nota fiscal, o cliente pode sair da loja sem necessitar do apoio de um colaborador para desativar as etiquetas de segurança descartáveis dos produtos adquiridos.

Etiquetas Infusion: a solução, única no mercado e feita em uma única peça, que integra o pino à etiqueta, garante maior agilidade no processo de aplicação e remoção de etiquetas em mercadorias de vestuário, e evita que roupas delicadas sejam prejudicadas. Disponível nas tecnologias AM e RF, pode ser utilizada em operações de Self-Checkout e aplicação automatizada. Com a Infusion, o varejista adquire maior praticidade na aplicação e remoção e o consumidor encontra mais agilidade no caixa.

Para Thomé, o intuito da Sensormatic Solutions é revelar aos varejistas, e também aos consumidores, as tecnologias e novidades que pretendem revolucionar o setor. “A partir do uso dessas soluções, é possível melhorar a performance de cada supermercado, elaborar novas estratégias e proporcionar ao cliente uma experiência de compra simples e mais conveniente”, finaliza.

Sobre a Sensormatic Solutions

A Sensormatic Solutions é líder global em capacitar varejistas no engajamento de consumidores de forma inteligente e conectada. Combinando insights críticos sobre a acurácia de estoques, análise de fluxo de clientes e a prevenção de perdas, a Sensormatic Solutions potencializa a excelência operacional em escala e ajuda a criar experiências únicas de compra. As soluções oferecem visibilidade em tempo real e análise preditiva para tomadas de decisões precisas em toda a empresa. Com mais de 1,5 milhão de dispositivos de coleta de dados no mercado varejista, captamos 40 bilhões de visitas de clientes e rastreamos e protegemos bilhões de itens a cada ano. Nosso portfólio apresenta as marcas Sensormatic®, ShopperTrak® e TrueVUE ™. Para informações adicionais, por favor, visite SensormaticSolutions.com ou siga-nos no LinkedIn, Twitter e nosso canal no YouTube.

Sobre a Johnson Controls

A Johnson Controls é a líder global em múltiplas indústrias e diversificadas tecnologias que atende a uma ampla gama de clientes em mais de 150 países. Nossos 120.000 funcionários criam prédios inteligentes, soluções eficientes de energia, infraestrutura integrada e sistemas de transporte de última geração que funcionam perfeitamente ajustados para cumprir a promessa de comunidades e cidades inteligentes. Nosso compromisso com a sustentabilidade remonta às nossas origens em 1885, com a invenção do primeiro termostato de sala elétrica. Estamos comprometidos com os bons resultados dos nossos clientes e criamos valor para todos os nossos stakeholders por meio do foco estratégico em edifícios e plataformas de otimização de energia. Para informações adicionais, por favor, visite http://www.johnsoncontrols.com

Fonte: Falando de Varejo

O que é clean label? Especialista aponta conceito como tendência na alimentação

Segundo diretora de pesquisa de alimentação da Tate & Lyle, Beth Nieman Hacker, ideia resgata ingredientes conhecidos pelo consumidor e de origem natural.


Não é novidade que as tendências de consumo vêm mudando no mundo atual. E nessa onda de fabricação orgânica e modificação na rotulagem dos produtos, os consumidores brasileiros procuram, cada vez mais, alimentos “clean label” e apontam o conceito como tendência na alimentação nos próximos anos.
De acordo com a diretora de pesquisa de alimentação de mercado da Tate & Lyle, Beth Nieman Hacker, a ideia, traduzida como “rótulo limpo”, envolve uso de ingredientes conhecidos do consumidor, com indicações claras e objetivas sobre insumos utilizados e a validade na rotulagem, por exemplo.
Para ela, o clean label desponta como inovação nas iniciativas e desejos de consumo na era da transformação digital.
“Os consumidores brasileiros estão cada vez mais procurando produtos que contenham ingredientes mais simples e mais reconhecíveis, incluindo opções menos processadas, ou provenientes da natureza. Produtos que apoiam a vida saudável estão em alta demanda, incluindo opções com menos açúcar e menos calorias, ou com nutrientes adicionais, como fibras, que podem proporcionar uma série de benefícios para a saúde”, afirma Beth.
Valorização do que é natural
Há um interesse crescente dos consumidores em dietas baseadas em vegetais na América Latina, mas também em todo o mundo. De acordo com Beth, a escolha por produtos naturais está se tornando mais popular. Segundo o levantamento de tendências de alimentação saudável da agência mundial Mintel, 23% dos consumidores brasileiros não experimentaram uma dieta vegetariana ou vegana, mas têm interesse.
A especialista destaca que para criar produtos baseados em plantas, em muitos casos, as marcas investem em ingredientes desconhecidos e buscam novos aprendizados.
“Para marcas que tradicionalmente criaram um tipo de produto, como uma bebida de iogurte ou um molho cremoso, trabalhar com um novo conjunto de ingredientes à base de plantas para ter uma versão mais próxima do tão amado original é um desafio”, conta.

Alternativas

Empresas de ingredientes responsáveis e marcas de alimentos e bebidas estão tomando medidas para definir, medir e promover a sustentabilidade. A Tate & Lyle, empresa fornecedora de insumos para a indústria, iniciou uma parceria com uma organização global da cadeia da estévia, adoçante de baixa caloria na natureza.
A empresa iniciou parceria de pesquisa com uma organização ambiental global no fornecimento do produto. Segundo a diretora de mercado, as pessoas estão interessadas em ter mais controle sobre sua saúde e consideram a comida uma das ferramentas para isso.
“Os compradores no Brasil estão muito interessados em usar as informações fornecidas na embalagem, incluindo a tabela nutricional e a lista de ingredientes, que ajudam na decisão de compra. A esmagadora maioria, 88% dos consumidores no Brasil, lê os rótulos dos ingredientes pelo menos em parte do tempo, e 83% se atêm às tabelas nutricionais”, finaliza a especialista.

Principais tendências de alimentação e consumo em 2019 

  • Produtos com rastreabilidade e garantia de origem
  • Processos seguros de produção e distribuição
  • Certificados e selos de qualidade e segurança
  • Rotulagem informativa
  • Produtos com credibilidade de marca e garantia de insumos naturais
  • Processos com tecnologia de ponta com biotecnologia e radiofrequência
  • Embalagens inteligentes e sustentáveis
  • Boas práticas de fabricação

Fonte: Consumidor Moderno

Movimento do Comércio cresce 3,3% no primeiro trimestre

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, avançou 3,3% no primeiro trimestre de 2019 contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados apurados pela Boa Vista. Na comparação mensal dessazonalizada, houve queda de 0,5% em março. Na avaliação acumulada em 12 meses, o indicador subiu 1,4%.

Os últimos resultados do indicador revelam a continuidade de um movimento lento de recuperação do comércio. Fatores como alto nível de desocupação e tímida melhora da atividade econômica continuam sendo os principais entraves para uma evolução mais robusta do setor. Com poucos sinais de melhora no cenário econômico, espera-se que o varejo siga um ritmo gradual em 2019.
Na análise mensal, dentre os principais setores, “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,1% em março, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, o acumulado em 12 meses avançou 0,3%.
A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,4% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve queda de 0,8%.
A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” registrou aumento de 0,3% na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 2,1%.
Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,3% em março considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses avançou 1,2%.
Fonte: Mercado e Consumo

segunda-feira, 22 de abril de 2019

RAPPI MOSTRA COMO VAI EVOLUIR NO PROCESSO DE PERSONAL SHOPPER

Eduardo Sodero é atualmente diretor CPG da RAPPI, teve passagens em sua carreira pela McKinsey, como vice-presidente, além de ter sido empreendedor em algumas operações e executivo em companhias de investimentos e private equity. Sodero relata em sua entrevista ao Supply Insights 2019, como a RAPPI evoluirá no processo de personal shopper, de interação com o consumidor final, de plataformas de inteligência, em novas operações (dark stores) e no fortalecimento das parcerias com grandes redes como Carrefour.

Essa entrevista provocou respostas bem relevantes sobre a jornada da RAPPI no Brasil diante de um mercado em ebulição e quais são as tendências de uma nova modelagem de mercado, considerando o altíssimo potencial de transformação das malhas de distribuição e abastecimento de lojas em novos formatos de compra e entrega ao shopper, garantindo a contribuição para uma melhor experiência em qualquer desses formatos.

O mercado tem evoluído muito nesses últimos 10 anos com avanço de tecnologias mobile e sistemas de integração para garantir entrega de serviço de alta qualidade, qual é a visão da RAPPI sobre as melhorias geradas pela tecnologia para o shopper? O mercado vai evoluir mais nos próximos 10 anos com a mesma velocidade?

Com o serviço do personal shopper, a Rappi utiliza a tecnologia para facilitar o cotidiano de seus usuários sem perder a interação humana. Ao receber a lista de produtos, este profissional seleciona tudo pessoalmente e pode interagir com o cliente em tempo real. É possível, inclusive, pedir foto de algum item específico para avaliá-lo melhor ou até mesmo fazer substituições com base nisso. É um profissional do outro lado que está realizando as compras para você, selecionando os melhores produtos com atenção e dedicação.
Ao comprar frutas e verduras, por exemplo, o cliente pode especificar ao atendente se as deseja mais maduras e, com base na foto que o shopper enviar, escolher a que está como deseja. Esse contato humano torna a experiência para o consumidor mais pessoal, o que aproxima ele da plataforma. Além disso, nada é cobrado do cliente por esse serviço. Ele paga o preço dos produtos, que são os mesmos no app e na loja física, e o frete para entrega. Acredito que as pessoas ainda estão descobrindo essa facilidade e, quando elas já estiverem acostumadas com isso em seu dia a dia, esse mercado só tem a crescer e se aprimorar.

Muitas redes têm buscado evidenciar qualidade de entrega de suas compras em diversos formatos (click and collect, scan and go, etc.), garantindo tempo de entrega (agilidade) e qualidade do serviço. Na sua visão, esse mercado crescerá somente com compras de reposição, aonde o shopper quer reduzir sua frequência semanal em loja?

Acredito que sejam serviços diferentes, para diferentes necessidades. O shopper oferece um serviço mais humano, mesmo à distância. Um entregador busca seu pedido e leva onde você estiver. Quando falamos de outros formatos, são modalidades diferentes. O mercado tem espaço para suprir a demanda de diferentes pessoas, com diferentes necessidades. O formato do scan and go, por exemplo, oferece agilidade para quem já está na rua. O shopper, economiza seu tempo, já que você nem precisa ir até o supermercado, você pode pedir de casa, do trabalho, de onde estiver.

Quais são os investimentos da RAPPI em inteligência para melhor integrar sua disponibilidade frente à curva de demanda? De que forma a inteligência e o processo compartilhado garante qualidade da entrega e baixo custo do processo de distribuição?

O modelo de negócio da Rappi tem como objetivo facilitar a vida do nosso usuário e economizar seu tempo, fazendo tarefas que ele não quer fazer. Além disso, para o nosso parceiro, nós oferecemos um novo canal de venda. É um ganho para ambos os lados, até porque, temos o shopper intermediando, o que garante um sortimento assertivo. O custo da entrega, fica por conta da distância percorrida pelo entregador.
Investimos sempre em parceiros que nos ajudam a ampliar nossa oferta e estar presente em diversas regiões das cidades que atuamos. Com um bom número de parceiros, conseguimos oferecer um serviço mais completo para nossos usuários.

Acompanhamos o fortalecimento da parceria da RAPPI com o CARREFOUR, considerando sua meta de ser líder em e-commerce de alimentos com 48 unidades do Carrefour já cadastradas na plataforma. O que a RAPPI vem ajudando o CARREFOUR para construir um modelo mais eficiente e econômico?

A parceria da Rappi com o Carrefour, além de ampliar a oferta do aplicativo e da rede varejista, que ganha mais um canal de vendas em diversas cidades pelo País, também prevê a adoção de dark stores. Agora, atendemos com o modelo tradicional de picking em hipermercados e supermercados do Carrefour. Teremos um novo modelo operacional a partir das dark stores, onde o próprio mercado fará o picking e a Rappi será responsável pela entrega. Este formato traz eficiência à operação, já que o estoque, separado da área de vendas das lojas, será dedicado somente para suprir o serviço de delivery, eliminando as etapas tradicionais e garantindo ainda mais rapidez e sortimento assertivo.

Nos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, temos complexidade muito grande na operação na análise e previsão de demanda, a RAPPI tem investido na sua capacidade analítica para garantir disponibilidade de entregadores à altura da demanda, considerando pressão de consumidores pela entrega rápida e baixo custo pela rede varejista parceira?

A Rappi já conta com mais de 60 mil entregadores parceiros na América Latina. Como forma de ganhar uma renda extra, temos um grande número de profissionais autônomos cadastrados na plataforma para suprir essa demanda. Diferente do delivery tradicional, em que as pessoas ligavam para o restaurante e faziam seu pedido em horários como almoço e jantar, por exemplo, a Rappi possui demanda em todos os horários do dia, já que possui um grande portfólio de serviços. Os entregadores parceiros podem usar o aplicativo no horário e nos dias que preferirem. Assim, temos uma grande movimentação de profissionais autônomos para suprir a demanda dos clientes.

Marca americana inicia venda de bonés em vending machines

A New Era, marca americana que faz sucesso entre os jovens, irá testar vending machines para comercializar seus produtos mais famosos, os bonés. A intenção da marca é ampliar sua participação no mercado brasileiro. O primeiro equipamento foi instalado no Shopping Light, na região central de São Paulo, em fevereiro. A máquina vende 12 modelos de bonés, com preços entre R$ 99,90 e R$ 179,90. O Brasil é o primeiro país a receber a iniciativa, que foi ideia do escritório local que sugeriu para a sede nos Estados Unidos.

Artur Regen, presidente da New Era no Brasil, afirmou em comunicado que “o país é um mercado importante para a marca e estamos aumentando a nossa presença por aqui, abrindo franquias e buscando novas formas de atender o nosso consumidor final”. Caso os resultados sejam positivos, a marca estuda usar as vending machines em eventos, como festas, feiras, shows, jogos esportivos, entre outros.
A New Era nasceu em Buffalo, Nova Iorque, em 1920. Foi criada pelo alemão Ehrhardt Koch e opera no Brasil desde 2010. A empresa é a fabricante oficial dos bonés da MLB (Major League of Baseball), a liga oficial de baseball dos Estados Unidos; da NFL (National Football League); e da NBA (National Basketball Association). Detém a licença para produção de vestuário dessas três ligas americanas no Brasil. Fornece o boné oficial de clubes brasileiros de futebol como Atlético Paranaense, Cruzeiro, Fortaleza, Fluminense e Botafogo, além de produzir modelos de bonés licenciados de outros times locais.
A New Era tem presença no varejo através de franquias desde 2015. Atualmente, são 21 operações, informa a marca ao GBLjeans. Com previsão de abrir outras 15 até o final de 2019, de modo a encerrar o ano com 36 lojas de varejo. A intenção é ganhar capilaridade abrindo franquias nas principais capitais e em cidades com mais de 200 mil habitantes.
Fonte: Mercado e Consumo