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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

COMO OS APPS DE DELIVERY DE COMIDA VÃO DOMINAR O MUNDO

O almoço, servido em uma sala de reuniões na sede do iFood, em Osasco, na Grande São Paulo, parece saboroso: caixinhas coloridas do restaurante Coco Bambu trazem camarões ao molho, escondidinho de carne e uma cocada ao forno para a sobremesa. Mas Diego Barreto, CFO do aplicativo responsável pela entrega daquela refeição, não quer comer. “Estou fazendo a dieta do jejum intermitente”, justifica. Sua fome é outra. “Você conhece Campinas?”, ele pergunta, enquanto pega uma caneta e começa a rabiscar em um quadro branco: “Desse lado da rodovia tem um shopping. Do outro lado, tem dois condomínios de alto padrão. Hoje, o entregador precisa seguir até ali na frente, numa estrada com caminhões, fazer o retorno, subir um viaduto, pegar a outra mão da rodovia e passar pela portaria do condomínio. Depois, fazer tudo de novo para voltar”. O rabisco embolado realça aquele nó logístico.

Diego traça então uma linha reta entre a oferta e a demanda: “Tá vendo? É isso que a gente quer fazer. O drone decola daqui e pousa num droneport dentro do condomínio. Em cidades médias, isso vai aumentar a área de atuação dos restaurantes, concentrar o entregador em roteiros mais produtivos e fazer a refeição chegar com menor custo e maior qualidade para o cliente”. Pioneiro e líder isolado do mercado brasileiro de entregas de comida, com 26,6 milhões de entregas em novembro de 2019, o iFood busca novos superlativos em 2020. “Queremos ser a primeira empresa no mundo a operar comercialmente um drone de entregas com permissão das autoridades de aviação civil”, diz Diego. Além de drones, a empresa testa um robô de entregas, semelhante a um carrinho de sorvete sem sorveteiro, para ir das praças de alimentação até um ponto de distribuição adequado aos entregadores. Se tudo der certo, até o fim do ano a empresa terá três drones e três robôs em serviço. “Somos uma das maiores empresas de entrega de comida do mundo e estamos puxando a fronteira dessa tecnologia”, completa Bruno Henriques, vice-presidente de inovação e inteligência artificial do iFood. “No século 18, as pessoas tinham o costume de costurar as próprias roupas, mas hoje isso é inimaginável”, diz Fabricio Bloisi, CEO da empresa. “Daqui a dez anos, as pessoas vão cozinhar por prazer, por hobby, não porque precisam. Será mais fácil, mais rápido, mais barato e melhor pedir comida pelo nosso aplicativo.”

Dados em primeiro lugar.

* Imagem reprodução
Um dos temas que estamos levando para o Retail Trends desse ano, sintetizando alguns dos temas que foram vistos na última NRF, está na questão dos dados e da importância deles.
Mas há algo novo sobre dados? Tecnicamente não, porém, a questão essencial sobre dados não está na questão do termo em si, mas no fato de que a distância entre aqueles que até hoje não criaram nenhuma iniciativa nesse sentido e aqueles que já começam a obter resultados sólidos é cada vez maior.
Na última NRF foi possível verificar não somente uma nova infinidade de propostas sobre como obter novos dados de consumo através de equipamentos como câmeras e sensores, captando desde a movimentação de clientes, até mesmo a pegada de produtos em gôndola, como também sincronizando essas informações em tempo real para que as tomadas de decisão sejam cada vez mais rápidas e assertivas
Bons exemplos não faltam: um dos que mais nos chamou a atenção em Nova Iorque, a B8ta, um modelo de negócio baseado na locação de espaço para pequenas marcas (mas que começa a chamar a atenção de grandes players também), que como grande trunfo a captação de absolutamente tudo o que acontece no ponto de venda, através de câmeras e sensores espalhados pela loja, e até mesmo as informações geradas nos tablets expostos pela loja com informações.
Todas as informações geradas são compartilhadas com as marcas que estão no espaço. Assim sendo, cada marca pode estudar como está sendo seu impacto no local e qual a melhor estratégia para um melhor resultado.
Mas só é possível trabalhar com dados se tiver tecnologia envolvida? Na visita técnica que fizemos à nova flagship da Zara, foi possível entender que mesmos os dados transacionais, que hoje praticamente todo o varejo tem a disposição, como vendas, tíquetes médios, entre outros, quando bem utilizados, podem criar informações para rápidas tomadas de decisões de reposições, compras e coleções.
Não é à toa que a marca hoje é uma referência no modelo de fast fashion, principalmente pela velocidade como consegue levar o que acontece nas passarelas para os cabides e araras da loja.
E não se trata somente de exemplos vindos de fora. Empresas como PetzMambo, entre outras no Brasil, vêm tornando as informações hoje geradas algo que possa ser facilmente consultado e trabalhado, otimizando ações, e por consequências, resultados.
Na maioria dos casos, celulares ou scanners ao lerem uma etiqueta eletrônica, podem gerar uma série de informações, como data do próximo estoque, última venda, preço (para checagem de etiquetas), entre outros.
No caso dos dados, eu costumo traçar um paralelo entre o mundo do varejo e o dos esportes. Como no esporte, acreditamos que o varejo deve ser feito na raça, com o sucesso conquistado através do esforço.
Entretanto, se analisarmos a maioria das atividades esportivas hoje, onde uma corrida de automóveis pode ser decidida por uma pequena fração de segundos, ter à mão dados como clima, dados da pista, entre outros, vão auxiliar no preparo do carro e do piloto, em busca dos resultados almejados.
Uma corrida é muito mais do que a vitória de quem acelera mais. É a vitória de quem na verdade, dirigiu melhor. Nos negócios, não é diferente. Onde muitos apenas tentam acelerar, estão ganhando mercado aqueles que souberam, através dos dados, dirigir melhor seus negócios.
Sai na frente quem considera a importância dos dados em primeiro lugar.
Fonte: Mercado e Consumo

As 10 razões porque a indústria vai ao varejo. E não volta.


Existem claras razões pelas quais a indústria e as marcas passaram a desenvolver operações próprias de varejo, estão se dando bem e não voltam atrás. Vamos identificar algumas delas.
1 – No cenário crescentemente mais competitivo é fundamental criar ligações diretas com os consumidores, reduzindo a distância para poder entender e atender melhor o mercado a partir de uma conexão direta que traga rápida e de forma transparente necessidades e desejos dos consumidores para dentro da indústria.
Considerem o exemplo da Apple que com seus cursos e programas de orientação dos consumidores em suas lojas, captura informações relevantes para direcionar o desenvolvimento de seus produtos acelerando toda a curva de inovação;
2 – No ambiente onde o crescimento da concorrência é cada vez maior pelo aumento da oferta de produtos e marcas, alternativas diretas podem melhorar a rentabilidade dos negócios, melhorando o desempenho geral do negócio.
Considerem o exemplo de Nespresso que tem a maior parte da venda de suas cápsulas através de seus canais diretos, especialmente dos Clubes de Consumidores, contribuindo para aumentar os resultados gerais da empresa;
3 – Canais diretos da indústria podem permitir criar modelos de negócios disruptivos integrando produtos e serviços, gerando soluções que facilitam a vida dos clientes e criam percepção de valor agregado e “descomoditizam” negócios.
Considerem a Sherwin-Williams nos Estados Unidos que através de suas mais de 3 mil lojas nos Estados Unidos oferecem mais do que a tinta para os serviços de pintura a solução completa com locais pintados com a garantia de uma marca, facilitando a vida dos clientes individuais ou corporativos;
4 – Enquanto o varejo de forma geral coloca forte ênfase na criação e participação das marcas próprias em seus negócios, criando vantagem competitiva para si, nos mais diversos segmentos e categorias, a indústria busca reequilibrar essa equação competitiva com o desenvolvimento de canais exclusivos e dedicados para distribuição de seus produtos, sem o que ficaria inferiorizada nas relações com os canais tradicionais.
Considerem que numa Tesco ou Carrefour na Europa, em algumas categorias, como alimentos matinais, o varejo pode chegar a ter, até cinco marcas próprias posicionadas por preço e/ou atributos de produtos;
5 – Num cenário onde as mudanças de hábitos e atitudes de omniconsumidores muda em velocidade crescente, manter um “termômetro” em tempo real com o mercado é fator crítico e decisivo para reorientar o negócio e acelerar a curva de aprendizagem.
Considerem empresas como Samsung que não pode só depender de pesquisas tradicionais com seus consumidores para ajustar seu processo de desenvolvimento de produtos pelo ciclo de levantamento e análise dessas pesquisas, quando a empresa tem absoluta necessidade de se diferenciar pela inovação constante antecipando demandas de seus consumidores;
6 – Estar conectado diretamente com os consumidores transforma a própria cultura de uma organização, trazendo a visão, as expectativas, os desejos, a avaliação, as razões e as percepções desses consumidores para o fórum principal de decisão dessas organizações criando uma cultura muito mais ágil e naturalmente baseada na realidade efetiva do mercado.
E o varejo tem isso como sua razão de ser. E para a indústria esse aspecto se torna cada vez mais decisivo. Uma cultura focada no cliente final.
Considerem um Ecossistema como Alibaba que com seu super aplicativo Alipay monitora em tempo real usando ainda inteligência artificial absolutamente tudo sobre mais de um bilhão de seus consumidores na China e outros mercados e pode se antecipar na criação e oferta de produtos, serviços e soluções para aumentar sua participação na carteira digital e real de seus clientes.
A cultura e a própria razão de ser dos negócios ficam condicionados à realidade efetiva do mercado;
7 – A criação de um canal direto e exclusivo pode ser questão de sobrevivência. Muitas vezes as estruturas e os canais tradicionais não valorizam os esforços envolvendo pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores e a única forma de fazê-lo é integrar toda a cadeia de valor para fazer chegar ao consumidor final, de forma diferenciada, todos os benefícios e diferenciais desses produtos e marcas.
Considere os exemplos de muitas das marcas da indústria moveleira no Brasil que tiveram que reinventar seus negócios pela integração da cadeia para poderem sobreviver. Em especial o exemplo da Todeschini que criou a rede de lojas próprias e reinventou todo o negócio oferecendo do desenvolvimento do projeto à manufatura, o financiamento, a entrega e a instalação, tudo de forma integrada e diferenciada para se reposicionar;
8 – A integração vertical, com a indústria indo até o consumidor final viabiliza novos modelos de negócios que, além de aproximarem a indústria do consumidor final, podem gerar novas oportunidades em linha com necessidades emergentes.
Considerem o exemplo da P&G nos Estados Unidos, que criou novos negócios envolvendo marcas de seus produtos em alguns segmentos para desenvolver redes franqueadas de prestadores de serviços levando essas marcas aos consumidores finais, atuando no setor de serviços e na forma de redes de franquias;
9 – A nova realidade de um mundo cada vez mais digital viabiliza a conexão e a distribuição direta de produtos serviços de forma mais simples e estruturada pela indústria com menor investimento em lojas e pontos de experiência e viabilizando a transformação estrutural de modelos de negócios.
BonobosCasperWarby ParkerAllbirdsGlossier e outras, se desenvolveram no digital, testaram conceitos e se firmaram, antes de passarem a operar também no varejo físico;
10 – Numa realidade onde data é o novo petróleo, poder integrar toda a cadeia de valor com informações e capacidade de análise pode tornar negócios muito mais relevantes e estrategicamente diferenciados no curto, médio e longo prazo.
E nesse capítulo a questão não mais deveria ser, poder integrar, mas sim o quanto se torna fundamental integrar para diferenciar e até mesmo sobreviver.
Considerem o exemplo Amazon, que com seu programa Prime monitora comportamentos e dispêndios de seus afiliados e usa essa informação para desenvolver produtos com marca própria, serviços e adiciona categorias e marcas pelo domínio que tem das informações.
Esses dez pontos, e provavelmente outros mais poderiam ser adicionados, explicam porque todas as marcas que foram para o varejo, criando uma conexão direta com seus consumidores, em todas as categorias de produtos e serviços, nunca mais retornaram para uma alternativa de distribuição exclusiva indireta.
Fonte: Mercado e Consumo

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

EXPANSÃO DA C&A NÃO DEPENDE DE RETOMADA DO CONSUMO

O plano de expansão da C&A Brasil para os próximos anos não dependerá da recuperação da economia ou do consumo, disse Paulo Correa, presidente da varejista de vestuário em evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).

“Nosso plano de expansão, que é forte para este ano e para os próximos, não depende da economia. Mas será ótimo se isso acontecer porque vai ajudar o nosso trabalho”, afirmou.

Entretanto, ele lembrou que uma recuperação ainda depende de melhora nos indicadores de renda, ocupação e produção. Correa disse que existem “condicionantes favoráveis” para a recuperação como a queda da taxa básica de juros (Selic), que é um motor importante, mas a geração de emprego ainda não é muito clara.

Fonte: Valor Invest

Vendas do varejo brasileiro crescem 3,1% em janeiro, diz Cielo

As vendas no varejo brasileiro cresceram 3,1% em janeiro, descontada a inflação, em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que acompanha mensalmente o desempenho de 1,6 milhão de varejistas credenciados à companhia de meios de pagamentos.
* Imagem reprodução
Tal performance representa uma aceleração em relação a dezembro, quando houve alta de 2,6% na comparação ano a ano, mas ficou abaixo do resultado de janeiro de 2019, quando registrou acréscimo anual de 3,5%.
“Os últimos meses de 2019 foram marcados por oscilações: houve aceleração em novembro provocada pela Black Friday e uma desaceleração no Natal. Com isso, o ritmo de crescimento em janeiro ficou bem parecido com o de dezembro”, destacou o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.
Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o ICVA subiu 6,9% no mês passado, ante 6,1% em dezembro e 6,8% em janeiro de 2019. A Cielo atribuiu o comportamento do índice a efeitos de calendário que beneficiaram o resultado de janeiro deste ano.
Com informações do portal Thomson Reuters.
Fonte: Mercado e Consumo

Dona do Montana Grill, Croasonho e Jin Jin planeja expansão em 2020

Halipar, holding de redes de alimentação que controla as marcas GrilettoMontana GrillCroasonho e Jin Jin, se prepara para expandir em 2020. A companhia prevê inaugurar até 45 unidades no ano e chegar a um faturamento de 800 milhões de reais, alta de 14% em relação a 2019.
* Imagem reprodução
Depois de receber um aporte de um fundo, também está de olho em oportunidades de busca crescer por meio de aquisições.
Hoje com 415 unidades de quatro marcas em 121 cidades, o atual presidente Ricardo José Alves começou o negócio ao abrir uma loja Griletto em um shopping center em Itu, no interior de São Paulo, em 2004. A ideia se manter no negócio de alimentação, depois que sua rede de seis açougues começou a competir mais fortemente com supermercados.
Após abrir 12 unidades próprias, iniciou o processo de expansão por meio de franquias em 2009. Cinco anos depois, já eram 130 unidades. Já em 2014, a dona da Griletto praticamente dobrou de tamanho com a aquisição da Montana, sua principal rival na venda de pratos feitos com foco na proteína.
A Halipar foi criada em 2015, com a fusão das duas marcas com a empresa Ornatus, que detinha a marca Jin Jin, de alimentos orientais. Foi então que o fundo de private equity G5 Evercore comprou uma participação na holding. A empresa não abre o valor do aporte. Já naquela época, o plano era continuar crescendo por meio de compras de outras redes de alimentação.
Expansão em espera
A primeira aquisição depois da entrada do fundo foi em 2017, com a compra da rede de croissants recheados Croasonho.
A crise econômica, no entanto, pausou o plano de expansão da Halipar. “Olhamos muitas marcas, mas estavam em dificuldades e não queríamos prejudicar nosso próprio balanço ao incorporá-las”, diz o presidente Ricardo José Alves.
Durante os anos de espera pela retomada da economia, a companhia organizou a casa: inaugurou uma nova sede, ampliou a fábrica e sua capacidade de produção.
A nova sede foi aberta em janeiro de 2019, em Indaiatuba, interior de São Paulo. Além do escritório para as áreas administrativas, como financeiro, TI, expansão e logística, o espaço concentra ainda uma fábrica, com 5 mil metros quadrados e 200 colaboradores, e uma cozinha experimental, para a degustação de novos produtos e painéis para franqueados.
Com informações do portal Exame.
Fonte: Mercado e Consumo

As tecnologias que mais serão aplicadas no varejo

*imagem reprodução.

Na última quinta-feira (6), a GS&UP lançou em São Paulo, durante o evento Retail Trends, o inédito estudo “Aplicação de tecnologias no varejo: Onde estamos e para onde vamos”, elaborado com opiniões de varejistas e executivos do varejo, mostrando o quanto distante o varejo ainda está em relação a algumas tecnologias, e criando uma visão real de onde estarão os focos de investimentos nos próximos anos.
Um dos destaques do estudo está no lançamento da “taxa de aplicabilidade”, que apresenta uma relação entre interesse e investimento por parte do varejo em relação à 11 temas ligados à tecnologia, entre eles, meios de pagamento, soluções de logística, soluções baseadas em 5G, IoT, Startups, Big Data, entre outros.

Em suma, uma tecnologia que apresente uma maior porcentagem de interessados em investir do que até mesmo os que consideram uma tecnologia de interesse, demonstra que haverá recursos mais do que suficientes para que o mercado invista nesse tipo de tecnologia, e ajude a difundi-la no mercado. Em compensação, taxas negativas, mostram tecnologias ou soluções que embora consideradas como interessantes pelo mercado, mostram pouca representatividade no momento que as empresas precisam decidir para onde irão seus investimentos.
Dentro do estudo, soluções como Logística (15%), Big Data & Analytics (11%), Automatização de lojas (9%) e Meios de Pagamentos (3%), foram as soluções que apresentaram valores positivos.
Em uma primeira análise, é possível dizer que o foco de investimento está em soluções que possam mostrar resultados rápidos e hoje necessários, como a melhoria na entrega, ou nos processos de pagamentos, forçados pela pressão da revolução digital vivida pelo varejo, assim como a eficiência apresentada por players de mercado como Amazon e Alibaba.
Inteligência Artificial e as soluções de IoT mostraram taxa de aplicabilidade de 0%, o que não é algo de todo ruim. A taxa dessa maneira mostra que as empresas que estão buscando essas frentes, tem hoje disponíveis recursos disponíveis para a implantação, dentro do adequado. A diferença entre o contexto das tecnologias com taxa de aplicabilidade positiva está no fato de que mais empresas possam de fato investir nos próximos anos, o que mostra um possível crescimento no interesse. Mesmo IoT tendo taxas de interesse e investimento baixas em relação às demais tecnologias apresentadas, a conclusão que se tem é que é uma tecnologia que ainda está buscando maturação, mas parece já ter encontrado seu mercado.
Diferente cenário dos demais temas analisados, que apresentaram taxas negativas, como Startups (-24%), Soluções em 5G (-50%), Realidade Virtual/Realidade Aumentada (-50%), além de Blockchain e Drones, que apresentaram a menor taxa possível nesse estudo (-100%), o que significa que nenhum do entrevistados se mostrou disposto a investir recursos nesse tipo de tecnologia.
Embora haja assuntos que ainda vão precisar de tempo e até mesmo de cases que demonstrem resultados para conseguir conquistar o mercado de varejo, como o 5G, três assuntos merecem destaque.
Se o assunto startups parece ainda estar em ebulição no mercado como um todo, puxado principalmente pelo sucesso de fintechs e alguns já denominados unicórnios brasileiros, na visão do varejo é um assunto que parece que se tornou mais distante. Embora haja casos pontuais de parcerias, fusões e aquisições com o mercado, o varejo ainda não entendeu o melhor caminho para uma aproximação ou otimização de resultados através do ecossistema, e acabou por se distanciar também em relação de recursos empregados ao tema.
A Realidade Virtual que até alguns anos parecia ter renascido para o mercado, parece estar perdendo fôlego. Os cases até o momento construídos, ainda não conseguiram mostrar seu papel de relevância ou de construção de resultados, em frente aos investimentos necessários. Algo que pode mudar, mas que apresenta no momento um cenário de descrença de maneira geral.
Embora as soluções como Drones e sistemas robotizados de entrega tenham sido apresentadas como as menos interessantes para o mercado, o que assustou foi a diferença considerável entre interesse e investimento em relação ao tema Blockchain, algo que mesmo que já estejam sendo construídos cases interessantes de mercado no Brasil, como Carrefour e Natura, ainda se mostra fora da realidade para o varejista brasileiro. Talvez por desconhecimento ou pela confusão da tecnologia com a questão das criptomoedas, esse parece um tema que ainda não “pegou” para o varejista brasileiro.
Como conclusão, o varejo ainda pode se aproximar muito do mundo da tecnologia em busca de eficiência e produtividade, mas nunca esteve tão focado naquilo que possa produzir resultados mais rápidos e efetivos. Há uma oportunidade gigantesca para as empresas que conseguirem sair do óbvio em relação aos seus investimentos, em busca de soluções que permitam sua diferenciação no mercado.
Fonte: Mercado e Consumo