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sexta-feira, 19 de julho de 2019

GIRAFFAS INVESTE EM OPÇÕES VEGETARIANAS

Com 400 lojas em funcionamento no território nacional, a rede de alimentação Giraffas pretende ampliar o portfólio de produtos implementando cinco opções de pratos para os consumidores vegetarianos e ovolactovegetarianos.

“Estamos dando um primeiro passo e trabalhando para atender um público com pouquíssimas opções na praça de alimentação e também proporcionar mais uma oportunidade de sociabilização das pessoas no momento da refeição. Tudo na escala do Giraffas precisa ser feito com cautela, então estamos dando um primeiro passo, e conhecendo melhor esta opção e a reação de nossos clientes, poderemos pensar em ampliar o menu”, disse o fundador e CEO do Grupo Giraffas, Carlos Guerra.

Para o executivo, ainda é cedo para traçar perspectivas de vendas sobre a nova iniciativa da rede alimentícia, mas que o estabelecimento de parcerias com “bons” fornecedores será uma peça-chave para o êxito do novo posicionamento. “O principal ponto é o desenvolvimento de bons fornecedores, uma vez que este segmento ainda é pouco atraente para a indústria de alimentos. Conseguimos bons parceiros agora e vamos acompanhar as novidades. Adicionalmente, será necessário um treinamento de nossos colaboradores para distinguir entre as dietas e produtos para auxiliar os clientes e evitar, por exemplo, contaminações dentro da cozinha por contato entre produtos e utensílios”, afirmou.

Por fim, de acordo com o executivo, os preços das opções vegetarianas variam de R$ 7,90 a R$ 24,90.

Fonte: DCI

Microsoft inaugura flagship no centro de Londres

A Microsoft abriu sua primeira loja na Europa, em Londres. Localizada nos três andares de um edifício histórico de 1912 na esquina da Regent Street com a Oxford Street, área comercial central na capital britânica, o novo espaço será vizinho da principal loja da Apple. A unidade de 2.043 metros quadrados ocupa o endereço ocupado desde 1996 pela Benetton, principal marca de roupa do Reino Unido.
“À medida que construímos nosso próprio hardware com o Surface e expandimos nossas ofertas corporativas, estamos descobrindo que um local físico é realmente valioso”, disse Chris Chief, diretor de marketing da Microsoft. “Temos uma equipe trabalhando nisso há vários anos.”
O impulso dos gigantes da tecnologia para abrir lojas chamativas para exibir seus dispositivos e softwares provou ser um dos poucos pontos brilhantes para a indústria de varejo em dificuldades do Reino Unido, que tem sido assolada por falências, fechamento de lojas e cortes de aluguel. A pressão de varejistas online, como a Amazon, e um aumento nos custos, decorrente da queda da Libra causada pelo Brexit estão prejudicando as cadeias de lojas em particular.
As lojas da Apple estão agora entre os maiores impulsionadores do tráfego de pedestres nos shoppings, substituindo as lojas de departamentos como as mais procuradas para serem as novos âncoras. A Samsung Electronics Co. alugou uma loja âncora para ser o showroom de seus aparelhos no sofisticado shopping center que foi aberto no ano passado em Kings Cross, em Londres, projetado por Thomas Heatherwick.
Capossela disse que os anos de planejamento para expandir para a Europa não foram afetados pelas observações das ruas da Grã-Bretanha, mas pelo que ele aprendeu operando lojas nos EUA nos últimos 10 anos.
“Não estamos fazendo uma loja de varejo físico porque outra pessoa não abrindo”, disse ele. “É realmente apenas uma oportunidade para servirmos a um grupo de clientes que querem saber o que está acontecendo em nossa empresa”.
A nova loja combina paredes brancas com piso de madeira e móveis, adicionando painéis de vídeo do chão ao teto, estações de gravação a laser para personalização de produtos e uma variedade de salas de conferência para sessões de treinamento e educação.
Os clientes podem experimentar o headset de realidade aumentada Hololens, da Microsoft, ou comprar um novo laptop ou um cabo de carregamento. Mas os jogadores de videogame e os fãs da plataforma Xbox da empresa têm uma grande área dedicada apenas para eles. Uma sala cheia de consoles Xbox One também tem webcams e fones de ouvido para sediar torneios de e-sports na loja, e telas de 98 polegadas pontilham a maioria das paredes para atrair jogadores populares para mostrar sua presença no local.
“Nenhuma outra loja da Microsoft tem o salão de jogos que essa loja tem”, disse Capossela. “Há experiências de jogo aqui que são completamente exclusivas de Londres.”
O prédio fica em uma das áreas mais sofisticadas da capital inglesa, a Oxford Circus – a mais movimentada faixa de pedestres da Europa, de acordo com o Conselho da Cidade de Westminster. Foi projetado por John Nash, o arquiteto por trás do Palácio de Buckingham, que fica a uma curta caminhada da nova loja da Microsoft.
O CMO não comenta se a empresa planejava abrir outras lojas no Reino Unido ou na Europa, ou por quanto tempo a loja ficará em funcionamento.
Fonte: Mercado e Consumo

Starbucks at Home traz realidade aumentada e gôndolas inteligentes

A linha de cafés da Nestlé ‘Starbucks at Home’, lançada em abril, traz experiências novas para o ponto de venda, através de gôndolas inteligentes e realidade aumentada, em dez lojas de São Paulo. A ação tem o objetivo de ajudar os consumidores a conhecer melhor os produtos para que possam realizar uma compra mais direcionada.

Nas unidades indicadas pelo site da marca, o aplicativo de realidade aumentada poderá ser acessado pelo cliente por meio de um tablet disponível na loja. Ao apontar o dispositivo para um marcador impresso no móvel, imediatamente aparecerá um menu interativo com vídeos e um quiz de cinco perguntas para personalizar a escolha do café mais adequado para cada consumidor. O aplicativo também traz informações sobre as diferentes formas de preparo – como prensa francesa, coado, sistemas Dolce Gusto e Nespresso -, torras, aromas e sobre a história do café.
Já a gôndola inteligente possui um sistema que consegue capturar todos os dados de interação do consumidor com o produto no espaço, além de ter um dispositivo de mídia que traz mensagens sobre os itens disponíveis ali. A tecnologia também repõe os produtos automaticamente, assim que retirados.
Para a head de marketing de Starbucks, Erika Junqueira, a tecnologia é muito importante para o varejo. “Queremos que o consumidor tenha em mãos ali, no momento da compra, todas as informações necessárias para fazer uma escolha assertiva. Com as tecnologias, conseguimos ter cada vez mais dados para oferecer opções personalizadas para a pessoa ser atendida em suas necessidades”, explica.
Fonte: Super Varejo

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Nestlé abre loja própria e quiosque do Leite Moça em São Paulo

A Nestlé abriu neste mês o Empório Nestlé, loja própria da fabricante dedicada aos seus produtos. Localizada na nova sede da companhia, na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo, a unidade ficou maior e passou a ocupar 744 m², com novidades no layout e na disposição dos itens, ambientes mais modernos, personalizados e destaque para as marcas. A loja está aberta ao consumidor, que encontra todo o portfólio da companhia, inclusive as novidades e lançamentos.
Na unidade estão à venda mais de 1.500 tipos de produtos, entre chocolates, culinários, cafés, lácteos, cereais, bebidas, achocolatados, nutrição infantil, alimentos para pets, entre outros. Também estão disponíveis itens de marcas como Loreal, Roots to Go, Terra Fértil, Life Mix, Sodiê e The Body Shop. O cliente também pode comprar pelo site e retirar na loja física duas horas após a confirmação do pedido. Há também a possibilidade de entrega para endereços que fiquem em um raio de até 15 km de distância da companhia.

Com a iniciativa, a Nestlé reforça a intenção de buscar novas formas de interagir com o consumidor e conhecer suas preferências. A integração entre loja online e física nasceu de uma parceria com a scale-up Supermercado Now, marketplace focado em supermercados que permite que o consumidor compre produtos de lojas próximas de seu endereço e os receba em até uma hora. A scale-up uma das empresas aceleradas por meio do programa Scale-Up Endeavor Alimentos e Bebidas.
A empresa também abriu nesta semana, por meio de sua divisão de foodservice, a Nestlé Professional, o primeiro quiosque tematizado do Leite Moça, operado por um parceiro comercial. O Cake Point by Moça está localizado no primeiro piso do Shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo e irá comercializar as receitas da marca, entre elas pudins, brigadeiros e bolos de diversos sabores. A meta da companhia é expandir e acelerar esse modelo de negócio nos próximos anos.
Fonte: Consumidor Moderno

MARCAS DE MODA PRECISAM FAZER ESCOLHAS MAIS INTELIGENTES

Para os consumidores, hoje, sustentabilidade é um fator importante na hora de decidir fazer suas compras. Assim, empresas de moda que não mudarem suas práticas irão ficar para trás, diz Stephanie Klotz, gerente sênior de comunicação da Fundação C&A, que investe em inovações no setor.
Marcas, diz ela, devem repensar suas escolhas de matérias-primas, relações com fornecedores e incentivar modelos de negócios circulares no setor.

Como ser um produtor consciente de moda?  Cada parte do modelo de negócios deve mudar: ele tem que usar materiais sustentáveis, produzir de uma forma que restaure o ambiente e proporcionar condições dignas de trabalho para as pessoas que trabalham na cadeia de fornecimento.

Qual é o desafio mais importante para a sustentabilidade na economia da moda?  É mudar as mentalidades. Fazer negócios como se fez sempre não é uma opção, e não podemos apenas pensar em mudanças incrementais. Devemos nos desafiar a pensar em grandes soluções revolucionárias que irão transformar fundamentalmente a indústria.

Quais inovações no caminho da sustentabilidade você acha que terão impacto no desenvolvimento nos próximos três anos?  Acreditamos que a transparência desempenha um papel importante na transformação da indústria, especialmente para melhorar as condições de trabalho do produtor. Por exemplo, a Fundação C&A lançou uma maneira de rastrear a produção de roupas usando a tecnologia blockchain.
Esse sistema publica as informações sobre a produção e garante que haja transparência entre as marcas e os seus consumidores. É um exemplo atual de inovação e tecnologia que está ajudando a impulsionar a transparência na indústria da moda.

Se considerarmos o fast fashion como um sintoma de uma doença da economia da moda, quais são as causas?  Na Fundação C&A acreditamos que a moda e a sua indústria podem ser uma força para o bem. Vemos que essa indústria tem sido uma força motriz por trás do crescimento econômico em muitos países e é a fonte de empregos para milhões de homens e mulheres.
No entanto, um modelo de negócio que dependa de baixos custos de produção cria problemas profundos e sistêmicos na indústria, dos quais todos os participantes sofrem: tanto a moda rápida quanto a de luxo.

Empresas que ganham dinheiro com o fast fashion podem mudar a maneira de fazer negócios?  As marcas precisam se tornar mais inteligentes sobre suas escolhas de matérias-primas, precisam colaborar para resolver as questões sistêmicas de más condições de trabalho e trabalho escravo, e precisam pensar em modelos de negócios circulares inovadores, como o aluguel.
Precisamos mudar mentalidades dentro da indústria e perturbar o status quo. As empresas descobrirão que os consumidores exigem sustentabilidade e que há um risco cada vez mais alto associado aos negócios de sempre.

Quais são as melhores soluções para roupas velhas? A infraestrutura e a tecnologia associadas à reciclagem de roupas ainda não estão onde deveriam estar globalmente. Programas de coleta não são adequados e alguns tipos de fibra são tecnicamente muito difíceis de reciclar.
Deveríamos estar trabalhando para encontrar soluções melhores para a “próxima vida” das roupas. Depois de seu primeiro uso, é mais eficaz retirar uma peça de vestuário da economia do que tentar reciclar a fibra. Construir um mercado sólido de segunda mão é muito importante.

O que é o consumo consciente na moda?  Muitas pessoas confundem “consumismo consciente” com moda sustentável. No entanto, há uma diferença entre eles. Os debates em torno da moda consciente intensificaram-se nos últimos anos.
Moda consciente é moda produzida sob condições éticas de trabalho e usando os princípios da sustentabilidade. O consumidor consciente é aquele que se preocupa com a escolha dos produtos que compra, com o ambiente, a saúde humana e as relações trabalhistas justas.
Ele sabe que pode ser um agente transformador da sociedade através de seu ato de consumo.


Quais são as iniciativas locais mais importantes da Fundação C&A? Como a Fundação pode selecionar os programas para patrocinar?  Trabalhamos com parceiros, grandes e pequenos, que têm grandes ideias para transformar a indústria da moda e financiamos suas iniciativas quando estão alinhadas com nossas teorias de mudança e que apoiam nossas áreas de impacto.
Financiamos iniciativas que têm o potencial de criar mudanças de longo prazo. Iniciativas locais e de base são particularmente importantes nesta missão.

DIVINO FOGÃO INVESTE EM NOVO CONCEITO DE LOJA

O Divino Fogão vai iniciar um projeto de revitalização em seus restaurantes neste ano. Com exclusividade ao Jornal Giro News, Reinaldo Varela, presidente da rede, revela que a filial do CenterVale Shopping, em São José dos Campos (SP), será reinaugurada no dia 22 de julho com um novo conceito. “A unidade passará a contar com cozinha show, onde os clientes podem acompanhar o preparo da comida. Até o momento, temos aproximadamente cinco operações com esse formato”, confidencia o empresário, que destaca, ainda, que o restaurante também irá oferecer opções de churrasco. Com 187 unidades pelo país, a rede teve um incremento de 10% em faturamento em 2018 e prevê crescer 15% este ano.

Mais Cinco Restaurantes em 2019
Para o segundo semestre, o Divino Fogão prepara mais cinco inaugurações – até o momento, foram três novas lojas. De acordo com o presidente, a próxima abertura será em Macaé (RJ), no dia 20 de setembro. Depois, a rede vai inaugurar, no dia 01 de outubro, um ponto de venda no Grand Shopping Messejana, em Fortaleza (CE) – cidade que também receberá, este ano, um restaurante no Aeroporto Pinto Martins. “O nosso objetivo é instalar restaurantes no Brasil inteiro, mas há algumas praças com maior potencial para expansão, como a região Sul e o estado do Rio de Janeiro”, pontua Varela. No segundo semestre, o Divino Fogão abrirá, ainda, uma unidade em Salvador (BA).

Delivery é a Bola da Vez
Atenta às tendências do food service, a rede aderiu ao serviço de delivery, que foi implementado em seis operações da capital paulista. “Alguns restaurantes já aumentaram entre 15% a 20% o faturamento”, afirma. De acordo com o presidente, até o fim do ano, o intuito é oferecer o serviço em todas as lojas. Apesar de sua maior capilaridade em shopping centers, o Divino Fogão também está presente em supermercados e aeroportos. “Estamos investindo para ampliar parcerias com redes de supermercado e explorar o conceito de store in store. Temos uma loja dentro do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), e pretendemos instalar uma unidade no Extra Anhanguera”, conclui Varela.


Fonte: GiroNews

segunda-feira, 15 de julho de 2019

A TRANSFORMAÇÃO DO BURGER KING

Não se espante se um número desconhecido ligar e do outro lado da linha estiver um senhor simpático, com tom de voz sereno, questionando se você teve algum problema em um dos 801 restaurantes do Burger King no Brasil. Quem compra em alguma unidade da empresa recebe, no verso do cupom fiscal, um convite para descrever a experiência no ponto de venda. A empresa recebe cerca de 40 mil respostas por mês, entre reclamações, sugestões e elogios. Em troca, os participantes ganham um sanduíche Whopper, o carro-chefe da marca. Após uma seleção, o CEO do Burger King Brasil, Iuri Miranda, entra em contato com três consumidores insatisfeitos.

“Eu seleciono três que tiveram problemas. Ligo e me apresento. A princípio, não acreditam que é o CEO da empresa. Eu peço desculpas, entendo o que aconteceu e falo para retornarem”, diz. “Para se dar ao trabalho de entrar em contato é porque o cliente realmente está preocupado. É um feedback sincero”. Não seria insólito, inclusive, se Miranda o abordasse numa movimentada praça de alimentação de shopping center e perguntasse como foi o atendimento. Para o executivo, as relações interpessoais são fundamentais para identificar os anseios de clientes e funcionários. Isso é uma das marcas de sua bem-sucedida gestão.

Soteropolitano, de 50 anos e pai de dois filhos, Miranda é prova viva da transformação do Burger King no mercado de fast food do País. A companhia americana desembarcou aqui em novembro de 2004, mas só deslanchou a partir de 2010, quando iniciou o processo de abertura de uma subsidiária local, criada no ano seguinte com participação dividida entre o grupo Restaurant Brands International (RBI), franqueador master da rede, e a gestora de recursos Vinci Partners.

Quando assumiu a nova fase do negócio em 2011, o Burger King Brasil tinha 12 funcionários e ainda não operava restaurantes da marca homônima. Hoje, a empresa já controla mais de 700 estabelecimentos e emprega 17 mil pessoas. “A palavra que nós mais ouvíamos no início é ‘impossível’. Não existia um crescimento tão rápido na história”, diz Miranda. “O movimento do Burger King é de evolução contínua. É uma empresa que trabalha em silêncio, mas sempre está sedenta para trazer novidades para o consumidor”, afirma Cristina Souza, diretora-executiva da consultoria GS&Libbra.

Os avanços também podem ser vistos por meio da presença de mercado medida pela consultoria Euromonitor. Em 2014, o Burger King detinha apenas 1,4% da fatia do segmento de alimentação fora do lar e não figurava nem entre as quatro maiores redes, enquanto o McDonald’s deslanchava com 7,1% na liderança. A situação mudou. O Burger King apareceu, em 2018, com uma fatia de 3,1%, atrás apenas do McDonald’s, que viu sua parcela cair para 6,5%; e do Subway, com 4,1%. O setor de foodservice movimentou R$ 414,9 bilhões no País em 2018 ­— o segmento de fast food representou R$ 93,9 bilhões, 22,6% desse montante.

Com o ganho de reputação e de receita – seu faturamento foi de R$ 2,35 bilhões em 2018 –, a empresa resolveu apostar alto. Em dezembro de 2017, realizou uma oferta inicial de ações (IPO) na B3 que movimentou R$ 2,2 bilhões, com a ação cotada a R$ 18. Desde então, seus papéis se valorizaram 26,6%. Segundo Miranda, não há preocupação momentânea para a liberação de dividendos. “Somos uma empresa jovem. Podemos usar o dinheiro para reinvestir e abrir novas lojas”, comenta. Neste ano, a empresa deve manter o ritmo de abertura de restaurantes entre 90 e 100 unidades, incluindo operações de franqueados.

No primeiro trimestre de 2019, a receita líquida da empresa foi de R$ 665 milhões, avanço de 37,9% na comparação com igual período do ano anterior. Parte desse incremento acontece por conta da entrada em um novo modelo de negócios. O grupo viu potencial para desbravar o mercado de fast food de frango e rivalizar com a rede americana KFC. Com a marca Popeyes, que foi fundada em Nova Orleans, Louisiana, a empresa espera encontrar o tempero necessário para alçar voos mais altos. Foram oito aberturas de unidades em 2018. Neste ano, a estimativa da empresa é dobrar o número de inaugurações, terminando a temporada com, pelo menos, 24 pontos de venda. Em 10 anos, o projeto para a marca prevê a abertura de 300 unidades no País, que demandarão um investimento de R$ 1 bilhão. “O brasileiro consome cerca de 105 kg de proteína por ano, das quais 43 kg são de frango. É um mercado que cresce muito rápido, mas que ainda não tem uma cadeia de fast food sedimentada”, afirma Miranda.



TRANSFORMAÇÃO DIGITAL 

No início de 2018, a empresa firmou uma parceria com o aplicativo de entregas Uber Eats. Hoje, já entrega pedidos a partir de mais de 170 unidades. Uma primeira unidade da bandeira Popeyes também começou a despachar suas opções de frango em junho. “Fora do Brasil, 60% das pessoas utilizam os apps das redes e não os aplicativos terceiros, como Uber Eats e iFood. No Brasil, isso ainda é diferente”, diz Cristina, da GS&Libbra. A empresa, no entanto, ainda está atrás do McDonald’s, seu principal rival, quando o assunto é totens com autoatendimento e mesas interativas com jogos para o acolhimento do público familiar. “Os fast foods antigamente eram muito espartanos, voltados para um consumo prático e funcional. A transformação digital nos pontos de venda é uma etapa crucial para essas redes”, diz Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail.

“O maior desafio para o varejo hoje é o alto nível de desemprego dos brasileiros”

À frente do Burger King Brasil desde 2011, Iuri Miranda acredita que a valorização dos funcionários é a receita para o sucesso da empresa. O executivo falou a DINHEIRO sobre novas tendências de consumo, tecnologia e projeções para o futuro.

O McDonald’s tem investido muito em inovação. Em boa parte das lojas já existem totens de autoatendimento e mesas interativas com jogos para crianças. O que já tem sido feito no Burger King?
A marca Burger King se posiciona de maneira jovem, irreverente e inovadora. E fala com vários públicos diferentes. A tecnologia também está dentro disso. Quando você entra numa loja poderá ver um cartaz com um QR Code para que possa escanear o seu pedido. Desenvolvemos um sistema integrado que permite com que você faça o pedido, por meio de um app. Ele vai para uma nuvem e eu só começo a produzir quando você chegar ao restaurante. Naquele momento o seu pedido automaticamente vai para a cozinha e nós começamos a preparar seu lanche. Isso é tecnologia. O nosso aplicativo já tem mais de 12 milhões de downloads. Estamos na vanguarda dos cupons digitais. Temos um sistema de delivery completamente integrado também. Temos Wi-Fi disponível nas lojas. Alguns restaurantes já tem totens de autoatendimento. Então, sim, nós estamos bastante avançados em tecnologia e inovação também. O que não queremos é que o cliente, por interfaces diferentes, tenha experiências diferentes na qualidade do produto.


O Burger King iniciou o serviço de delivery no ano passado, em parceria com a Uber Eats. Hoje, qual é a avaliação da empresa?
Existem pesquisas que dizem que as pessoas aceitam que a qualidade de um produto por delivery seja inferior à do restaurante. Mas não aceitamos essa perda de qualidade. Trabalhamos mais de um ano em busca de formas para oferecer um produto exatamente igual ao produto do restaurante. Trabalhamos em um sistema de integração para não ter demora na transmissão de informação e na qualidade das embalagens… Não importa qual é o canal que você vai interagir com o público, mas o produto será da qualidade Burger King. É uma venda majoritariamente incremental. Existem áreas que ainda não estão cobertas por um restaurante Burger King e que nós acabamos usando o delivery como um braço adicional para chegar a elas. Notamos que, em algumas regiões, as pessoas preferem o delivery por questão de segurança assim como por causa da comodidade. Hoje, os aplicativos de entrega estão muito mais eficientes. Nós conseguimos fazer o tracking do tempo para a conclusão de todas as fases, do pedido à entrega e à avaliação. Essa visibilidade nos ajuda a mantermos a qualidade do produto. Já estamos chegando a cerca de 170 restaurantes com delivery, em vários estados do Brasil.


Temos vistos constantes quedas nos índices de confiança do consumidor em 2019? A economia não está crescendo como se imaginava no ano passado. Qual é a sua avaliação?
O maior desafio para o varejo hoje é o alto nível de desemprego. As pessoas não enxergarem uma chance de emprego afeta diretamente a confiança do consumidor. Nós já vivemos essa situação no Burger King em outros anos e conseguimos crescer, inclusive acima da inflação. Eu acredito que o País tem um potencial de consumo muito grande e que, de certa forma, isso ficou reprimido durante algum tempo por toda a situação econômica que o país atravessou. Somos um país com mais de 200 milhões de habitantes ávidos por consumo, com necessidade de consumo. O que é necessário é criar empregos para que as pessoas possam assumir seus compromissos.