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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Hora do marketing mudar: novas regras e novos jogadores

Os velhos princípios do marketing estão saindo de cena. Uma nova forma de pensar na interação e no engajamento com os clientes está surgindo. Sua empresa está preparada para essa mudança que promete ser radical?

Há um consenso sobre as regras que devem nortear o marketing nas empresas. Mas há profissionais inquietos que resolveram reescrever essas regras. Um evento como Web Summit não podia deixar de trazer gente assim para mostrar como reinventar os princípios do marketing. Essa função coube a Constantin Eis, co-fundador da Casper – uma rede varejista de colchões inovadora – Jill Layfield, CEO da Tamara Mellon (uma marca fashion de calçados) e Shona Ghosh, Repórter Sênior da Business Insider.

A Casper trabalhou desde o início para reinventar a experiencia da compra de colchões. Começaram a vender diretamente para o consumidor e essa foi a ideia original. O contato direto com o cliente trouxe aprendizados, inputs que foram utilizados para reparar erros e trouxeram soluções interessantes que alcançaram o sucesso da companhia. Tamara Mellon teve trajetória diferente: encarou o mercado de forma humilde e dedicou-se a entender o consumidor para oferecer o que fosse mais atraente. Segundo Jill, a opção pela venda direta permitiu trabalhar com margens maiores, renunciando ao custo do ponto físico e ao mesmo tempo oferecendo produtos de preço muito justo nos calçados, considerando a qualidade.
Fomentar o boca a boca é uma das essências do marketing digital. Combinar os canais e transmitir mensagens que possam até mesmo extrapolar o ambiente digital e atingir e impactar os consumidores que não estão on-line é possível. O case da Casper é uma referência nesse sentido. Falamos de um produto com ciclo de vida longo, geracional e não não recorrente. Tornar-se um objeto de desejo em um mercado com essas características é uma quebra surpreendente na maneira de vender colchões.
Tamara Mellon esculpiu valores que criaram imediata conexão com os consumidores e ao mesmo tempo permitiram estabelecer parcerias de valor para promover os produtos de forma relevante e efetiva. Os consumidores normalmente falam que pagam o preço justo pela qualidade dos produtos da marca. “Cuide bem dos negócios e o resto das coisas boas vêm junto. As consumidoras recorrentes hoje respondem por 34% do total das vendas”, revela Jill.
Constantin destaca os comentários e o entusiasmo com que os clientes referem-se aos produtos da Casper. Falar sobre a experiência em um colchão não é exatamente convencional, mas a empresa procura manter esse contato com o cliente. Muitos vídeos são lançados no YouTube para destacar o que significa deitar em um colchão da marca e isso cria sempre novas formas de interação e diálogo com o cliente. O executivo afirma que não se pode subestimar tendências que apontem por mudanças de comportamento, particularmente das novas gerações.
Jill destaca que a qualidade das imagens é simplesmente visceral para Tamara Mellon.”As pessoas não falam, não verbalizam sobre sapatos. Elas veem, admiram, olham para eles. Por isso, o conteúdo requer tremenda qualidade visual, reitera a executiva”. Segundo sua visão, é necessário pensar sempre em formas mais inovadoras de oferecer sapatos, aprimorar e diferenciar a experiência do cliente na compra dentro das lojas.
“Teste o que for possível. Faça o que for possível para não se limitar e buscar cair no gosto das pessoas.A experiência oferecida ao cliente precisa ser completa, do início ao fim”, conclui Constantine.
Em linhas gerais, marketing hoje em dia significa manter intenso contato com o cliente, estimular a conversação, o diálogo e a interação, ter humildade para aceitar críticas e vontade de testar para melhorar a experiência. Um bom produto é importante, mas ele precisa vir junto com experiência superior, caracterizada por uma jornada desenhada de modo detalhado.
OS 4 Ps – produto, preço, ponto de venda e promoção/publicidade – definitivamente perderam sentido.
Fonte: Consumidor Moderno


Juntas e misturadas: tecnologia e criatividade podem reinventar a propaganda

s agências de propaganda precisam mudar ou serão varridas do mercado. A criatividade precisa de uma reinvenção.


O chairman criativo da Grey Group, tradicional grupo global de agências de publicidade, Per Pedersen, compartilhou uma ideia provocadora no Web Summit: o tsunami que está mudando permanentemente a paisagem da propaganda. Na visão do criativo, a Madison Avenue precisa se fundir com o Silicon Valley para sobreviver e ter chance de sobrevivência no futuro.

O chairman criativo da Grey Group, tradicional grupo global de agências de publicidade, Per Pedersen, compartilhou uma ideia provocadora no Web Summit: o tsunami que está mudando permanentemente a paisagem da propaganda. Na visão do criativo, a Madison Avenue precisa se fundir com o Silicon Valley para sobreviver e ter chance de sobrevivência no futuro.

Fonte: Consumidor Moderno


A Gap Inc. Acelera A Transformação Digital Com A Nuvem Da Microsoft

Na sexta-feira, a Gap Inc. (NYSE: GPS) anunciou que estabeleceu uma parceria estratégica com a Microsoft Corp. (Nasdaq: MSFT) para impulsionar suas estratégias de transformação digital e continuar a criar novas experiências para os clientes em todas as marcas, incluindo Old Navy, Gap, Banana Republic, Athleta, Hill City e Intermix. Com a Microsoft como sua principal fornecedora de serviços em nuvem, a Gap Inc. está concentrada na inovação tecnológica, velocidade e flexibilidade, usando a plataforma Microsoft Azure e as soluções Microsoft 365 para implementar novas capacidades de negócios e trabalhar de forma mais eficiente em toda a organização.



"Na medida em que aumentamos nosso valor e negócios ativos e aceleramos os serviços on-line e via dispositivos móveis, a habilidade de escalar nossa tecnologia em um ambiente seguro para acomodar esse crescimento é essencial", disse Sally Gilligan, executiva-chefe de informação da Gap Inc. "A plataforma Microsoft Azure concede às nossas equipes a habilidade de fornecer capacidades inovadoras e personalizadas para nossos clientes, com velocidade suportada por uma forte e profunda especialização em tecnologia da equipe da Microsoft".

A Gap Inc. está trabalhando de perto com a Microsoft para migrar centenas de aplicativos para a Azure, tendo como foco uma experiência perfeita e personalizada para os clientes enquanto eles compram nas lojas, on-line e através de dispositivos móveis. Inicialmente, a empresa está transferindo o inventário-chave, as lojas e as capacidades do site para a Azure visando computação confiável, escalável e econômica. Estas capacidades críticas apoiam um portfólio de marcas e produtos disponíveis para compra em mais de 90 países, através de múltiplos canais, incluindo mais de 3.100 lojas operadas pela empresa. Utilizando as ofertas de plataforma como serviço da Microsoft Azure, a Gap Inc. está acelerando seu tempo até o mercado para novos serviços para os clientes, capacitando os clientes com maior flexibilidade em relação a onde e como eles querem comprar. A nuvem Microsoft Azure suporta o modelo DevOps da empresa, através do qual os engenheiros e as equipes de gestão de produtos desenvolvem, implementam e testam rapidamente novas capacidades.

Através da criação e da centralização de seus dados de plataforma na Azure, a Gap Inc. pode agora aplicar análise avançada e aprendizado de máquina para obter entendimento completo dos clientes através dos canais e a fornecer comercialização, marketing e serviços personalizados para todas as marcas em seu portfólio. A empresa está utilizando o Microsoft Power BI para capacitar mais funcionários da Gap Inc. a visualizar e agir usando a informação para criar a melhor experiência para os clientes e impulsionar o negócio.

A Gap Inc. está também implementando as soluções Microsoft 365 para equipar os funcionários de suas marcas e funções em todo o mundo com maneiras mais poderosas e criativas de se comunicarem, colaborarem e compartilharem ideias entre si.

"A Gap Inc. é uma pioneira e líder global de varejo desde que inaugurou sua primeira loja em San Francisco em 1969", disse Shelley Bransten, vice-presidente corporativa de varejo global e bens de consumo da Microsoft. "Estamos muito satisfeitos com a parceria com eles para modernizar ainda mais seus aplicativos para clientes e funcionários, transformar dados em dinheiro e criar novas aplicações e serviços poderosos, os quais impulsionam a transformação digital e colocam os clientes no centro de seus negócios".

Sobre a Gap Inc.

A Gap Inc. é uma varejista líder global que oferece roupas, acessórios e produtos de cuidados pessoais para homens, mulheres e crianças sob as marcas Old Navy, Gap, Banana Republic e Athleta. No ano fiscal de 2017, as vendas líquidas foram de US$ 15,9 bilhões. Os produtos da Gap Inc. estão disponíveis para compra em mais de 90 países em todo o mundo, através de lojas operadas pela empresa, lojas franqueadas e sites de comércio eletrônico. Para mais informações, visite o endereço www.gapinc.com.

Sobre a Microsoft

A Microsoft (Nasdaq "MSFT" @microsoft) habilita a transformação digital para a era da nuvem inteligente e da borda inteligente. Sua missão é capacitar todas as pessoas e todas as organizações do planeta a realizarem mais.

Fonte: Falando de Varejo

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nunca os líderes foram tão desafiados!

As exigências impostas pela nova sociedade demandam mudanças na cultura organizacional das empresas e na forma de pensar e agir dos líderes, a grande questão é como passar por estas transformações preservando a essência e os valores da marca.
A necessidade de migrar de organização moderna para pós-moderna, ou organização exponencial  é o grande desafio para os empresários e franqueadores, o que  significa uma ruptura  com o tradicional e a preservação do passado.
Segundo Jorge Forbes, no mundo pós-moderno o ambiente empresarial para ter êxito deve incorporar um conjunto de atributos envolvendo o trabalho, as relações e o mundo digital, e que o principal vetor dessa mudança é a liderança, porém, afirma o psicanalista, que a maioria dos líderes formados em padrões da modernidade enfrenta dificuldades para mudar.
Além da dificuldade para a mudança, um outro fator que considero crítico nesse processo é que muitos executivos, líderes nas mais diversas  organizações,  não  estão  percebendo  a necessidade dessa mudança na velocidade que deveria acontecer.
Os líderes da nova sociedade (pós-moderna), horizontalizada, em rede e sem padrão, devem dar mais autonomia a suas equipes e um espaço maior para a criatividade, o que  invariavelmente vai gerar  nas  pessoas  um senso de maior responsabilidade. Para os líderes do franchising  isso se  torna um  desafio ainda maior, cada vez mais teremos franqueados mais criativos e menos disciplinados e que estão na ponta atuando diretamente com os clientes da marca.
Para gerar uma reflexão maior sobre esses desafios e onde atuar para uma eventual mudança, abaixo algumas características que diferenciam o líder da era moderna do líder da era pós-moderna, segundo o psicanalista Jorge Forbes:
Líder moderno                                         Líder pós-moderno
Estimula a eficiência                                Estimula a criação da diversidade
Atribui notas                                             Atribui responsabilidade
É moralista                                               É ético
Comunica                                                 Envolve
Projeta o futuro                                         Inventa o futuro
Avisa os perigos, é precavido                   Incentiva a inovação responsável
Controla e dirige                                        Inspira e entusiasma
Busca o lucro no mundo                           Associa o lucro com a construção                                                                                              do mundo.

Boa reflexão!
*Imagem reprodução
Fonte: Mercado e Consumo

Os 4 investimentos de Carlos Wizard para 2019

A Sforza, gestora dos recursos do mega investidor, anunciou os primeiros quatro investimentos do conhecido empresário brasileiro.

Uma conhecida característica do empresário Carlos “Wizard” Martins é o seu apetite por novos negócios. Hoje, ele é o líder-controlador de empresas como a rede de lojas de produtos naturais Mundo Verde; as rede de fast food KFC, Pizza Hut Taco Bell no Brasil; a BR Sports (dona das marcas Topper e Rainha); a Hub Fintech, especializada em meios de pagamento; e a Aloha, especializada em cosméticos no sistema de venda direta. Além disso, ele já se aventurou pelo mundo da literatura e até lançou um livro este ano: “Desperte o Milionário que há em você”. Não bastasse, ele também colocou os seus recursos em uma rede de escola de futebol em parceria com o ex-jogador, Ronaldo Nazário, o Fenômeno.
No próximo ano, ele continuará a sua jornada de investimentos (diretos e indiretos), que devem totalizar aproximadamente de R$ 1,6 bilhão no Brasil nos próximos cinco anos, com a perspectiva de gerar 45 mil empregos em todo o país. Os números refletem a expectativa do grupo Sforza, gestora dos recursos de Wizard, entre os quais investimentos financeiros, imóveis e operações de private equity, em relação à retomada do crescimento sustentável da economia brasileira a partir das reformas constitucionais previstas para o próximo ano, bem como o maior controle fiscal por parte do Governo Federal.
“Investimos muito nos últimos quatro anos, mesmo com a economia brasileira enfrentando a maior recessão de sua história. Sempre tivemos confiança no potencial do Brasil”, afirma Wizard. “Agora, com a perspectiva de uma agenda econômica com foco em reformas constitucionais, redução do tamanho do estado, controle dos gastos públicos e privatizações, nossa visão é ainda mais positiva. Acredito que podemos entrar em um ciclo virtuoso de crescimento, com geração de empregos e renda”, destaca Wizard.
De acordo com a Sforza, veja os quatro investimentos de Wizard em 2019:
KFC, Pizza Hut e Taco Bell
As redes de fast food KCF, Pizza Hut e Taco Bell projetam um investimento de 1,3 bilhão até 2023 na abertura de mil novas unidades das três marcas nos principais mercados do Brasil, gerando uma média de 25 empregos por loja (25 mil novos empregos no total). Atualmente as três marcas têm, juntas, 250 unidades no Brasil.
Mundo Verde
A rede de lojas Mundo Verde – rede de varejo especializado em produtos naturais e orgânicos da América Latina – planeja abrir 300 novas unidades nos próximos cinco anos, com investimento de R$ 150 milhões e a geração de três mil novos empregos. O Mundo Verde, que em outubro passado anunciou a aquisição da Natue (natue.com.br), maior plataforma de comércio eletrônico de produtos naturais do país, também deve reforçar sua estratégia de aquisições nos próximos anos, com o objetivo de consolidar esse mercado.
Hub Fintech
Líder em tecnologia e soluções de negócios em meios de pagamento no Brasil, prevê ampliar sua atual equipe de 235 para 400 profissionais nos próximos cinco anos, além de investir mais de R$ 75 milhões no desenvolvimento de novas soluções para os mercados de financial services, mobilidade, marketplace e incentivo/premiação.
Aloha
A Aloha é uma empresa de venda direta especializada em óleos essenciais, cosméticos e produtos para pets.  Nos próximos dois anos, a empresa tem como meta contar com uma rede de 20 mil empreendedores.
Fonte: Consumidor Moderno

C&A promete troca de coleção 6 vezes mais rápida que o normal

Junto com suas guide shops, a C&A lança seu projeto MIndse7, que cria coleções-cápsulas capazes de acelerar a troca de coleção em até 6 vezes. 



A troca de coleções é um ciclo que dura entre 120 e 180 dias. A rotina das marcas de roupa para produzir as peças da última estação e colocá-las nas mãos do cliente consiste em coletar referências em diferentes mercados, projetar, acionar o fornecedor, produzir, receber para, enfim, colocar no ponto de venda. O projeto Mindse7 lançado pela C&A pretende derrubar esse ciclo para 35 dias, em média.
As primeiras coleções que contemplam a nova proposta da C&A foram lançadas nesta semana. São sete novas coleções que se propõem a colocar no mercado o que está sendo usado hoje nas ruas do Brasil e do mundo. Em tempo recorde.
Para coletar as informações do que está sendo usado, a C&A coloca seus especialistas nas ruas pelo mudo, de Fortaleza a Milão, de São Paulo a Paris, para entender o movimento das pessoas. “Nos posicionamos em praças que entendemos ter uma cultura avançada no estilo. Nosso time viaja o tempo inteiro e a partir das observações a gente vai compondo histórias, que viram as coleções-cápsulas. A partir do momento que um membro da nossa equipe vê a oportunidade ele escolhe o fornecedor. Quando volta de viagem, o projeto já está na mesa e, em algumas semanas, no site.
A ousadia da varejista de moda em reduzir consideravelmente o ciclo de vida das coleções começa por extrapolar a lógica natural do mercado, na qual os mercados tradicionais são o único centro de referência. “A gente tenta trazer uma história cada vez mais contemporânea para os nossos clientes. Contemporânea não no sentido de trazer o que é tendência nas grandes casas de moda, mas o que está acontecendo na rua, agora”, explica Paulo Correa, presidente da C&A.
O executivo afirma que a C&A vinha testando maneiras de reduzir o ciclo de desenvolvimento do mercado de moda, que é, naturalmente, muito longo, em especial para países em desenvolvimento, que ficam dependentes do que é lançado no mundo desenvolvido. Os testes começaram em junho.

Guide shops

As coleções Mindse7 são destinadas exclusivamente para as vendas on-line. Porém, estarão disponíveis para serem compradas nos novos guide shops da C&A, lançadas no Rio de Janeiro e em São Paulo também nesta semana, junto com o novo projeto.
As compras nos guide shops são feitas apenas pela internet, seja pelos terminais da loja ou pelo celular do cliente. As peças disponíveis são apenas para prova. Quando comprada, a peça é enviada para o endereço do cliente a partir do centro de distribuição da varejista. Soluções desse tipo no mercado de moda têm auxiliado a reduzir custos de transporte e estoque.

Squads

Para chegar ao projeto Mindse7, a C&A apostou na criação de squads voltados para a inovação, com profissionais de diferentes setores da empresa como Produto, Estilo, Compras, Marketing, Tecnologia e Planejamento. “Tudo junto, numa capsula, sem chefe e sem líder. E construindo ideias”, destaca Correa, que completa: “a ideia é não formatar demais para manter o caráter inovador”.
O squad responsável pela criação do Mindse7 reúne sete pessoas de diferentes áreas da empresa. Correa afirma que essa formatação de grupos de trabalho não deve ser uma iniciativa isolada voltada apenas para o desenvolvimento de um projeto específico. “Aideia é aprender com esse novo formato de trabalho. O squad está ensinando a gente para, no futuro, tombarmos essa metodologia para todo o padrão C&A”, garante o presidente.
Fonte: Portal no Varejo

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Humanizar os dados para inovar: a receita da Danone para permanecer relevante

Web Summit traz cases de grandes marcas que se reinventam para permanecerem líderes na era digital. Confira a estratégia da Danone.

Como uma empresa de produtos de consumo tão diversificada quanto a Danone, de alcance global, que produz águas, iogurtes, alimentos funcionais, pôde promover uma mudança na maneira com que conduzem o negócio, interligando uma abordagem humana e o uso dos dados para reinventar sua proposta de valor?
Segundo Elaine Rodrigo, Chief Strategy and Insight Officer da Danone, a empresa teve de reimaginar a forma pela qual entendem seus consumidores. Mesmo no mundo digital, é preciso melhorar nos dados para obter os melhores insights sobre comportamento das pessoas. O approach foi encarar a temática de saúde como núcleo da estratégia para direcionar a inovação que fosse realmente centrada no cliente. O case da tradicional marca francesa foi mostrado em detalhes no painel “Data stories: using data to power a customer centric model”.
O uso dos dados é essencial para identificar tendências, particularmente aquelas relativas à alimentação. Evidentemente que o assunto é relevante para a Danone. A gastronomia está repleta de termos impenetráveis que retiram do consumidor a simplicidade de apenas saborear um prato – alimentação bio-dinâmica, low carb, sem glúten, orgânica, paleolítica. Nada disso colabora com uma alimentação realmente saudável. Ao contrário, espalha mais confusão e dúvidas sobre o que pode ser alimentação saborosa e nutritiva. E Danone está atenta para essa inflação de modismos alimentares e pode oferecer respostas mais seguras para essas dúvidas.
Ainda assim, a Danone vem monitorando as diferentes tribos que se organizam em torno de hábitos e novas atitudes diante da alimentação. Dessa forma, a empresa usa os dados para compreender quais são os apelos mais relevantes para as diferentes tribos, e os reforça e enfatiza na comunicação.
Elisa explica que a empresa agora quer transformar dados em contos, em histórias que possam estabelecer conexões humanas e reais entre pessoas e também com a marca. “É importante perguntar o que as pessoas pensam sobre comida, sobre saúde. Utilizamos tecnologias de semiologia para entender e experimentar como as pessoas reagem diante de imagens. Criamos uma IA chamada EVA que nos ajuda a entender e decodificar milhares de fotos de comida publicadas no Instagram no mundo inteiro. Temos um dashboard que agrupa tribos, hashtags e os insights alimentares mais relevantes nos diferentes mercados”, destaca a executiva.
O case é impressionante, pois traz para a arena das indústrias de consumo uma abordagem mais qualificada do poder dos dados para aprimorar o relacionamento com os clientes e as experiências proporcionadas pelas marcas. Toda essa estratégia foi denominada #humanisedata – “humanize os dados” – e mostrou que as grandes marcas também podem se beneficiar da revolução digital para inovar. Nesse sentido, talvez as empresas incumbentes possam se preparar melhor para avançar sobre a capacidade de especialização de startups, que procuram transformar cada produto de uma empresa multimarca ou multisserviços em um negócio particular.
Fonte: Consumidor Moderno