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quinta-feira, 16 de março de 2017

Amazon está levando o jogo do varejo americano

O setor de varejo nos EUA vem passando por mudanças, com grandes redes com lojas físicas caindo no ostracismo — e suas ações se desvalorizando por tabela —, enquanto o e-commerce ganha espaço. Quem tem faturado com esse movimento é a Amazon, cujo valor de mercado chegou a quase US$ 408 bilhões — quase o dobro dos US$ 214,1 bilhões do Walmart.
 
Pioneira nas vendas on-line, a Amazon foi ganhando projeção e espaço na vida e nas compras em todo o mundo. Enquanto no Brasil a atuação da empresa ainda é limitada ao mercado literário e à venda de Kindles — aparelho para leitura de livros eletrônicos —, no exterior, ela oferece muito mais opções: de itens de supermercado a roupas íntimas e câmeras fotográficas. Já rolou até parceria para vender carro.
 
O Walmart não é a única varejista tradicional deixada para trás pela empresa de Jeff Bezos. Ela também faz com que pareçam ainda menores os valores de mercado bilionários de Macy’s (US$ 7,626 bilhões), Target (US$ 30,325 bilhões), JC Penney (US$ 1,1893 bilhão) e da L. Brands, controladora da Victoria’s Secrets (US$ 14,295 bilhões).
A discrepância fica ainda maior quando se compara o valor da Amazon contra os US$ 848,774 milhões da Sears. E, dentro da área original de atuação da Amazon, os livros, a icônica livraria Barnes & Noble também fica distante, com seus US$ 641,343 milhões de valor de mercado.
 
DE CARROS A ROUPAS ÍNTIMAS
 
E a Amazon parece querer se tornar onipresente: já lançou celular próprio (o Fire Phone, sem grande sucesso); uma assistente virtual (Alexa); um sistema em que basta apertar um botão para comprar determinado produto para a casa (que é entregue no endereço cadastrado no site da empresa).
 
Mas ela está longe de ser uma unanimidade. Na Europa, a Amazon é alvo de investigação sobre os contratos que firma com editoras a respeito de preços de e-books. Naquele continente, a empresa registrava seus lucros em Luxemburgo, um paraíso fiscal, o que permitia pagar menos impostos. Só em 2015 a companhia mudou suas práticas.
 
Fonte: O Globo

EuroShop 2017 – 5 novidades da maior feira mundial do varejo

A EuroShop é um termômetro das tendências para quem trabalha com o varejo.

A EuroShop é um termómetro das tendências para quem trabalha com o varejo. Na feira, é possível confirmar quais tendências se tornarão reais nos próximos anos, e entender que outras apenas figuram como possibilidades num futuro mais distante. Nem tudo que se fala sobre o futuro do varejo se tornará realidade, e a feira serve como um gigantesco indicador da real disponibilidade de tudo que sonhamos. Como a feira acontece a cada três anos, o evento nos dá um horizonte claro das novidades até 2020, e descobrimos que algumas delas já estão começando a mudar o varejo. Confira as cinco principais novidades da maior feira mundial do varejo.
 
1. Tech Heart – a tecnologia está cada vez mais presente e implícita nos equipamentos das lojas. O que eram tecnologias experimentais e ações possíveis de integração entre o físico e o digital, começam a se tornar mais comuns. Por exemplo, displays que reconhecem automaticamente o produto exposto e ajustam sua própria comunicação deixou de ser exclusividade de poucos fornecedores para se tornar algo “esperado” em várias soluções. Da mesma forma, contadores eletrônicos de tráfego na loja ajustam sozinhos a sonorização, iluminação, temperatura do ar condicionado entre diversas outras funções de acordo com o fluxo de clientes. Algo que antes, para ser conseguido seria necessário reunir vários fornecedores diferentes, hoje apenas um é capaz de fornecer. A EuroShop demonstra que vários equipamentos de loja já fazem mais do que sua função básica através da tecnologia, principalmente interagir com outras interfaces da loja ou diretamente com o cliente.
 
2. Eco-Consciência – o uso compatível com a necessidade e a coerência de recursos para construção das lojas parece ser a moda na EuroShop 2017. Materiais rústicos com menos acabamento (cimento e ferro), revestimentos naturais (madeira e fibra) e o uso dos materiais reciclados (plástico, tecido e papel) parecem dominar os novos revestimentos de loja e são a preferência dos designers, inclusive nos estandes da própria feira. Madeiras rusticas de plantio certificado com veios e nós marcantes nunca estiveram tão em alta. O desperdício ou uso em excesso de materiais, principalmente o uso dos revestimentos sintéticos, são evitados até mesmo pelas marcas de alto luxo.
 
3. Loja Conectada – vários expositores demonstram diversos equipamentos para integrar melhor a loja física com o digital. As soluções vão desde equipamentos simples como, por exemplo, armários para o serviço de “Click & Collect” na qual o cliente pede online e pega o produto na loja, até complexos softwares que integram informações do cliente com ofertas imediatas de produtos durante a jornada de compra na loja. Fica claro que os clientes estão demandando cada vez mais que todos os canais sejam interconectados, independentemente de como os processos são organizados pelos varejistas. A variedade de produtos e tipos de soluções para integrar o físico e o digital são tão amplos, que a sensação ao visitar os estandes da EuroShop é que o online e offline estão se tornando definitivamente interligados.
 
4. Mais, Muito Mais, Vídeo – a comunicação estática das fotos impressas perde atenção para o movimento dos vídeos. A tecnologia de LED para uso comercial evoluiu expressivamente nos últimos anos e se separa de uma vez por todas dos aparelhos de TV domésticos. Equipamentos comerciais têm durabilidade, resistência e dimensões maiores que as TVs domésticas, mais resolução, acabamento e custo inferior. Os fabricantes perceberam que os equipamentos em ambientes públicos não precisam da mesma definição de imagem e acabamento que os domésticos, mas precisam ser mais duráveis e muito maiores. O potencial de uso de vídeo atraiu investimentos expressivos da indústria e novos equipamentos chegaram ao mercado com custo menor e trazendo a possibilidade de transformar pequenos espaços de loja em grandes telões ou pequenas faixas em imagens de vídeo.
 
5. Foco na Experiência – a integração físico e digital começa a alterar as funcionalidades e o formato das lojas. Há uma percepção entre vários expositores da feira que, no futuro, as lojas serão menores porque sua função será reduzida em relação a atual. Mais do que pontos de venda, as lojas estão se tornando locais de conexão e experiência com as marcas. Por exemplo, as lojas precisarão de área de vendas menores porque reduzirão a quantidade de produtos expostos e essa é uma das vantagens da integração online. Por consequência, a função da loja não é mais estocar produtos, mas ampliar a experiência com os clientes, então os seus equipamentos, mobiliários, comunicação, percepção sensorial e todos os atributos precisam interagir mais e melhor na experiência de compra. A feira demonstrou que os expositores de produtos, equipamentos olfativos, manequins, displays digitais, sonorização e diversas outras peças da loja estão se tornando muito mais sofisticadas e complexas do que os padrões tradicionais.
 
A EuroShop evoluiu de uma feira convencional para uma autêntica plataforma de inovação no varejo, mais do que produtos e fornecedores o evento traz a temperatura das tendências. E os números da feira impressionam qualquer profissional do setor: são mais de 2,3 mil expositores de 60 países, 130 mil metros quadrados de exposição distribuídos em 17 pavilhões realmente grandes e mais de 120 mil visitantes em apenas 5 dias de evento. É a maior feira mundial do varejo que acaba de completar 50 anos de existência e acontece na cidade de Düsseldorf na Alemanha. Os assuntos são os mais diversos, e todos gravitam ao redor de soluções para o varejo, tanto físico como online. Esse ano a feira estava organizada com 4 pavilhões enormes de tecnologia, 2 de iluminação, 5 sobre montagem de loja e seus equipamentos, 3 de alimentação, 3 com displays, comunicação no ponto de venda e visual merchandising. Apenas andar para conhecer a feira consome no mínimo 2 dias de qualquer visitante. Nesse ano o evento aconteceu entre 5 e 9 de março, e a próxima EuroShop está agendada para 16 a 20 de fevereiro de 2020. Até lá, vamos vivenciar o que foi demonstrado em 2017.
 
Fonte: O negócio do varejo.

Adidas foca em fast fashion para enfrentar Nike

Novo CEO da Adidas quer foco em fast fashion. Venda de produtos informais cresceu 45% em 2016, mais que o triplo do que o setor de roupas esportivas.
 
O novo CEO da Adidas está dobrando a aposta no aumento das vendas de linhas de tênis informais, como Stan Smith e Tubular, para transformar a fabricante alemã de roupas esportivas em uma empresa de fast fashion e ganhar vantagem em relação à Nike, de maior porte.
As vendas dos chamados produtos de estilo de vida das linhas Originals, Neo e Y3 cresceram 45% em 2016, mais que o triplo do ritmo das roupas esportivas para prática de exercício, conforme informou a companhia nesta quarta-feira. O CEO Kasper Rorsted disse que ao se concentrar em fast fashion e se livrar de unidades que não são centrais, como golfe e hóquei, os lucros aumentarão ainda mais que o esperado, elevando as ação a um recorde.
“A elevação dos objetivos de longo prazo será muito bem recebida, provando a convicção da diretoria”, escreveu Zuzanna Pusz, analista do Berenberg.
O aumento das projeções intensifica o impulso de uma empresa que elevou sua perspectiva quatro vezes no ano passado, um trampolim para Rorsted depois que ele assumiu o comando há cerca de seis meses sucedendo Herbert Hainer, que foi CEO durante muito tempo. A Adidas está apostando alto em uma tendência de moda que também ajudou a marca alemã de roupas esportivas Puma, de menor porte, porque os consumidores estão se afastando de fornecedores de roupas destinadas a atividades físicas, como a Under Armour.
O novo diretor da Adidas disse que pretende “investir mais” nos EUA, onde a companhia fica atrás da Nike, e acelerar a produção para que as roupas da empresa cheguem mais rapidamente às lojas e para que seja possível vender mais itens sem desconto. A Adidas também pretende quadruplicar as vendas pela internet até 2020, para € 4 bilhões (US$ 4,2 bilhões) e se desfazer da unidade de hóquei CCM para se concentrar em sua marca homônima e na marca Reebok.
A companhia informou que os lucros devem aumentar em média entre 20% e 22% ao ano até 2020, em contraste com uma projeção anterior de um crescimento em torno de 15%, provocando uma alta de até 9,2% em suas ações. Mas a nova estratégia também poderia implicar riscos, caso as preferências do consumidor mudem — como a Puma observou anteriormente. Os itens de desempenho da marca do felino em pleno salto despencaram durante a crise financeira mundial quando os consumidores rejeitaram sua abordagem voltada para a moda e preferiram equipamentos esportivos mais práticos antes de adotar a tendência atual de “athleisure”, ou seja, usar roupas de ginástica fora da academia.
A Adidas também precisará encontrar compradores para a CCM e para outras unidades que não foram consideradas centrais. A companhia está tentando vender a unidade de golfe TaylorMade há quase um ano e havia afirmado anteriormente que esperava que esse processo estivesse concluído por volta do fim de 2016. Rorsted disse que a Reebok e os produtos de basquete também ficaram abaixo da expectativa.
 
Fonte: O Globo

O DESAFIO DA MARISA EM 2017: VENDER

Na avaliação de Marcelo Araújo, diretor-presidente da companhia, ainda há oportunidades em ganhos de produtividade, mas vender é a maior preocupação.

cred: Douglas Luccena / Grupo Padrão
 
No ano passado, a Marisa aumentou o prejuízo verificado em 2015. As vendas foram mais de 10% menores e mesmo nas lojas abertas há mais de 12 meses os resultados foram negativos, de queda de 9,7% ao longo do ano.
Para 2017, então, a prioridade da marca é vender, segundo disse Marcelo Araújo, diretor-presidente da marca, em conferência a analistas. “A Marisa vem fazendo investimentos importantes na melhoria das lojas, em ganhos de produtividade. Ainda há oportunidades a serem capturadas e esperamos que novos projetos aumentem os ganhos de produtividade, mas o desafio continua sendo as vendas, as despesas”, afirmou.
Para o executivo, 2017 ainda será de desafios para a Marisa, que precisa estar pronta para capturar um possível aumento de vendas. “O desemprego estará próximo do pico ainda neste trimestre e a partir do segundo esse cenário começa a arrefecer: seja por conta do desemprego, do crédito e da volta do consumo das famílias empregadas, cujo consumo estava contraído, espera-se um retorno do consumo e nosso desafio é estar pronto para esse momento de retomada”.
Os desafios operacionais e de despesas também não devem ser deixados de lado neste ano. “Isso para que a companhia passe por esse período de forma saudável”, afirmou Araújo. “Estamos com foco naquilo que é prioridade e não vamos deixar de fazer os investimentos necessários, olhando para o futuro”, diz.
Na pauta está o Programa Transformar, formado por mais de 300 ações a serem realizadas em diferentes frentes em toda a organização, com o intuito de eliminar lacunas de eficiência nos principais pilares da operação, com uma atenção especial para as áreas de produtos, fornecedores e operação de lojas, onde reconhecidamente estão as principais alavancas para a recuperação das vendas da Companhia. O escopo do programa é para três anos.
“É uma melhoria da nossa proposta de valor para sermos mais assertivos neste momento, com foco nos primeiros preços e nas oportunidades promocionais. Aumentamos a frequência de ações de marketing no ano passado e esse esforço será mantido em 2017”, disse.
“Estamos no caminho certo, mantendo as margens adequadas com estoque sob controle e não acreditamos no modelo de vendas deteriorando as margens, porque a elasticidade do consumidor está restrita e esse não é o caminho mais adequado”, considerou Araújo.
Assim como grandes varejistas, a Marisa também está de olho na integração dos canais, pensando no preparo para o futuro.
“Apesar de estarmos passando por problemas desafiantes, continuamos seguindo confiantes no futuro e todos os indicadores de monitoramento da nossa marca são positivos, o que indica que estamos próximos das nossas consumidoras e preparados para a retomada. Estamos focados nas ações de ganho de eficiência e fazendo todo o ajuste da oferta de proposta de valor em um ambiente de vendas para que a consumidora se sinta o mais acolhida possível”, finalizou.
 
Fonte: Portal no Varejo

segunda-feira, 6 de março de 2017

‘O PIOR DA CRISE JÁ PASSOU’, DIZ PRESIDENTE DO IGUATEMI SHOPPINGS


O empresário Carlos Jereissati, presidente da Iguatemi Empresa de Shoppings Centers, dono do primeiro shopping construído na América Latina, o Iguatemi, e referência no varejo de luxo no país, avalia que o pior da crise econômica já passou, embora o primeiro semestre deste ano ainda deva ser difícil. Jereissati defende reformas que melhorem o ambiente de negócios no país, como a da lei trabalhista, que, para ele, “engessa” a geração de empregos. E diz que o mercado de luxo tem muito a crescer no Brasil quando a recessão acabar.


Qual é a sua avaliação da crise?

O pior da crise já passou. A inflação e os juros já estão caindo. Também já estão começando a ser estruturados diversos processos de concessões, que atraem dinheiro para a economia brasileira e geram empregos. A gente também vê várias redes pensando em desengavetar projetos e voltar a investir. Em breve, vamos começar a ter sinalizações da queda do desemprego. Isso começa a animar o consumidor, que fica mais confiante, e o varejo tende a reagir. Ainda vamos ter um primeiro semestre mais difícil, mas o segundo semestre será mais promissor.



Mas o governo conseguirá aprovar as reformas?

Sim. A sociedade civil está bastante vigilante. Existe uma demanda muito grande das pessoas por modificações. As pessoas querem soluções, não justificativas. Quem não entregar, está fora. Isso vale para a política e para as empresas.



O que pode ser feito para melhorar o ambiente de negócios no país?

É preciso tirar a burocracia, que impede o crescimento das pessoas, dos negócios. Muitos brasileiros estão focados em empreender e precisam de regras mais flexíveis. Sentem na pele a dificuldade de abrir um negócio e a quantidade de burocracia e regras inúteis. O Brasil evoluiu, e estamos num momento que exige uma nova revolução na área de negócios. Essa será a chave no novo ciclo. Quem não falar essa linguagem, na política ou nas empresas, estará fora do jogo.



E entre as reformas, quais as mais urgentes?

A trabalhista seria bem-vinda. Hoje, a legislação fala para um trabalhador de 50, 60 anos atrás, que não reflete o trabalhador de hoje. Nos EUA, quando há uma safra ótima de filmes, os cinemas contratam mais pessoas para aquele mês, na base de horista. No Brasil, existe um engessamento, e você não consegue ter essa flexibilidade. A pessoa quer trabalhar como freelancer, prestar serviços e não mais ser funcionária de uma empresa. No passado, isso era impossível de ser fiscalizado, hoje é possível. Isso vale para o varejo. Há disposição de contratar em modelos novos, que possam ser negociados com sindicatos e com seus trabalhadores. Não dá para criar uma regra igual para todo mundo. Esse é o grande problema do Brasil: querer legislar sobre tudo e engessar tudo.



Qual é o cenário para o mercado de luxo, que também sofreu com a crise?

O varejo de luxo no Brasil tem muito para crescer. Basta ver o que é vendido lá fora para brasileiros. Acho um desperdício você sobretaxar tanto estes produtos importados e fazer os brasileiros gastarem fora do país, podendo comprar aqui e gerar empregos. O México teve um crescimento expressivo desse segmento nos últimos anos, porque reduziu o imposto de importação e permitiu que o país faturasse, gerasse empregos e criasse novos investimentos imobiliários. É uma cadeia inteira que cresce, independente desses ciclos de alta ou baixa do luxo.



O Iguatemi é sempre associado a luxo. Como é o mix de lojas dos shoppings?

O Iguatemi sempre se caracterizou por essa mistura. É a seleção do que há de melhor em varejo internacional e nacional. A gente faz uma edição de qualidade, que vai desde Havaianas até as bolsas Hermès. Quem vem ao Iguatemi encontra Lojas Americanas, C&A, Chanel. As pessoas têm diferentes necessidades na vida. As mesmas pessoas que compram um produto caro também têm a necessidade de comprar uma bala, comprar um chinelo, usar um serviço. Esse mix faz bem para o negócio.



Essa receita tem dado certo num quadro de crise?

O Iguatemi teve lucro de R$ 164 milhões em 2016, queda de 15,2% em relação a 2015. Mas a receita foi maior. Isso mostra a resiliência do portfólio da empresa. Mesmo num cenário no qual vários setores e o varejo caíram, o Iguatemi conseguiu manter crescimento da receita. No lucro, todo mundo foi afetado, e isso tem a ver com a alta dos juros para todas as empresas que tomaram empréstimos para fazer investimento. A despesa financeira é maior por causa do peso do juro. Fizemos o que toda companhia saudável faz: reduzimos despesas. O Iguatemi está saudável e pronto para um novo ciclo de crescimento do país. Para 2017, o grupo projeta investimentos entre R$ 80 milhões e R$ 130 milhões.



Algumas marcas estrangeiras deixaram o país...

Mesmo com a crise, temos aberturas de lojas importantes este ano. Recentemente, abrimos Valentino, vamos abrir Fendi, em abril, e Hermès. Temos a ampliação da loja da Chanel, que terá dois andares até o fim do ano. Houve um esforço das marcas em equalizar preços. No Brasil, há uma década, o preço da mercadoria interna era quase duas vezes o preço do exterior. Hoje, não é mais. Como as marcas vieram direto, elas trabalham com 20%, 30%, 40%, no máximo, acima do preço do exterior. Isso aproximou muito o consumidor, e, com o parcelamento, muitos brasileiros se deram conta de que vale a pena realizar esse consumo no Brasil.


Fonte: Extra

 

Confira cinco tendências do e-commerce para 2017


O universo de compras virtuais resiste à crise econômica no país e segue crescendo. Dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) apontam que no Brasil o setor fechou 2016 com um faturamento de R$ 53,4 bilhões e registrou um progresso de 11% em relação ao ano anterior. O Índice de Confiança do E-Consumidor também aumentou. A expectativa é registrar mais de 200 milhões de pedidos nas lojas virtuais até o fim de 2017. Para alcançar essa marca, os empreendedores devem estar atentos às tendências. Conheça o que esperar do mercado digital nos próximos meses:

Omnichannel: Alcançar esse conceito e colocá-lo em prática está no topo de prioridades entre os empresários. Com ele é possível que todos os canais de atendimento sejam unificados. O cliente multicanal é aquele que vê o produto na internet e compra na loja física e vice-e-versa. A experiência dele deve ser unificada, seja pela web, televisão, rádio, catálogos ou qualquer outro meio de comunicação. Esse recurso também é a solução para o consumidor não precisar repetir informações sempre que entrar em contato. Ou seja, quem responde no Twitter deve ter total conhecimento do que aquele usuário já enfrentou no chat e no telefone, por exemplo.

Website Optimization: A customização proporciona experiências únicas. Com apoio de banco de dados armazenados, como a Big Data, é possível identificar informações de cada visitante: idade, gênero, interesses, localização, frequência de acessos e quantidade de vendas realizadas nos últimos meses. Dá para saber o caminho traçado para chegar até o seu site, entre outros elementos que podem ajudar a reconhecer as preferências do público.

Entrega personalizada: A época em que os pedidos demoravam dias e até semanas para chegar até o seu destinatário ficou no passado. 30% dos consumidores estão dispostos a pagar mais para receber as mercadorias no mesmo dia ou em datas agendadas, segundo um estudo da do site Business Insider. Algumas empresas como Amazon e a brasileira Giuliana Flores já trabalham com a entrega express.

Cyber november: A Black Friday acontece na última sexta-feira de novembro e é famosa por oferecer promoções tentadoras. Nos últimos anos, as ofertas se alastraram e tomaram conta do final de semana e também da segunda-feira, que já ficou conhecida como Cyber Monday. Mas agora, os varejistas online devem aderir ao Cyber November, ou seja, um mês inteiro de preços baixos para impulsionar as vendas antecedem o Natal.

Mobile first: Se antes uma das preocupações dos comerciantes digitais era oferecer um site atrativo e prático, agora eles devem pensar primeiro em desenvolver uma boa plataforma para mobile. 80,4% da população brasileira acessa a Internet pelo celular e 15% já realiza compras por meio do smartphone, segundo dados do IBGE. Ter um layout projetado para o mobile faz diferença, garante vendas e acompanha os novos hábitos de navegação da sociedade.

* NB Press é uma agência de comunicação especializada em engajar marcas com seu target por meio de ações de assessoria de imprensa, conteúdo, blogs, newsletters, redes sociais e influenciadores –
www.nbpress.com.br
 
Fonte: Falando de Varejo

Alimentação, vestuário e conserto são os setores mais promissores para 2017


Os ramos de alimentação, vestuário e conserto são as atividades mais promissoras para 2017, segundo levantamento divulgado pelo Sebrae.

O estudo, feito com base no perfil de novas empresas em anos anteriores e no comportamento da economia nacional, revelou que os empreendimentos que atendem às necessidades básicas, que oferecem serviços de reparação, além de serviços especializados que permitem a redução de custos operacionais a outras empresas estão entre as atividades com as melhores perspectivas para este ano para este ano.

Para chegar a essa conclusão, o Sebrae avaliou quais foram as áreas com maior taxa de natalidade de empresas no ano passado. Segundo a entidade, esse dado sinaliza existência de uma demanda maior. Parte dos negócios em alta são ligados a vestuário, alimentação e higiene. “A população continua crescendo e, mesmo em tempo crise, não deixa de consumir esses produtos e serviços”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. “As pessoas buscam alternativas mais baratas, mas o consumo permanece. É importante o empresário acompanhar esse movimento da economia para ter mais sucesso.”

O segmento de reparação também apresentou bons resultados na pesquisa. O Sebrae explica que o consumo eletrodomésticos, automóveis e eletrônicos disparou durante a ascensão da classe média, num movimento que durou até meados de 2014. Com a crise econômica, somada ao aumento do desemprego e à redução do crédito, as pessoas estão segurando gastos e preferem reparar esses produtos do que adquirir novos.

Também por conta da crise, empresas que ofereçam serviços e produtos para reduzir custos operacionais ou aumentar a eficiência de outros negócios também estão na lista dos ramos mais promissores. 

Veja a seguir a lista das atividades mais promissoras para 2017:

Alimentos e bebidas: comércio de alimentos e bebidas, representação comercial, preparação de alimentos, comida preparada, restaurantes populares, lanchonetes, produtos de panificação, laticínios, doces, refeições.

Vestuário: Confecção, comércio de vestuário e acessórios do vestuário e bijuterias.

Serviços de saúde: consultório médico, serviços ambulatoriais, fisioterapia, nutrição, venda de planos de saúde, comércio de medicamentos e artigos de ótica.

Produtos/serviços inovadores: produtos e serviços que permitam aumentar a eficiência produtiva e/ou redução de custos das demais empresas.

Serviços de Reparação: reparação e manutenção de veículos usados, manutenção de máquinas e equipamentos, comércio de peças e acessórios para veículos usados.

Estética/beleza: cabeleireiros, comércio de cosméticos, comércio de produtos de perfumaria, higiene pessoal.

Serviços especializados: serviços advocatícios, de engenharia, de comunicação, de gestão empresarial, serviços de apoio administrativo, serviços de contabilidade, serviços domésticos, serviços com foco na 3ª idade.

Informática: Serviços de manutenção e reparação de computadores e equipamentos de informática, produção de softwares e comunicação multimídia.

Construção: comércio de material de construção, manutenção, reparação, pintura, pequenas reformas de imóveis, instalações elétricas, hidráulicas, obras de acabamento, artigos de serralheria, móveis de madeira, manutenção de sistemas de ventilação e refrigeração.
 
Fonte: Revista PEGN