86S3kuextR2S3YWJ_kx2UbklxpY

sexta-feira, 5 de março de 2021

Como implementar a experiência phygital no varejo

Mudança no comportamento do consumidor pede experiências novas e diferentes no varejo que une físico e digital. 

Foto: Shutterstock

experiência phygital promove a conexão entre mundo digital e o real, algo que vem ganhando cada vez mais força em todos os âmbitos da vida. Se antes causava estranheza a ideia de que as pessoas estariam 24 horas por dia conectadas, hoje isso já se tornou realidade. E essa conexão tende a se tornar cada vez mais forte e comum em um futuro próximo.

Apesar do nome não muito comum, a experiência phygital já acontece no dia a dia e é tendência no comportamento do consumidor, prometendo mudar a maneira como o cliente realiza suas compras. Entenda melhor o que é esse conceito e todo o seu potencial.

O que é uma experiência phygital?

Uma experiência phygital é a que une o mundo físico (physical) com o digital. No varejo, é permitir que seu cliente utilize todos os canais de compra, não intercalando entre eles, mas, sim, utilizando todos ao mesmo tempo.

É dar a possibilidade do seu cliente comprar no site e retirar na loja, de ele acessar o site enquanto está na loja física, de ele comprar na loja física e ser cobrado virtualmente… são diversas as maneiras que a experiência phygital pode acontecer.

Mas algo que é comum entre todos os formatos citados (que são apenas algumas das possibilidades) é o foco no cliente e na sua liberdade de escolha de como e quando irá fazer aquela compra.

O consumidor, dessa forma, ganha mais autonomia e praticidade, elementos importantes quando se fala em experiência do cliente em qualquer âmbito. Esse é o grande diferencial dessa experiência.

Para a head de inovação e transformação digital Renata Gonçalves Mota, “uma experiência phygital tem como objetivo tornar a jornada do cliente fácil e unificar as interações do cliente com a empresa. O cliente precisa ter uma boa experiência na empresa”.

De acordo com o artigo O amanhecer do consumidor phygital, da LLYC, consultoria de gestão de marca, um estudo recente da MindTree mostra que “60 % dos consumidores reconhecem que gostam de combinar a compra on-line com a compra física”. Segundo o texto, a experiência phygital é um exemplo da busca das marcas em se relacionarem com seus consumidores, ultrapassando a venda de produtos e criando serviços que integram o físico e o digital.

Um exemplo de uso da experiência phygital

Um dos cases mais comuns e conhecidos do uso do phygital é o formato Amazon Go, da Amazon, utilizado nos Estados Unidos.

Com ele, os consumidores podem entrar em uma loja física da Amazon e comprar ou retirar seus produtos de forma mais prática. Não é necessário pegar filas, nem conversar com atendentes e todas as cobranças são feitas automaticamente pelo celular.

A loja consegue atender durante as 24 horas do dia,  já que tudo é feito pelo próprio consumidor. Com isso, a experiência tende a ser muito mais positiva, já que oferece mais praticidade no dia a dia.

Como implementar uma experiência phygital?

As tecnologias estão presentes em praticamente todos os momentos da rotina e é a partir delas que é possível realizar uma experiência phygital. Na prática, a conexão entre mundo virtual e real já acontece no dia a dia, basta trazê-la para o comportamento de consumo.

Para fazer isso, é preciso utilizar dispositivos e tecnologias que promovam essa integração, como smartphones, dispositivos de assistência virtual, QR Code, verificação por imagem (para segurança) e muitos outros.

Esses dispositivos promovem a conexão ou a imersão entre mundo físico e digital, por isso, todas as estratégias precisam ser pensadas a partir delas. Por exemplo, o site da loja precisa ser utilizado no celular com facilidade e com carregamento rápido, permitindo que o consumidor acesse de onde estiver. Mas, é importante ressaltar que só vale investir naquilo que for realmente resolver uma dor do consumidor.

No trabalho interno, Renata Gonçalves Mota explica que a empresa precisa criar uma estrutura tecnológica para conseguir implementar o phygital. “A empresa precisa rever as tecnologias com o objetivo de unificar as informações, com uma boa comunicação (CRM), com um integrador de pedidos (OMS), dentre outros sistemas e arquiteturas que possam facilitar essa unificação”, explica.

Apesar das tecnologias serem necessárias, a especialista afirma que é preciso mudar, também, a forma como se entende o negócio. “É necessário rever processos, mudar o mindset, realizar treinamentos, explicar a importância da fidelização do cliente. Tudo isso alinhado à tecnologia para facilitar com que tudo isso aconteça da melhor forma”, diz a head de inovação.

Quais as tecnologias utilizadas para isso?

Além dos dispositivos necessários para que a experiência phygital esteja presente, é preciso entender as tecnologias por trás desses mecanismos para conseguir prever futuros usos e inovações.

De acordo com o artigo citado, alguns conectores são os mais comuns:

  • Realidade mista: como a aumentada e a virtual, que ajudam na verdadeira imersão do consumidor dentro do mundo phygital.
  • Smart data: quanto mais tempo online, mais dados são gerados. Por isso, a análise dessas informações é essencial para entender o comportamento do consumidor e pensar em estratégias.
  • Inteligência artificial: a partir dela, os dispositivos conseguem aprimorar cada vez mais seus resultados, trazendo mais facilidade para o consumidor e ajudando na construção da experiência integrada entre físico e digital.
  • internet das coisas (IoT): é a partir dela que são feitos os dispositivos interativos, que prometem estar cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas.


Qual a importância de pensar na estratégia?

A experiência phygital tem o foco no usuário e busca trazer facilidades e uma maior imersão dentro da loja física. Além disso, também utiliza da tecnologia para levar praticidade para o dia a dia desse consumidor.

Com tudo isso, o que se espera é que esse cliente passe a reconhecer a marca e a loja como um ambiente mais moderno, integrado e que torne sua vida mais prática e rápida. Como resultado, a marca tende a fazer mais sucesso e alavancar suas vendas.

Para Renata Gonçalves Mota, conseguir trazer o consumidor mais próximo da marca é o principal diferencial da experiência phygital. Outros benefícios são:

  • Transforma a relação entre cliente e marca: o consumidor passa a enxergar a marca e a se relacionar com ela, tornando-a uma das suas primeiras opções na hora de comprar um produto. Ou seja, há um fortalecimento da relação, que aproxima o cliente.
  • Fideliza o cliente: com essa relação mais forte, o cliente passa a ser “fiel” ao seu negócio pois sabe que pode confiar que terá uma boa experiência quando estiver na sua loja ou comprando online. Esse é um dos maiores desafios atuais, por conta da volatilidade e variedade de marcas, e que pode ser melhorado com a experiência phygital.
  • Dá mais liberdade ao cliente: deixar que o cliente compre, consuma, pesquise, busque referência, tudo isso enquanto está na sua loja, é deixá-lo livre para comprar o que quiser e na velocidade que quiser, sem interrupções. O poder está na mão do cliente.
  • Fortalece a marca: todos esses elementos reunidos, junto da inovação tecnológica, vão tornar sua marca uma referência no mercado, fazendo com que todos lembrem-se que sua empresa promove mudanças e é inovadora quando se fala em atendimento ao cliente.
  • Cria uma propaganda orgânica: é o resultado de um relacionamento forte, uma marca bem posicionada e um cliente fidelizado. Seus próprios consumidores passam a ser divulgadores da sua marca para amigos e conhecidos, aumentando a visibilidade e o alcance da sua loja.

 

Como foi visto, a experiência phygital é uma grande tendência que promete ganhar força nos próximos anos de forma praticamente natural. Por isso, vale a pena estar de olho nas inovações e maneiras de utilizá-la no seu negócio.

Fonte: Consumidor Moderno

C&A VAI TER MAIS LOJAS NO INTERIOR E NAS RUAS


Varejista de moda projeta 25 novos pontos de venda neste ano; pontos de venda funcionarão como estoque avançado do e-commerce. 

Por Talita Nascimento

A C&A deve abrir 25 novas lojas em 2021, mas a prioridade agora são cidades menores e mais pontos de venda nas ruas. A estratégia segue a lógica de mais vendas digitais que triunfou na pandemia. Hoje, unidades físicas em municípios maiores já servem como pontos de retirada das compras virtuais. O interior ainda tem potencial maior a ser explorado pelas grandes redes, que passam a usar as lojas como estoque aos pedidos on-line.

“Há várias cidades menores, mais distantes dos grandes centros para as quais mandar um produto de São Paulo, por exemplo, demora muito tempo. Quando abrimos nesses lugares, além de ser um mercado novo e não canibalizar outros pontos, melhoramos o nível de serviço digital levando o estoque para mais perto do cliente”, diz Fernando Brossi, vice-presidente de Operações da C&A Brasil. Como parte dessas cidades não têm shoppings ou, quando têm, são centros sem tanto movimento, a escolha é abrir lojas de rua em locais de mais fluxo.

Grandes centros são mais digitais

Brossi diz que a pandemia acelerou as vendas digitais nos grandes centros. “A evolução do consumo nos grandes centros deve passar pelo share (participação de mercado) online”, diz. Logo, para melhorar as vendas de lojas físicas, as cidades com população de 100 mil a 500 mil habitantes parecem uma opção mais vantajosa.

O novo modelo ainda terá estúdios para influenciadoras digitais dessas regiões produzirem conteúdo, bem como espaço para exposição da marca Mind7 – que tenta traduzir tendências de maneira rápida – para que as clientes vejam os modelos e comprem online na própria loja. Nesse caso, o projeto é experimental e funciona como uma loja conceito dentro da loja. A cliente poderá ver o produto, mas não levá-lo. A compra é online, porém guiada pelos atendentes. O tamanho médio dos novos lançamentos completos é de 1.800 metros quadrados.

C&A não está sozinha na jornada

As apostas digitais, regionais e multicanais da C&A são claras, mas a companhia não está sozinha nessas avenidas. Para a analista Julia Monteiro, da MyCap, a companhia tem na Lojas Renner, por exemplo, uma concorrente com mais experiência em logística. “Esse é um dos maiores desafios de vender online e de regionalizar seus estoques: fazer os produtos chegarem. Além disso, as vendas de vestuário online têm uma barreira que é a padronização de medidas. Um número 38 de uma loja não tem o mesmo tamanho em outra. Isso gera muita insegurança”, diz. Para ela, as iniciativas da C&A fazem sentido, mas os investidores têm de ter na conta as dificuldades de execução nesse projeto de expansão.

A C&A disponibiliza a opção de retirar o produto na loja em todos os seus estabelecimentos no País, com uma média de 100 pedidos por dia. “Lançamos ainda, no Big Brother Brasil, a opção de retirar o produto em até três horas. Foi um pico”, diz Brossi. Outras marcas, como a concorrente Renner também disponibilizam a retirada em lojas.

Crescimento online é comum em todas empresas da área

C&A e Renner têm visto os números de e-commerce avançar. No quarto trimestre, a modalidade cresceu 123,2% em vendas na Renner e representou 9,4% do total vendido pela companhia. A C&A ainda não divulgou seus resultados do quarto trimestre, mas, no terceiro trimestre, chegou a mais de quintuplicar sua receita online, na comparação com o mesmo período do ano anterior. As duas varejistas de moda, porém, partem de lugares diferentes. Tanto no que diz respeito a público, com a C&A mais especializada em jovens, quanto em tamanho, com a Renner mais consolidada no mercado financeiro.

“Não adianta abrir uma loja e chamar uma celebridade. Quando a gente chama uma influencer da região, dá um orgulho para as pessoas de lá”, diz Brossi.

Ao mesmo tempo que aposta em estratégias de marketing no Big Brother Brasil, a C&A procura “garotas propaganda” digitais com a cara das cidades em que pretende abrir lojas. Os estúdios pretendem ter, inclusive, isolamento acústico e iluminação especial para que os vídeos tenham mais qualidade. Um deles ficará no Catuaí Palladium Shopping, em Foz do Iguaçu (PR).


Fonte: Estadão

ESPAÇOLASER RETOMA RITMO DE ABERTURA DE LOJAS PRÓPRIAS


A Espaçolaser retomará em 2021 o ritmo de abertura de lojas próprias, buscando no aprendizado de maior digitalização no último ano e na autoestima dos clientes, elementos para enfrentar a pandemia.  

Por Reuters

Espaçolaser retomará em 2021 o ritmo de abertura de lojas próprias, buscando no aprendizado de maior digitalização no último ano e na autoestima dos clientes elementos para enfrentar o novo agravamento da pandemia da covid-19 no Brasil.


“De forma geral, o setor de beleza e serviços é o primeiro a se estabilizar após uma crise, uma vez que os consumidores passam a investir mais em si mesmos”, disse o presidente-executivo e sócio-fundador da empresa, Paulo Morais.


Além disso, disse ele, a companhia ampliou a digitalização das vendas, realocou profissionais, equalizou custos, o que melhorou a gestão de aluguéis e contratação de estruturas.


“O primeiro aprendizado foi continuar atendendo clientes e vender com a loja fechada”, disse, referindo-se ao período de medidas mais rigorosas no ano passado para evitar a disseminação da covid-19, que fecharam serviços não essenciais.


Segundo Morais, não havia atendimento para procedimento com laser, mas as lojas seguiram vendendo. E embora nos primeiros nove meses de 2020 tenha tido prejuízo, o fluxo de caixa continuou positivo.


A companhia não alterou seus prognósticos de receitas para este ano, mas Morais não detalhou, citando a divulgação do balanço do quarto trimestre, no final do mês.

Em 2018, a receita líquida cresceu 73,6%. No ano seguinte, 92,6%. Nos nove meses de 2020, caiu 37% frente ante mesmo período de 2019. Ainda assim, o fluxo de caixa operacional ajustado de janeiro a setembro somou 125,7 milhões de reais, ante 91,4 milhões de reais um ano antes.


“O lockdown hoje é diferente, é pontual, não é no Brasil todo como foi feito (em 2020)”, afirmou o presidente do conselho de administração e sócio-fundador da Espaçolaser, Ygor Moura.


Ele relacionou os picos recentes de novos casos e mortes a eventos como Natal e Ano Novo, além do Carnaval. “Não vamos ter outros eventos pelo menos, assim esperamos, antes de a vacina conseguir de alguma forma contornar essa situação.”


O Brasil teve na quarta-feira 1.910 novas mortes em por causa da covid-19, renovando o recorde diário de óbitos, enquanto São Paulo, Estado mais afetado pela pandemia, volta à fase mais restritiva do plano de quarentena a partir de sábado. E não há sinais de que a vacinação no país acelere no curto prazo.

Aquisição de franquias

Criada há 16 anos, a Espaçolaser estreou na bolsa há um mês, disparando no pregão de estreia, mas perdeu fôlego desde então, em meio ao aumento dos casos de Covid-19, recuando na quarta-feira pela primeira vez para um valor abaixo do preço definido na sua oferta inicial de ações (IPO).


Os papéis fecharam na véspera a 17,88 reais, de 17,90 reais no IPO e de 23,2% em relação à máxima intradia de 23,28 reais batida um dia após a estreia em fevereiro.


No IPO, a companhia captou mais de 1 bilhão de reais em recursos líquidos, que serão usados também na compra da fatia restante em controladas da empresa e de 10 franqueadas.


No mercado, houve questionamentos sobre as operações com as franquias, por se tratarem de pessoas próximas a executivos e acionistas relevantes da companhia.


“Será que o preço a ser pago nas franquias do fundador da empresa é justo? Será que o acionista que entrar no IPO está pagando a mais pela compra das franquias?”, perguntou o analista Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Research, em relatório.


Sergundo os executivos, isso acontece porque a Espaçolaser começou como empresa familiar, e alguns familiares ou partes relacionadas se tornaram franqueados. “As primeiras pessoas que acreditaram na empresa foram família e amigos”, afirmou Morais.


Eles ressaltaram, contudo, que houve total isonomia durante as negociações de compra de participações e que muitas das lojas já foram recompradas.


No fim de 2020, a Espaçolaser tinha 572 lojas, presente em todos os Estados do país e no Distrito Federal, além de 1 na Côlombia e 6 na Argentina. Desse total, 195 unidades eram de franquia. O objetivo para comprar franquias é otimizar a estrutura societária e ganhar eficiência para a rede.

Recorrência, controle pulverizado

Dúvidas sobre a recorrência do negócio foram minimizadas pelos executivos, que veem um mercado ainda de forte crescimento para depilação. No Brasil, há 69 milhões de adeptos de algum tipo de remoção de pelos, sendo que apenas 4,9% usam laser.


Um pelo tratado não volta a nascer, porém há a possibilidade do nascimento de novos pelos, especialmente em áreas hormonais, o que exigem sessões de manutenção. Além disso, explicou Morais, a tendência é de que clientes que começam a usar o laser como método aumentem as áreas de depilação.


Há ainda o público masculino, que representa uma parcela pequena do total, mas que vem mostrando crescimento. “Tem bastante base para crescer”, afirmou Moura.


Embora a depilação siga como foco principal do negócio, a companhia explora frentes de crescimento, e outros produtos e serviços no ramo de estética. Além da expansão internacional.


Em 2017, o grupo criou a marca Estudioface de tratamento facial, que em setembro de 2020 tinha 9 franquias e uma loja própria. A empresa também desenvolve hidratante corporal e álcool gel.


Os executivos reforçaram que a gestão não será alterada, buscando acalmar investidores após o IPO diluir a participação dos responsáveis pelo forte crescimento do grupo, com táticas como parcelamento do custo do procedimento, tornando-o competitivo frente a outros métodos depilatórios.


Foram vendedores no IPO, além dos fundadores (incluindo Tito Veiga Pinto), o fundo de investimentos Magnólia e a SMZXP Participações – empresa da qual faz parte a apresentadora Xuxa Meneghel. Após o IPO, as fatias de Morais e Moura passaram a 10% e 15,7%, respectivamente, de 18,39% e 32,65% antes.


Decisões estratégicas, porém, devem seguir protegidas por um acordo de acionistas entre os antigos controladores, assinado antes do IPO. O acordo estabelece reuniões prévias para a definição de voto entre os signatários antes de assembleias.


Fonte: Exame

HORTIFRUTI NATURAL DA TERRA LEVA FORMATO DE LOJA COMPACTA A SÃO PAULO

Unidades neste conceito tem apenas 250 metros quadrados de área de vendas, com foco nos itens mais vendidos em FLV.

Natural da Terra Leve é o modelo de loja compacta da rede especializada em hortifrútis. Já são 13 unidades nesse conceito no estado do Rio de Janeiro e, agora, abre as portas a primeira na cidade de São Paulo, localizada no bairro do Itaim Bibi.

Cada unidade do Natural da Terra Leve tem cerca de 250 m2 de área de vendas, bem menos do que a média de 800 m2 a 1.000 m2 das unidades tradicionais da rede. O sortimento é focado, claro, em perecíveis. Especialmente os mais vendidos em FLV, incluindo folhas, temperos e frutos exóticas. E, ainda, açougue e padaria para o dia a dia, com pães variados assados no próprio local, além de uma seleção de itens de mercearia e produtos lácteos. Outra novidade do Natural da Terra Leve é o self checkout, para agilizar o serviço de atendimento, disponível em três estações.


Ao todo, a empresa opera 70 lojas em quatro estados do país: no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com a bandeira Hortifruti e em São Paulo, com a marca Natural da Terra.


Fonte: S.A. Varejo

quarta-feira, 3 de março de 2021

Como o 5G promete revolucionar o mercado brasileiro?

Possibilidades que podem surgir com a implementação da nova tecnologia prometem revolucionar o ecossistema de inovação do País.

Foto: Shutterstock

Depois de um processo que se arrastou durante oito meses, a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) aprovou no começo de fevereiro o edital do leilão do 5G no Brasil. Agora, o documento irá para consulta pública durante 45 dias e a expectativa é que as empresas comecem a dar seus lances ainda em 2021. Mas afinal, o que isso representa para os negócios?

O 5G é a evolução do 4G, rede de internet móvel usada para conexão com a internet atualmente. Conforme explica David Morrel, sócio da consultoria e auditoria PwC Brasil, o 5G se diferencia dos seus predecessores por sua eficiência. “O 5G irá possibilitar que a transmissão de dados aconteça de forma mais rápida.” Em uma simplificação, com a chegada do 5G no Brasil a velocidade da internet irá aumentar drasticamente!

Apesar de usarmos a internet do seu celular como exemplo das vantagens dessa nova tecnologia, o buraco é bem mais embaixo. Os benefícios vão além, podendo impactar profundamente a forma que nos relacionamos com os ambientes digitais. “O 5G é a super infraestrutura de conectividade que permitirá que nos transformemos em uma sociedade digital, conectando dispositivos a plataformas digitais para a criação de aplicações inteligentes”, afirma Carlos Roseiro, diretor de Soluções da Huawei no Brasil. A multinacional chinesa especializada em serviços de telecomunicações e dispositivos eletrônicos é uma das interessadas em concorrer ao direito de implementar a tecnologia no Brasil.

É justamente a maior eficiência dessa rede que permite que essa grande transformação digital aconteça. De acordo com Roseiro, o 5G irá tornar a transmissão de dados de 10 a 16 vezes mais rápida do que seus antecessores. Com tal capacidade, tecnologias como a inteligência artificial (que geralmente demandam bastante da rede) se tornam mais práticas e velozes. Para os negócios, isso se traduz em uma palavra: mais capacidade de inovação.

Um mundo de novas possibilidades

“O céu é o limite”, é assim que David Morrel define as possibilidades que o 5G traz para a implementação de novas tecnologias no meio corporativo. Em um exemplo prático, varejistas poderiam aplicar a tecnologia de reconhecimento facial em suas lojas, identificando seus clientes e gerando uma experiência mais personalizada. “Isso já é algo possível hoje em dia. Só que, dependendo da quantidade de dados que precisam ser processados, pode demorar. O 5G abre a oportunidade desse processo ser realizado mais rapidamente, enquanto o cliente ainda está na loja”, explica o sócio da PwC.

Carlos Roseiro vai além. De acordo com o executivo, ideias ambiciosas como as smart cities ganham maior escopo com a chegada do 5G. Para os governos, isso representa a possibilidade da implementação de novas soluções para resolver velhos problemas. “Em experiências reais no Brasil, os índices de criminalidade foram reduzidos em 27% com a instalação de câmeras e centros de monitoramento administrados pelo governo. Mas o potencial indica que a tecnologia pode fazer muito mais. Pontos como monitoramento da qualidade do ar e poluição, detecção de incêndios florestais, gerenciamento de ruído e de tráfego podem ser aprimorados com o 5G. Cidades e cidadãos podem se beneficiar das aplicações inteligentes que podem surgir a partir dessa tecnologia.”

Para o consumidor, a forma que ele se relaciona com a internet em seu cotidiano também tende a mudar. A maior conectividade abre espaço para um maior engajamento nas mídias digitais. Compartilhar e consumir conteúdo se tornará mais fácil e rápido, gerando um fluxo informacional jamais visto. Roseiro conta que durante uma apresentação da Huawei na China, a empresa fez uma comparação do 5G com o 4G usando um teste de velocidade em um smartphone. O modelo da nova geração, que fazia uso da nova tecnologia, apresentou uma taxa de download de 700 Mbps por segundo. Já o antigo atingiu o limite de 100 Mbps. “Tão importante quanto, o envio de dados foi cerca de três vezes mais rápido, resultando em menos tempo para enviar fotos e vídeos em aplicativos de mensagens ou redes sociais”, conta o executivo.

Nesse cenário, há espaço para a provocação: como utilizar esse potencial para se conectar aos seus clientes?

Um momento decisivo

Os especialistas afirmam que o 5G não fará todo o trabalho por si só. Ele dará para as empresas as ferramentas necessárias para exercer sua criatividade, criando soluções inteligentes e inovadoras. Tudo depende da capacidade dos gestores em enxergarem as possibilidades que esse novo mundo digital oferece.

David Morrel sinaliza que esse pode ser um momento interessante para as empresas lançarem um olhar mais aguçado nos seus modelos de negócios. É a hora de identificar problemas, pontos que podem ser evoluídos e otimizados pelas novas tecnologias. E é preciso que esse processo seja feito estrategicamente, com muita calma e análise.

As oportunidades trazidas pelo 5G não devem ter um impacto imediato no mercado. Primeiro vem sua fase de implementação, em seguida vem o processo de descoberta, quando as empresas começam a ter ciência das portas que foram abertas e as exploram com novas soluções.

O executivo que tiver essa visão de futuro mais aguçada será capaz de sair na frente, começando desde já a elaborar estratégias e formar parcerias. “Precisamos enxergar o que essa tecnologia viabiliza. Para os negócios, é preciso pensar em como uma empresa pode gerar experiências diferenciadas, encantadoras para seus consumidores e para sua rede interna de colaboradores”, diz Morrel.

Não existe uma fórmula mágica de como esse processo deve ocorrer. Para o executivo, uma dica interessante é começar tentando entender o propósito que as novas soluções irão desempenhar na sua organização. “É preciso entender o que a tecnologia significa para a empresa e, eventualmente, começar a trabalhar na base para que esse potencial seja explorado.” Isso inclui voltar os olhares para o mercado de trabalho, procurando talentos capacitados.

Apesar disso, o impacto no longo prazo é inegável. Carlos Roseiro conta que um levantamento realizado em parceria com a consultoria Deloitte estima que, no Brasil, as soluções baseadas em 5G acumulem um crescimento da ordem de R$ 2,93 trilhões em 15 anos. Isso significa um crescimento de mais de 2,5% do PIB brasileiro a cada ano.

Fonte: Consumidor Moderno

C&A PASSA A SER VENDIDA FORA DA C&A PELA PRIMEIRA VEZ NO MUNDO


O modelo de distribuição verticalizado das redes de fast fashion pode mudar a partir desta segunda-feira (1). A varejista C&A decidiu subverter a fórmula do segmento de oferecer novidades constantes apenas dentro de lojas próprias para ofertar coleções de moda semanais em outro espaço.

Negociada pelo núcleo de inovação da marca no Brasil junto ao board de diretores da empresa, a proposta não só deslocará roupas da varejista para fora de seus domínios, como também deverá transferir parte da receita de vendas para terceiros, nesse caso, o grupo BRMalls.


É da holding controladora de 31 shopping centers no país o projeto Trama Lab, um espaço de 164 m2 inaugurado em dezembro, no shopping Villa Lobos, em São Paulo, no qual se aglutinam “corners” de pequenas marcas nativas digitais e no qual a C&A entrará com a grife Mindse7, nascida em 2018 nas plataformas digitais da empresa e que, hoje, é a marca de maior crescimento da empresa.


Segundo a gerente de produto e inovação da C&A Brasil, Isabela Gonçalves, a iniciativa é pioneira no mundo e tem a ver com o plano de testar a força da marca, “provar que ela pode caminhar sozinha”. A sede da empresa na Alemanha teria sido consultada, ainda que a operação brasileira tenha independência nesse tipo de direcionamento comercial.


“E é também uma questão de posicionamento. Não está nos planos desvincular a Mindse7 da empresa, não é isso, mas queremos provar como nosso modelo inteligente de criação e desenvolvimento, baseado em buscas e demandas dos clientes, pode funcionar em qualquer lugar”, explica Gonçalves, em videoconferência à EXAME.


O modelo do qual ela fala, aliás, mudou toda a forma de operacionalizar as coleções. Se a regra do varejo de moda rápida consiste em idealizar grandes coleções com meses de antecedência, o sistema otimizado pelo departamento de inovação permite uma moda ultra-rápida, na qual em 30 dias uma tendência nascida na internet, por exemplo, pode chegar até o cliente.


Essa agilidade fez com que a Mindse7 contabilizasse cerca de 290 mil buscas no marketplace da C&A entre 2019 e 2020, com um crescimento médio de 300% em relação ao período anterior. De acordo com a empresa, cerca de 250 mini-coleções foram lançadas desde a criação da marca.


Gonçalves afirma que toda a cadeia de fornecimento participa do processo de desenvolvimento e que várias ideias de coleções, lançadas na plataforma, acabaram servindo de laboratório para a empresa produzir e vender em escala, nas 290 lojas da rede, as peças que performam melhor.


Atualmente, há espaços exclusivos dedicados à grife em 11 lojas da varejista em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais, e, a executiva diz, a estratégia já inclui a abertura de outros pontos.


O que é certo agora é que a empresa expande os tentáculos da marca em mais um período de teste. Inicialmente, o plano é manter por três meses o espaço da grife na loja Trama Lab e, a depender da aceitação do público, prorrogar o contrato.


Esse tipo de flexibilidade contratual foi um dos pontos que atraíram a C&A e talvez seja o maior diferencial do projeto da BRMalls. Enquanto um contrato de aluguel em shoppings costuma ser definido por ciclos de no mínimo cinco anos, o modelo da holding permite estadias trimestrais.


Segundo a diretora comercial da BRMalls, Jini Nogueira, a ideia desse programa de aceleração é diversificar o portfólio de marcas do shopping, abrindo espaço para quem não teria oportunidade de arcar com os valores de aluguel e manutenção padrões.


“É um modelo que já foi testado fora do país por outras varejistas mas que, aqui, nunca havia chegado numa empresa do nosso porte. O mercado mudou nos últimos anos e o projeto consegue viabilizar a migração desses novos empreendedores do espaço digital para o físico”, explica.


Além de movimentar a oferta de lojas e levar novas experiências para um mercado devastado pela pandemia como foi o de shopping centers, de quebra o projeto ainda poderia fidelizar as marcas, tornando-os potenciais lojistas abrigados nos pontos da BRMalls no futuro.

Mas nenhum almoço é grátis, claro. Além de um percentual sobre as vendas, não informado à reportagem, o grupo gera receita com um valor fixo pago pela manutenção das araras, que varia a depender do espaço tomado.


Trocando em miúdos, todos dividem os custos da metragem, com a diferença de que além dos funcionários e o fluxo de pessoas que só um shopping pode oferecer, as marcas têm à disposição uma consultoria da BRMalls para aprender a lidar com os meandros da operação física, desde o fluxo de caixa até o gerenciamento de estoque.


A curadoria de marcas é feita por convites do próprio grupo ou por meio de contato via redes sociais, a partir de critérios baseados nos novos pilares da criação de moda, como a sustentabilidade e o segmento “genderless” (sem gênero). A ideia é que sempre haja rotatividade nos corners.


Entre as mais de 20 etiquetas que fecharam contratos com o grupo estão a Ava Intimates, de pijamas e lingerie, Domani, do segmento fitness sustentável, a The Non Brand, especializada em roupas minimalistas com opções sem gênero e de matéria-prima ecológica, e a grife de moda praia Itza.


A startup de aluguel de bolsas Closet Bobags, cuja oferta de acessórios vai de Balmain a Bottega Veneta, também é uma das quase 20 marcas que assinaram contrato para fincar os pés no lugar.


Um café no qual são servidos grãos sustentáveis da TunDum e chás da startup Desinchá, além de um local de coworking, completam a experiência do projeto que teve assinatura de Camila Salek, sócia-fundadora da empresa de visual merchandising Vimer.


De acordo com Jini Nogueira, o Trama Lab não irá se restringir à área do Shopping Villa Lobos. O plano inicial de expansão inclui a abertura do projeto em outros shoppings do grupo em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Ela não revela quais.


Diz, porém, que a C&A será a única rede de projeção nacional fora do ambiente on-line que abraçará a ideia. “Já estamos em processo de assinatura com outras marcas, porque a ideia é fazer do espaço um laboratório para lançamento de produtos e inovações que não necessariamente devam estar nos pontos dessas empresas”, afirma Nogueira.


Inicitativas como essa podem ajudar a C&A a ter um ano mais tranquilo. A empresa teve no Brasil prejuízo líquido de 28,2 milhões de reais no terceiro trimestre do ano passado, revertendo resultado positivo de 19,1 milhões de reais um ano antes, ainda afetada pelas medidas contra o coronavírus. A receita líquida total caiu 14,1%, para 1 bilhão de reais, enquanto as vendas mesmas lojas (SSS) recuaram 13,9%.


Apesar dos resultados, a varejista disse que, ao final do trimestre, as receitas totais já estavam acima do nível do ano passado.


O resultado operacional medido pelo Ebitda de varejo ajustado somou 96,6 milhões de reais, queda de 50,9% ano a ano. O Ebitda ajustado recuou 67,4%, para 64,7 milhões de reais, com a margem cedendo para 6,1%, de 16% um ano antes.


As vendas sob a métrica GMV total atingiram 213,8 milhões de reais, um salto de 418% em relação ao terceiro trimestre de 2019, em resultado que a companhia atribuiu ao forte desempenho do ecommerce e evolução da ‘Galeria C&A’, marketplace da rede. Frente a momentos de desafio, as companhias só têm uma alternativa: inovar.


Fonte: Exame

PANVEL INAUGURA DELIVERY SUSTENTÁVEL COM BIKES ELÉTRICAS


Panvel inaugurou uma nova modalidade de entrega de medicamentos e produtos de higiene e perfumaria, as bikes elétricas. A iniciativa integra as ações da empresa voltadas à sustentabilidade e à economia colaborativa. O projeto piloto atenderá a três bairros de Porto Alegre – Chácara das Pedras, Três Figueiras e Petrópolis – em um raio de cinco quilômetros.

Inicialmente, serão usadas três bikes elétricas, e a expectativa é de que os ciclistas entregadores realizem em torno de 20 entregas diárias, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança. Cada bicicleta tem autonomia de 50 quilômetros.


O novo serviço conta com horário diferenciado, das 09h às 18h, de segunda a sexta-feira. Todas as entregas serão realizadas no período de até 2h após a compra. As entregas pela nova modalidade serão feitas para compras pelo site www.panvel.comAlô Panvel ou pelo App Panvel. Também será possível acompanhar o status da entrega do pedido. A iniciativa será gradativamente estendida para outras regiões de Porto Alegre.


A novidade se soma a uma série de iniciativas tomadas pela Panvel mirando a sustentabilidade. No ano passado, a marca incrementou o seu projeto de uso de energia renovável a partir da inauguração de novas Usinas Fotovoltaicas. As quatro unidades em operação atualmente serão responsáveis pela redução da emissão de 844 toneladas de CO2 por ano na atmosfera, o equivalente ao plantio anual de 84 mil árvores.


Outro projeto de destaque é o Troco Amigo, que ao longo de mais de 11 anos já arrecadou mais de R$ 11,5 milhões a partir do troco doado pelos clientes nas lojas da rede para serem entregues para hospitais promoverem a melhoria do atendimento. Neste total, está incluso o valor de R$ 1 milhão doado pela Panvel ao programa para o combate ao covid-19.


“Sustentabilidade está além das questões ambientais, estamos comprometidos em dar o exemplo na construção de alternativas que promovam o crescimento sustentável nos aspectos econômico, social e ambiental”, afirma o diretor-presidente da Panvel, Julio Mottin Neto.


Fonte: Panorama Farmacêutico