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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

OBA FECHA O ANO COM MAIS DE 70 LOJAS

Abertura de unidades nos formatos Farm e Way agregam valor à marca que cresce dois dígitos em receita

Por Redação


Com o avanço da vacinação no Brasil e a retomada da confiança do consumidor em realizar atividades de entretenimento e consumo que haviam reduzido durante a pandemia, o setor de varejo alimentar tem se mostrado desafiador. Mesmo assim a companhia segue o ritmo de expansão de receita de 2 dígitos e abertura de novas lojas como retrata o relatório aos investidores. Neste segundo semestre, o Oba chegou à Ribeirão Preto, Sorocaba, Santos. Houve a reabertura de Piracicaba no formato Oba Way e a próxima inauguração em 09 de dezembro será na cidade de Itatiba. Assim, o Grupo Fartura deve encerrar o ano com mais de 70 lojas, 2 centros de distribuição e um frigorífico próprio.


No interior paulista, o Oba Farm gera aproximadamente 200 postos de trabalho, fato comemorado pela gestão pública e população local. Com decoração temática, inspirada em fazendas do mundo todo e com personagens animados que interagem com os clientes, a nova experiência de compra chega com tudo o que o Oba tem: frescor, mix completo de produtos, garantia de origem e carinho no atendimento.


O conceito Farm é diferenciado e está presente em todos os ambientes. Tanto o lado de fora, quanto o de dentro fazem referência a um celeiro. “Estamos muito felizes em poder chegar a Santos e proporcionar uma experiência única aos moradores. Nós pensamos em trazer para a cidade um pedacinho da fazenda, com o conceito Farm, que conta com personagens interativos e um cenário que lembrasse essa ideia”, conta Janaína Borges, gerente de Marketing do Oba Hortifruti.


A parte externa é inteira trabalhada com madeira e já possui mascotes para encantar a todos. E, ainda, ao entrar na loja, tudo é pensado nos mínimos detalhes, focando sempre na experiência dos clientes.


As gôndolas e todos os corredores fazem alusão a uma fazenda e todos os espaços são pensados para promover um momento incrível. Para a alegria não só dos pequenos, mas de toda a família, a loja conta com personagens lúdicos, como a Banana Esportista, o Papagaio Contador de Histórias, o Tomate Bombadão, o Sapo Cantor e muitos outros.


“Nós queremos que a família se divirta fazendo as compras e que as crianças sejam estimuladas, desde cedo, a terem uma alimentação e um estilo de vida saudáveis”, ressalta Janaína. “Nosso objetivo é lembrar os clientes da qualidade e origem dos nossos produtos”, termina.


Conforme a rede, a proposta garante ao cliente a possibilidade de fazer uma parada rápida e poder escolher alimentos que já estão prontos para o consumo, levando para casa – ou para qualquer outro lugar – o que há de melhor e itens de qualidade. Trata-se de uma seleção de produtos para quem não tem tempo a perder.


O visual único, padrão da marca, se diferencia da primeira unidade instalada na cidade, com conceito Farm, que possui ambientação temática inspirada em fazendas.


Fonte: Super Hiper

QFLASH SE UNE A CHILLI BEANS PARA DAR CRÉDITO A FRANQUIAS

 


A fintech estruturou uma oferta para financiar 170 novas unidades da rede de óticas da Chilli Beans até 2022. Parceria prevê ainda linhas para reformas e lojas de rua.


Por Moacir Drska


Em 2020, após a chegada da Covid-19, Caito Maia, fundador e CEO da Chilli Beans, decidiu que era o momento de olhar com mais atenção para uma nova frente: a Ótica Chilli Beans, marca lançada um ano antes, dentro da ambição da grife de ir além dos óculos de sol que fizeram sua fama no mercado.


Depois de ganhar visibilidade nos planos da empresa, a área está no centro de uma nova iniciativa da companhia, antecipada com exclusividade ao NeoFeed. A Chilli Beans acaba de lançar uma linha de crédito destinada aos seus franqueados e ao financiamento da expansão da sua rede de óticas.


Para viabilizar essa estratégia, de olho nas perspectivas de reabertura gradual da economia, a marca fechou um acordo com a QFlash. Especializada em crédito digital, a fintech estruturou uma oferta voltada especificamente às demandas e dinâmicas da parceira.


“Já imprimimos a placa da loja 100 da ótica e percebemos que tínhamos uma oportunidade de crescimento gigantesca nas mãos, com a vacância nos shoppings”, diz Maia, ao NeoFeed. “Encontramos um parceiro que comprou essa ideia e vamos colocar esse projeto na rua com velocidade.”


A linha começou a ser gestada em fevereiro deste ano, quando a QFlash foi procurada pela Chilli Beans. “Eles nos mandaram todo o histórico da rede e, a partir desses dados, entregamos um modelo que fazia sentido para o franqueado médio da empresa”, afirma Carlos Maggioli, CEO da QFlash.


A linha é centrada na abertura de lojas em shopping centers, cujo investimento gira em torno de R$ 250 mil a R$ 300 mil, com taxa de retorno entre 24 e 30 meses. E envolve a oferta de crédito fumaça, como são chamadas as operações realizadas com base em projeções de recebíveis futuros.


Com taxas flutuantes, o modelo se adapta à sazonalidade das receitas do franqueado. Se ele vende mais em um determinado mês, pagará um índice condizente com esse ganho. Da mesma forma, as condições são mais favoráveis caso as vendas sejam mais fracas em outro período.


A contratação é 100% digital e o dinheiro entra na conta do franqueado em 24 horas. Os empréstimos incluem taxas a partir de 1,49% ao mês, com prazos de cinco anos e carência de seis meses.


“A expectativa é de que cada loja fique pronta em três meses”, explica Maggioli. “Então, o franqueado ainda tem três meses para começar a performar antes de iniciar o pagamento da dívida.”


As operações estão sendo financiadas por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Até o fim do ano, a projeção é captar R$ 15 milhões e, em 2022, a meta é de R$ 60 milhões.


Neste ano, a cifra vai financiar a abertura de 50 lojas da rede – metade dessa base já está contratada. “Vamos fechar o ano com uma ótica em cada capital do País”, diz Maia. “Em 2022, a meta é inaugurar 120 unidades e chegar a 270 pontos.” Hoje, a rede tradicional da empresa conta com mais de 900 lojas.


A Chilli Beans e a QFlash já programam o lançamento de outras linhas no início de 2022. A primeira terá como foco a expansão em lojas de rua, que demandam um aporte de R$ 150 mil. Já a segunda, será centrada no financiamento das reformas das unidades de óculos de sol.


“Temos um estudo que mostra que as vendas aumentam 30% após uma reforma”, explica Maggioli. Ele diz que já há conversas para avançar em outros produtos de crédito com a parceira. Entre eles, a antecipação de recebíveis de cartão de crédito.


“O mercado franqueador é muito tímido em serviços financeiros voltados aos franqueados. Há muita discussão e pouca prática”, diz Fabricio Winter, sócio da consultoria Boanerges & Cia. “Um caso desses, com uma marca conhecida por ter um posicionamento inovador, vai puxar outras iniciativas.”


Winter destaca o fato de a rede ter o histórico dos franqueados, o que facilita a oferta com menos risco e taxas mais competitivas. Mas faz um alerta. “O desafio é a velocidade de captação versus a demanda”, diz. “São volumes relativamente baixos, mas a procura vai ser grande e isso precisa ser equacionado.”


Os dois parceiros dizem que esse ajuste fino tem sido feito a partir da monitoração da demanda e do capital necessário para apoiá-la. E, do lado da Chilli Beans, as perspectivas quanto ao potencial da nova marca são, de fato, bem positivas.


O braço de óticas já responde por 20% da receita da empresa, que projeta superar R$ 1 bilhão em faturamento em 2022. Em outro indicador que dá a medida da relevância dessa nova frente, o tíquete médio nas óticas é de R$ 984, contra R$ 302 na linha tradicional.


“Cerca de 88% dos consumidores da ótica não tinham conexão com a Chilli Beans”, afirma Maia. “Estamos trazendo um público novo, que está acostumado a ser atendido de um jeito super careta, duro, com avental branco. E esse é um mercado quatro vezes maior do que o de óculos escuros.”


Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica), o setor movimenta, em média, mais de R$ 20 bilhões por ano. De olho nesse número, em 2022, a Chilli Beans vai investir R$ 30 milhões em uma fábrica para internalizar parte da produção de lentes que abastecem a sua rede.


O modelo construído a quatro mãos com a Chilli Beans também está abrindo outra via de crescimento para a QFlash. A empresa incorporou o produto em seu portfólio e planeja buscar novos contratos para desenvolver projetos customizados de crédito para redes de franquias.


“Até o fim do ano, a prioridade é garantir que a linha da Chilli Beans está estável. Mas já temos conversas e, a partir de 2022, vamos ao mercado”, diz Maggioli.


Fundada em 2017, a partir da Quasar Asset, gestora com mais de R$ 3 bilhões em ativos, a 

QFlash começa a ganhar escala como o motor de funding e crédito por trás de empresas de diferentes setores. As ofertas incluem antecipação de duplicatas, de cartões e de capital de giro, entre outras modalidades.


Com clientes como Ducoco e Arquivei, e a conquista de contratos recentes, cujos projetos chegarão ao mercado no próximo ano, a fintech projeta encerrar 2022 com R$ 1 bilhão sob gestão. Em 2021, esse montante estará na casa de R$ 100 milhões.


Parte do avanço recente veio na esteira de um aporte de R$ 25 milhões em setembro de 2020, liderado pela Valor Capital. “Devemos ter uma rodada série B, provavelmente, no segundo semestre de 2022”, diz Maggioli. “Vamos segurar um pouco, até porque estamos em um momento forte de expansão.”


Do lado da Chilli Beans, que já teve como sócio o fundo Gávea Investimentos, a busca por um novo investidor não está, a princípio, no radar. Mas Mais não descarta uma abertura de capital no médio prazo.


“Temos uma queda para um IPO nos próximos anos, mas não temos pressa”, afirma. No momento, prefere dar foco às possibilidades da parceria com a QFlash. “Essa linha dá um banho no que os bancos oferecem. Vamos cutucar muita gente, trazer reflexões e abrir portas no mercado.”


Fonte: Neofeed

Primeira Casa Riachuelo no formato phygital é inaugurada em São Paulo

Nova loja traz um amplo portfólio players que podem ser encontrados apenas no marketplace.

Imagens: Divulgação

rede varejista Riachuelo inaugurou, nesta quarta-feira (1º), a primeira Casa Riachuelo no formato phygital (mistura e físico e digital) do Estado de São Paulo. A loja da marca de itens de casa, mesa e banho possui cerca de 800m² e está localizada no piso Lirio, do shopping Anália Franco, na zona Leste da capital paulista.

Considerada a maior Casa Riachuelo do Estado, a nova loja está dividida por lifestyles diferentes e traz itens de decoração como, tapetes, produtos para cama, banho, mesa posta, cortinas e linha infantil. Além disso, oferece um portfólio com outros players que podem ser encontrados apenas no e-commerce e integram o marketplace da Riachuelo, como eletroportáteis, móveis e itens para os pets de marcas consolidadas, como Sun House, Oster, Cadence, Fom, Karsten, Buddemeyer e Santista.

“Seguimos focados no ‘one stop shop‘ e em diversificar o portfólio da Riachuelo oferecendo aos nossos clientes uma jornada de compra completa, seja no ambiente físico, seja no digital. Estamos fortalecendo essa frente de negócio, buscando novidades e criando lojas proprietárias da Casa Riachuelo, que já estava presente como um departamento em todas as operações da Riachuelo”, conta Edgard Nicola Sanches, diretor comercial da Casa Riachuelo.

Primeira Casa Riachuelo no formato phygital é inaugurada em São Paulo

O espaço da loja chega também com uma proposta diferente e apresenta o espaço Gamer, dedicado aos produtos como notebooks, mouses, monitores, set-ups e outros itens tecnológicos para equipar escritório.

A nova loja da Casa Riachuelo lança ainda um serviço inédito: o espaço de Flores Ornamentais, que oferece uma experiência diferenciada, na qual o consumidor poderá adquirir arranjos de flores artificiais para decorar a casa.

“Estamos muito felizes em sermos o primeiro shopping do Estado de São Paulo a receber o novo projeto da Casa Riachuelo. A loja está linda, com diversas linhas de produtos e espaços exclusivos. Temos certeza de que será um complemento de peso para o nosso mix e encantará os nossos clientes”, comenta Fabíola Soares, superintendente do Shopping Anália Franco.

Fonte: Mercado & Consumo

O que varejistas de pequeno e médio porte precisam fazer para crescer?

A resposta é simples e consiste em trabalhar três pilares: padrões de atendimento, produtividade em vendas e aprimoramento contínuo.


Quem já ouviu a citação de Peter Drucker (dentre os muitos títulos, é considerado o pai da administração e gestão moderna) que diz “Cultura come estratégia no café da manhã”? Converso todos os dias com centenas de clientes e as dores são muito similares, desde quando varejo é varejo: resultados de vendas insatisfatórios, necessidade de motivação da equipe, rotina agitada que acaba tomando conta do tempo que deveria ser dedicado a colocar ordem na casa, baixa produtividade na abordagem aos clientes e, consequentemente, baixos resultados em vendas.

Sabe por que isso acontece? Quando você idealizou a sua marca e a sua loja, ou até mesmo quando decidiu tornar-se o franqueado de alguma marca, você definiu ou recebeu orientações bem definidas de como deve ser a cultura da empresa, como conduzir as operações nas lojas, mix de produtos e coleções, como os profissionais de vendas precisam atender o cliente e como fazer a gestão disso tudo.

Mas, de repente, no meio desse caminho perfeitamente definido, a jornada da sua empresa se depara constantemente com vários desafios: mudanças do mercado e incorporação de novas ferramentas, canais e tecnologias ao modelo de negócio, necessidade de mudança de mindset das pessoas e, consequentemente, resistência, baixa produtividade, alta rotatividade, o que é urgente se tornou prioridade – em vez de as pessoas focarem no que é importante para o negócio – e surge a necessidade de rever tudo aquilo que você tinha definido como o caminho ideal para a sua empresa. Subculturas contrárias a tudo o que você idealizou se estabelecem entre as pessoas do seu negócio. É o “presságio” de Peter Drucker se concretizando em sua vida. Você precisa implementar mudanças rapidamente para continuar a manter viva a sua empresa!

Como uma empresa é feita de pessoas, desenvolver uma cultura positiva, centrada no time, é fundamental para a perenidade do negócio. Para implementar esse processo de transformação cultural da sua empresa, sugiro utilizar o que chamo de “A jornada dos 6 P’s da cultura centrada no time”:

  1. Problema: você deve identificar onde estão todos os problemas que precisa resolver na sua empresa. Não faça esse passo a passo sozinho. Envolva o seu time e solicite contribuições desde a primeira fase. Assim, se sentirão parte da solução e não apenas do problema.
  2. Pesquisa: faça uma pesquisa para encontrar alternativas e possíveis soluções para esses problemas.
  3. Processos: revise todos os seus processos e identifique os pontos críticos que precisam ser modificados, eliminados ou otimizados.
  4. Planejamento: desenvolva um plano de ação detalhado, com tudo o que você vai precisar fazer para implementar essas mudanças.
  5. Pessoas: trabalhe no desenvolvimento do seu time para que os problemas comecem a ser resolvidos.
  6. Performance: acompanhe os resultados, dê feedbacks constantemente e se faça mais presente. Sempre que identificar um novo problema, repita o ciclo.

Mas, por onde começar? Qual caminho vai ser mais assertivo e gerar maiores resultados? A intensidade e foco de cada modelo de negócio pode variar de acordo com cada necessidade. Entretanto, pela minha experiência, trabalhar esses três pilares principais costuma gerar maiores resultados.

Pilar 1: Padrão de atendimento

Seu negócio é digital, físico ou phygital (modelo híbrido, em que opera nas duas esferas)? Você tem padrões de atendimento estabelecidos que respeitam as regras de cada canal? Se você não estabelece esses padrões, o seu time vai fazer por você. Cada um da forma que acha mais apropriada. E, se for assim, como você garante unidade de atendimento e omnicanalidade para a sua marca? Você precisa ter um padrão de atendimento bem estabelecido para deixar uma assinatura do atendimento que seja a cara da sua marca, independentemente do canal que utilize para prestar um atendimento de excelência ao cliente.

Pilar 2: Produtividade em vendas

Como está a consolidação dos seus resultados, políticas de portas abertas e gestão à vista? As ferramentas que utiliza permitem uma visão detalhada de cada um dos seus KPIs, individualmente, dos resultados de cada loja e do resultado de toda a rede em apenas um rápido olhar, conferindo a agilidade de acompanhamento que o varejo exige? Você precisa ter ferramentas bem consolidas, de forma que o seu time se sinta genuinamente responsável pelos seus próprios resultados. Além disso, é importante utilizar as técnicas certas para o desenvolvimento de cada colaborador, focado na aplicação de um coaching de vendas, focado no aumento de produtividade.

Pilar 3: Aprimoramento contínuo

E, por último, um dos pontos principais: você precisa incorporar a cultura de aprimoramento contínuo à cultura da sua empresa, uma vez que esta é uma subcultura extremamente positiva e que incentiva o crescimento profissional e melhoria da qualidade de competências e habilidades das pessoas que compõem o seu time. Quando a cultura de aprimoramento contínuo é instaurada, as pessoas se sentem mais valorizadas e motivadas. Atrelando a processos de reconhecimento, você conseguirá trabalhar a retenção e diminuir níveis de rotatividade. Além de diminuir índices de resistência à mudança e trabalhar flexibilidade de mindset, deixando as pessoas mais abertas aos processos de transformação.

Os três pilares, trabalhados em conjunto com o a Jornada dos 6 P’s, quando incorporados à rotina das empresas de varejo, provocam a transformação no comportamento cultural dos indivíduos e proporcionam a implementação de uma cultura centrada no time, com crescimento nos resultados de vendas e consolidação da marca de uma forma geral.

Roberta Andrade é gerente de Soluções da Friedman.
Imagens: Shutterstock e Acervo pessoal/Roberta Andrade

Fonte: Mercado & Consumo

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

BLACK FRIDAY FRACA DESAFIA VAREJO NO NATAL


Fluxo nas lojas físicas no fim de semana ficou abaixo da média do mês de novembro e teve alta tímida em relação ao ano passado

Por Adriana Mattos


Foi a pior Black Friday da história, desde que o evento chegou ao país em 2010, o que aumenta a pressão sobre o varejo para o Natal – num momento de maior risco de uma nova onda de contágio pela variante africana da covid. O desempenho nominal e real (descontada a inflação) ficou abaixo dos números mais fracos de 2016 e 2017, apurados por empresas de pesquisa em consumo.


“O Natal precisa ser bom para aliviar essa ‘Black’ e salvar o fim do ano. Nossa dependência para as vendas de dezembro cresceu”, disse ontem o diretor de uma rede de eletrônicos com 100 lojas. Supermercados e “marketplaces” de alimentos se saíram melhor neste ano do que eletrônicos e móveis. Varejistas de capital aberto podem divulgar hoje dados, com expansão acima do mercado – algo não tão difícil de ocorrer considerando a alta geral fraca. Isso ainda estava sob análise ontem, dizem fontes.

A partir desta semana, o foco passa a ser retomar as negociações com a indústria para ajustar pedidos já feitos para o fim de dezembro. Isso ocorre após análise do que foi possível desovar de estoques no evento, e o que ainda continua “empatando” os armazéns. “Agora, vamos ver se o produto que temos que ter no fim do ano, o que é essencial, pode atender o Natal. É um trabalho cirúrgico, porque mesmo com as liquidações de janeiro, ninguém quer virar o ano com inventário cheio por causa do alto custo financeiro dos estoques, após o aumento da Selic”, diz o diretor da rede ouvido.


Dados de venda on-line mostram alta nominal no faturamento de 5% e 6% entre quinta e sexta-feira sobre 2020, segundo as empresas NielsenIQ Ebit e Neostrust, respectivamente. Portanto, há queda real de um dígito médio – considerando a elevação de preços de bens duráveis de 11,65% em 12 meses (IPCA). A quantidade de pedidos caiu 9% e ficou estável, respectivamente, na pesquisa de cada uma das consultorias. A alta real é relevante para se verificar como anda o volume vendido no país.


Um das justificativas de alguns executivos para esse número fraco é a forte base de comparação do comércio eletrônico em 2020, ano de pandemia, quando as vendas subiram 25%. Ocorre que, em anos anteriores, mesmo de recessão, a Black Friday conseguiu crescer dois dígitos em cima de bases fortes, o que não se repetiu agora. “Se o Auxílio Brasil tivesse chegado em novembro, daria uma mãozinha, pelo menos”, diz o superintendente de uma cadeia de lojas.


Como há produtos na cesta do IPCA com aumento na inflação de até 19,9% em 2021, como é o caso das TVs (15,7% em consoles e 17,1% em refrigeradores), o desempenho real pode ser menor ou maior, a depender da venda por categoria.


Até então, o pior desempenho na Black Friday havia sido em 2017, quando a NielsenIQ Ebit apurou alta nominal de 10,3% entre quinta e sexta-feira, mas com ganho real porque houve deflação de 2,6% em eletrônicos no acumulado. Em 2016, ano de recessão, a Black cresceu 17% para uma inflação de eletrônicos de 5,3%.


Cálculos feitos pela NielsenIQ Ebit a pedido do Valor mostram expansão de 14% nas vendas nominais de 18 a 26 de novembro sobre 2020, incluindo as datas com demanda um pouco mais forte no começo da semana passada. Também é válido aqui o efeito da inflação acumulada. Em relação a 2019, a expansão foi de 52,4% – no acumulado dos dois anos, a inflação de eletrônicos foi de cerca de 25%.


Outro levantamento obtido pelo Valor, da consultoria Virtual Gate, sobre tráfego em lojas em 1,9 mil pontos (um bom indicador de vendas) mostra que a circulação subiu só 1,6% na Black Friday. É uma alta tímida sobre a base fraca do ano passado, quando a maioria dos pontos de venda estava fechada. Era esperado um aumento de tráfego de 5% a 10% na comparação com 2020. Em relação a 2019, há retração de 47,2% na circulação.


“Além da renda em queda nas classes C e D, que compram mais em lojas, ainda há um receio em circular em certas praças por causa da covid”, diz Heloisa Cranchi, diretora da Virtual Gate.


A pesquisa considera lojas de móveis, construção, farmácias, moda e itens de uso pessoal (cosméticos). “Se a Black fosse melhor nas lojas, nós projetaríamos um Natal mais forte. Mas agora, estamos revisando a estimativa de tráfego em Natal de uma alta de 10% para uma expansão de 3%, e queda de 30% sobre 2019”, disse ela.


Especialistas lembram que, naturalmente, os valores absolutos sobem em 2021 – com alta de 5%, a soma alcançou R$ 4,2 bilhões na pesquisa da NielsenIQ Ebit -, mas esses recordes em valor ocorrem todos os anos. Por isso a atenção maior do mercado está no ritmo de crescimento.


Segundo a Virtual Gate, apesar do aumento na demanda nos dois a três dias anteriores à data oficial do evento em lojas e sites, gerando expectativa positiva, a expansão se desacelerou na sexta-feira.

Grandes cadeias, como Via, Americanas e Magazine Luiza cresceram acima da média do mercado, dizem fontes, como já ocorre todos os anos. Mas não há informações se essa diferença de expansão delas, em relação ao restante do setor, perdeu ou ganhou força frente aos outros anos. Esta era a dúvida do mercado ontem, segundo analistas e gestores ouvidos.


“É um problema do tipo ‘eu contra eu mesmo’, ou seja, se eu estou indo melhor em relação aos meus anos anteriores ou se desacelerei”, disse Cranchi. Marketplaces com foco em alimentos e produtos importados da China teriam crescido mais na Black Friday deste ano, dizem fontes.


Sites como Shopee, Wish, Shein e Aliexpress teriam ajudado a abastecer pequenos comerciantes, alguns informais, que vendem na Black Friday, o que pode levar estes a ganhar mercado sobre plataformas brasileiras. “Alguns desses sites vendem muitos acessórios eletrônicos e eletroportáteis. Então é engano achar que eles não competem tanto conosco”, diz o diretor da varejista que possui 100 lojas.


O Mercado Livre informou na quinta-feira, que as vendas de alimentos cresceram 300% entre terça e quarta-feira passadas, e foi um dos destaques do ano. A Americanas informou ontem que, na sexta, a quantidade de itens de supermercado vendidos por WhatsApp, retirada de pedidos on-line na loja ou entrega direto da loja foi 19 vezes superior a 2020. Com isso, a venda cresceu sete vezes na categoria. Entre os produtos mais comprados pelos clientes estão bebidas, hortifruti, chocolates, fraldas e produtos para animais de estimação.


“Temos que lembrar que há desempenhos muito heterogêneos, como foi no varejo durante toda a pandemia”, disse Eduardo Terra, sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria.


Fonte: Valor Econômico

AREZZO&CO COMPRA CAROL BASSI E ENTRA NA MODA FEMININA


Empresa paga R$ 180 milhões pela marca e planeja a abertura de 15 a 20 lojas nos próximos dois anos

Por Geraldo Samor


Em meio a especulações sobre uma possível oferta pelo Grupo Soma, a Arezzo&Co fechou na madrugada de hoje a aquisição da marca Carol Bassi, colocando a companhia dos Birman pela primeira vez no vestuário feminino.


A Arezzo está pagando R$ 180 milhões — em dinheiro e ações — com a maior parte desembolsada em até um ano depois do fechamento da operação. Outros R$ 40 milhões poderão ser pagos a título de earnout se a marca atingir certas metas entre 2022 e 2025.

Carol Bassi e seu marido, Caio Campos, que administra o negócio e tem 25 anos de experiência em moda, ficarão vinculados à marca no mínimo pelos próximos quatro anos.


“A Carol é a síntese da mulher independente, self made, digital e 100% criativa,” o CEO Alexandre Birman disse ao Brazil Journal. “Chegamos, em excelente companhia, ao vestuário feminino.”


A marca vai faturar R$ 58 milhões este ano, com R$ 36 milhões vindo de sua única loja física, no Shopping Cidade Jardim — o maior faturamento por loja de que se tem notícia entre as marcas independentes.


Outros R$ 15 milhões vêm de 90 lojas multimarcas e de uma loja pop-up que abriu em outubro no Village Mall, no Rio. O EBITDA deste ano será de R$ 22 milhões, no que Birman disse ser “a maior margem do setor.”


Para 2022, a Arezzo&Co espera que a marca faça R$ 110 milhões de receita — um crescimento de 100% — com EBITDA de R$ 30 milhões.


Em seu Investor Day agora de manhã, a Arezzo&Co vai dizer ao mercado que espera abrir de 15 a 20 lojas Carol Bassi nos próximos dois anos, além de desenvolver as categorias de calçados e bolsas para a marca — com price points de R$ 890 e R$ 2 mil, respectivamente — e abrir mais portas para Carol no canal multimarcas.


A marca ainda não tem um site de ecommerce independente, mas cerca de R$ 20 milhões das vendas já são feitas pelo Whatsapp, principalmente para clientes da loja do Cidade Jardim.


Essa comunidade digital é formada por 55 grupos de Whatsapp que mais de 8 mil mulheres usam para ficar em contato direto com as vendedoras. (Os grupos são atualizados duas vezes por dia com os lançamentos da marca.)


“Uma grande oportunidade aqui será obviamente o ecommerce,” disse Birman.

O Instagram Carol Bassi Brand tinha 329 mil seguidores agora de manhã, e o perfil pessoal de Carol, 370 mil.


A empresária havia sido abordada primeiro pelo Grupo Soma, mas a Arezzo&Co atravessou a operação, em mais um sinal da concorrência crescente entre as duas empresas.


Além da aquisição da Carol Bassi, a Arezzo&Co deve apresentar no Investor Day a primeira coleção de roupas da Schutz, que chegará às lojas em março.


As duas iniciativas são parte da estratégia da empresa de ganhar share no mercado de vestuário feminino para as classes A/B, que movimenta R$ 15 bilhões por ano no Brasil — um mercado endereçável igual à soma dos dois mercados em que a Arezzo já atua: calçados e bolsas femininos A/B e vestuário masculino A/B.


No caso da Schutz, a empresa espera que a venda de roupas represente metade do faturamento total da marca até 2026.


A aquisição de hoje é o reconhecimento de uma jornada que começou quando a adolescente Anna Carolina Pellegrini Bassi ainda cuidava do visual merchandising da empresa dos pais, a Guaraná Brasil, antes de montar sua própria marca em 2014, no fundo de uma loja dos pais, na Alameda Lorena. Ela tinha quatro araras, uma mesa no meio, e muita vontade de trabalhar.


Numa entrevista à Forbes em outubro, Carol lembrou o começo difícil:

“Eu estava em um momento muito triste da minha vida. Tinha me separado, estava criando os meus dois filhos e trabalhando na empresa dos meus pais com amor e carinho. Mas eu não me sentia completa. Era como se eu estivesse acordando e dormindo sem muito propósito. Na vida, muitas vezes, a gente precisa de alguém que nos coloque em uma situação de risco, no sentido de ‘é o teu momento’. Vai e arrisca. E aí nós arriscamos. Resolvi montar a Carol Bassi. Sentei com a minha família, pra falar tudo isso. E não é fácil. Não é como se eu, de repente, descobrisse que queria ser arquiteta ou fotógrafa e iria navegar em outro oceano. Era o mesmo oceano, o mesmo trabalho — mas eu queria ter a minha marca. Eu sentia essa necessidade. O Caio (marido de Carol) falou: “Por que não? Uma marca com o teu nome, uma marca com o teu DNA, com o teu espírito, com a tua alma, com a tua luz.”


O resto é história:


“As pessoas não sabiam o meu nome. Eu não tinha um nome escrito na porta. Elas atravessavam a loja dos meus pais e procuravam: ‘cadê aquela moça que faz uns casaquinhos?’, ‘cadê aquela moça que faz um jeans’? Era muito boca a boca. As coisas foram acontecendo, e de repente eu me vi, em uma única loja, com um faturamento muito maior que a rede inteira dos meus pais; os meus pais transbordando de orgulho por essa conquista minha. Nunca vou esquecer o domingo em família que meu pai virou para mim e disse: ‘olha, está na hora de eu te entregar a chave da loja, tirar o meu time de campo e passar o bastão para você, porque de fato, você vai começar o seu próprio legado, com a Carol Bassi’.”


Carol tinha 40 anos à época. O Fato Relevante registra os nomes dos seus sócios na empresa que acaba de ser vendida: seu Arnaldo e dona Anna. O Itaú BBA assessorou Carol Bassi, que trabahou com o BMA.


Fonte: Brazil Journal

NO MERCADO LIVRE, 80% DOS PRODUTOS MAIS VENDIDOS NA BLACK FRIDAY FORAM DE SUPERMERCADOS


Categoria cresceu 540% em volume ante o mesmo período do ano passado

Por Redação


Levantamento do Mercado Livre mostra que de cada 10 produtos vendidos na Black Friday, oito foram de supermercados. Isso representou um crescimento de 540% em volume e 310% em GMV (valor bruto da mercadoria), ante o mesmo período de 2020. Foram produtos de parceiros como GPA, Nestlé, Ambev, Heineken, Big, entre outros.


De acordo com Fernando Yunes, que lidera a operação do Mercado Livre no Brasil, a inflação levou o consumidor a priorizar itens do dia a dia. “As famílias com o poder aquisitivo pressionado queriam trocar de celular e resolveram segurar mais um pouco. Decidiram pegar promoções de itens de gasto recorrente, como papel higiênico, alimentos em bastante volume, produtos de cozinha, de limpeza, comida de pet”, afirma Yunes. A plataforma representa cerca de 30% das vendas no mercado digital.


O executivo avalia ainda que em relação aos preços, pode haver a percepção de que o evento não teve grandes descontos, mas a indústria e os varejistas se esforçaram. “Quando o preço sobe 20% e, na promoção da Black Friday, o desconto é de 20%, o consumidor final —que não está preocupado com os custos, com a matéria-prima e com o dólar— pensa que é o mesmo preço de um tempo atrás.”


Segundo Yunes, a plataforma ganhou participação de mercado. Dados do ecommerce apontam para crescimento de 5% a 6% no faturamento da Black Friday neste ano. Com o desconto da inflação, no entanto, as vendas ficaram até 5% menores na comparação com 2020.


Fonte: S.A. Varejo