86S3kuextR2S3YWJ_kx2UbklxpY

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

MODELO LEVE GANHA PESO NA REDE HORTIFRUTI



Hortifruti Natural da Terra acelera expansão com formato de proximidade]

Por Redação

Desde janeiro, a rede Hortifruti Natural da Terra abriu seis lojas do modelo Leve, que atua no conceito de proximidade. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, a rede revela que mais uma unidade será inaugurada no Rio de Janeiro no final do mês, chegando a 20 pontos de venda do formato. “Lançamos o modelo em 2018, por meio de duas lojas adquiridas. Com ele, preenchemos espaços onde não conseguimos abrir uma loja full, seja por falta de espaço ou de demanda.” Até dezembro, outras seis operações compactas devem ser inauguradas, incluindo a segunda em São Paulo. “A meta é continuar nesse mesmo ritmo nos próximos anos”, afirma Elizandra Travezani, gerente regional de operações da rede e responsável pelo projeto Leve.  

Americanas Fortalece Negócio

Para a executiva, a aquisição da rede pela Americanas, anunciada no último mês, deve acelerar ainda mais a expansão do negócio. Em 2021, também já foram abertas quatro lojas do modelo padrão, que deve receber mais nove unidades ainda neste ano. “A princípio, o objetivo é seguir ampliando no Rio de Janeiro, a partir da bandeira Hortifruti Leve, e em São Paulo, com a Natural da Terra Leve”, antecipa Elizandra. Outro projeto que vem sendo validado na rede é a dark store, para vendas online. Em funcionamento há um ano, a unidade está localizada na capital fluminense e processa de 50 a 60 pedidos por dia. “A dark store ainda tem uma representatividade baixa, mas tem oportunidade de crescimento. Queremos testar outros modelos de loja e formas de vendas.”  

Lojas Full Abastecem Modelo Leve
  
Com tamanhos entre 140 m² e 200 m², o modelo Leve responde por 6% da receita da Hortifruti Natural da Terra e opera por meio de “lojas-mãe” – que são unidades do modelo tradicional, têm em torno de 700 m², ficam a 1 km de distância e abastecem as filiais menores. “O mix de Leve tem 2.500 SKUs, enquanto nas lojas full são mais de 7 mil itens. Os departamentos são parecidos, mas a variedade muda. Nas filiais menores focamos nos produtos de maior giro e não temos administrativo, nem produção no local, como de saladas de frutas e sucos.” Segundo a executiva, os pontos de proximidade não contam com e-commerce, mas entregam pedidos feitos por WhatsApp, num raio de até 500 metros.

Fonte: GiroNews

Varejo atual precisa estar “próximo, disponível e pronto para o cliente”

Análise é do CEO do Grupo Nós, joint venture formada por FEMSA e Cosan; Rodrigo Patuzzo participou do Latam Retail Show.

Imagem: Divulgação

O varejo atual tem três dimensões e não apenas uma, como era até pouco tempo. “Estar próximo, disponível e pronto para o cliente é fundamental. Essa é a forma que a gente enxerga o varejo hoje”, analisa o CEO do Grupo Nós, Rodrigo Patuzzo. Ele foi um dos palestrantes do segundo dia do Latam Retail Show, principal evento de varejo e consumo B2B da América Latina, nesta quarta-feira (15). O evento tem cobertura especial da plataforma Mercado&Consumo e ocorre até esta quinta-feira (16).

O Grupo Nós é uma joint venture formada Femsa e Cosan. No Brasil, a empresa possui duas marcas, a rede de lojas de conveniência dos postos de gasolina Shell, Shell Select, e o mercado de proximidade Oxxo, que está sendo implementado no País.

O painel do qual Patuzzo participou tratou do tema Ecossistema de Negócios, que vem permeando o varejo e o consumo no mundo todo. Esse conceito consiste em um modelo de organização empresarial que tem como base uma integração sinérgica de diversas frentes de atuação, apoiadas em diferenciais competitivos ligados à tecnologia e ao digital.

Outro case apresentado foi o da Dasa, um ecossistema que reúne hospitais, medicina laboratorial, aplicativo e outras frentes no setor de saúde. Danilo Zimmermann, diretor-geral de Tecnologia e Transformação Digital da Dasa, comentou que o maior proposito do ecossistema é atuar de maneira preventiva e cuidar de todo o clico de saúde do paciente. “E trazendo uma experiência única e perfeita.”

A importância da tecnologia e dos dados

Durante o painel, ambos os convidados ressaltaram a importância das tecnologias e dos dados para conseguir construir e aprimorar esses diferentes ecossistemas. Patuzzo destacou que a construção deve começar com as chamadas foundations, o processo de implementação de todas as plataformas tecnológicas.

O executivo também pontuou que um dos maiores desafios na criação do ecossistema de varejo é justamente a conexão entre as plataformas e os dados de uma maneira que sejam compatíveis e possam ser trabalhados juntos. “Um dos maiores desafios é colocar a cultura de inteligência de dados na cabeça das pessoas”, complementou Rodrigo Patuzzo.

Zimmermann contou que a Dasa investiu, nesses últimos cinco anos, um total de R$ 2 bilhões só na área de tecnologia e em suas diversas frentes. “Não dá para ter um ecossistema de saúde sem ter uma interoperabilidade e um grande data lake.”

“Nós desenvolvemos um algoritmo, que já estamos escalando, que auxiliará na predição de pré-diabéticos”, adiantou o executivo, enquanto salientava a importância de ter dados e conseguir desenvolver algoritmos como esse.

Fonte: Mercado & Consumo

As estratégias convergentes de Multiplan e brMalls

 

Imagem: Envato

Por Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls.

“Nossas estratégias são mais parecidas do que eu imaginava.” A conclusão, mencionada casualmente por Rodrigo Peres, da Multiplan, após comentário do Leo Cid Ferreira, da brMalls, sintetizou bem o painel sobre “Shoppings 5.0”, que eu coordenei nesta semana no Latam Retail Show.

De fato, os caminhos dessas duas empresas, gigantes do setor, são bastante convergentes, a começar pelo uso dos canais de vendas digitais. Tanto brMalls quanto Multiplan enxergam suas plataformas de e-commerce e assistentes virtuais como serviços prestados aos lojistas. A ideia é expandir o alcance das lojas para atender aos consumidores do entorno dos shoppings em todos os momentos. “O mundo não precisa de mais um marketplace. O que queremos é servir melhor o cliente e apoiar os lojistas”, explicou Leo Cid.

Ambas as empresas, em vez de investirem em plataformas de marketplace, decidiram utilizar seus próprios aplicativos para hospedar os shoppings virtuais. Aqui há uma pequena diferença: na brMalls, os aplicativos carregam o nome de cada shopping, enquanto a Multiplan explora a força da marca ao chamar seu app de Multi.

Outro ponto em comum é a importância que as duas companhias dão aos dados. Rodrigo Peres defende a ideia de transformar os shoppings da Multiplan em “data driven malls“. Para isso, conta com informações coletadas pelo app Multi e pelo programa de fidelidade MultiVocê para estabelecer pontes entre os clientes dos shoppings, lojistas e anunciantes.

Na brMalls, os objetivos estratégicos são conhecer profundamente os frequentadores, aumentar a proposta de valor para lojistas e anunciantes e fortalecer o relacionamento com os clientes. Tudo isso passa pela ambiciosa e necessária captura e gestão de dados, também obtidos a partir dos apps e programas de relacionamento. Leo Cid, que tem uma vasta experiência no mundo digital, sabe que o custo de aquisição do consumidor pesa na planilha das empresas. “O consumidor eu já tenho, não temos custo de aquisição. Então podemos explorar esses dados para ajudar os lojistas a fazerem campanhas para atrair o público”, explicou.

No entanto, o aspecto mais interessante deste painel no Latam Retail Show foi observar a visão compartilhada entre brMalls e Multiplan sobre o real significado dos shoppings. Rodrigo abriu sua apresentação mostrando um vídeo no qual seu pai, o Dr. José Isaac Peres, dizia: “É gratificante vender, mas é muito mais gratificante fazer as pessoas felizes. Meu negócio não é varejo, é dar prazer às pessoas”. Leo reforçou a ideia, ao confirmar que por trás de tudo isso está a ideia de felicidade. Nem poderia ser diferente, afinal, o propósito da brMalls é transformar seus shoppings em destinos de felicidade e oportunidade.

Vivemos tempos de transição, em que as coisas não são mais como eram, mas ainda não estão do jeito como vão ficar. Em meio a tantas dúvidas, não deixa de ser alentador perceber que duas das mais importantes empresas de shopping centers brasileiras possuem tantos pontos de concordância sobre o futuro do setor. Com generosidade e transparência, brMalls e Multiplan ofereceram, durante quase duas horas, valiosos insights para a indústria como um todo.

Fonte: Mercado & Consumo

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Harry Potter e Krispy Kreme: duas megalojas de NY que inspiram

Em recentes inaugurações, marcas traduziram sua identidade em espaços icônicos que geram filas de clientes na porta. Bastidores, coleções e experiências transportam o público para outro universo.


  Por Mariana Missiaggia 10 de Setembro de 2021 às 06:00
  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


Um cheiro, uma música, um sabor. Pode parecer pouco, mas basta uma boa sensação para que o consumidor estabeleça uma relação forte com a marca.

Especialistas dizem que a identidade de um negócio é o melhor caminho para uma permanência duradoura no mercado. Em um mundo tão competitivo, ter algum tipo de conexão com seu público é muito relevante para ter reconhecimento.

Desde o lançamento dos livros e filmes, o universo de Harry Potter criado pela escritora J.K.Rowling é exemplo de construção de marca. Duas décadas já se passaram desde a exibição do primeiro filme da saga e, ainda assim, tudo o que remete à marca, como empreendimentos e produtos licenciados, segue sendo sucesso absoluto.

A recente inauguração de uma megaloja em um dos endereços mais disputados de Nova York, nos Estados Unidos, por exemplo, diz muito sobre isso.

Aberta há pouco mais de dois meses, a maior loja temática do mundo vive lotada. De segunda a segunda, o estabelecimento se tornou um ponto turístico, que para se acessar, é necessário esperar em uma fila virtual.

Funciona da seguinte forma: ao chegar é preciso escanear um QR code na frente da loja que lhe incluirá numa lista de espera. Quando chegar a vez, uma mensagem de texto é enviada para o número cadastrado - uma forma encontrada para que o cliente fique à vontade para caminhar pela região sem ter a sensação de espera e tornar qualquer demora mais tolerável.


Na data de inauguração, fãs do jovem bruxo permaneceram horas em uma fila sob forte chuva para serem os primeiros a visitar a loja, de três andares e dois mil metros quadrados, em Manhattan. O novo espaço abriga a maior coleção de mercadorias de Harry Potter do mundo.

Tudo guiado por muitos lançamentos, produtos de alta qualidade, experiências lúdicas e um storytelling bem feito que faz a saga atravessar gerações e criar comunidades em torno da marca.

Há espaços instagramáveis, como a cabine telefônica vermelha que transporta bruxos para o Ministério da Magia, e um painel com a imagem do personagem Hagrid em tamanho real que permite aos visitantes tirar fotos vestindo as botas do gigante e se comparem ao tamanho dele. Esses são exemplos de temáticas que ambientam o lugar com 15 salas superinterativas.


Criando uma verdadeira imersão no mundo de Hogwarts, os apaixonados pela história de Harry Potter podem comprar fizzing whizzbees, uma guloseima efervescente citada na história, duelar com outros bruxos por meio de displays interativos, experimentar as camisetas do jogo quadribol, folhear cópias da série de livros e provar a bebida favorita de um bruxo no bar Butterbeer.

Uma infinidade de produtos, como garrafas, canecas, maletas, varinhas, uniformes e muitos outros itens relacionados ao tema podem ser personalizados e são produzidos na frente do cliente.

Para completar a experiência, algumas intervenções de realidade virtual podem ser feitas por um extra de U$ 34 e previamente agendadas - tudo para levar os visitantes direto para o mundo mágico de Harry Potter.

Cheio de convites à interação, há um espaço dedicado às varinhas e a manutenção de vassouras. Displays interativos indicam quando alguém tira uma varinha da prateleira e mostram os bruxos donos de cada uma na mesa de duelos.

Há também uma brincadeira feita com QR Codes. Os códigos podem ser escaneados por quem tem o aplicativo de fãs do Harry Potter e dão acesso a conteúdos e informações exclusivas sobre os filmes e bastidores. No final, quem encontra todos os códigos ganha um brinde na saída.

Enquanto toda essa brincadeira acontece, o visitante vai sendo apresentado a objetos colecionáveis e exclusivos, como algumas varinhas que só podem ser encontradas nessa loja, assim como réplicas idênticas de objetos usados nos filmes.

KRISPY KREME

Famosa por vender o melhor donut norte-americano, a marca Krispy Kreme inaugurou há pouco tempo sua megastore em plena Time Square, em Nova York.

Além do sabor e qualidade, a marca tem como diferencial oferecer rosquinhas quentes e frescas para todos os clientes que chegam à loja. É justamente essa constante produção que leva turistas e americanos para dentro das lojas o tempo todo.


Com a cozinha toda aberta para os consumidores que ficam separados apenas por um vidro, é possível acompanhar todo o processo da receita - a massa sendo batida, modelada, separada, frita e finalmente, mergulhada em uma grande cachoeira de glazed, a cobertura açucarada que envolve o doce que leva o nome de orginal glazed - até serem levados para a vitrine ou já embalados em caixas para viagem.

A nova loja conceito de 418 metros quadrados promove experiências diferentes das propostas em outras unidades tradicionais da rede - são mais de 400 lojas, que costumam ser bem menores e muito utilizadas pelo sistema drive-thru.

Já na unidade da Times Square, a intenção é levar o cliente para dentro da loja. Do lado de fora, um painel luminoso gigante com fotos de donuts e a logomarca já chama atenção.

A visita começa por uma porta onde é possível espiar parte da cozinha. Depois de alguns passos, o cliente é convidado a vestir um chapéu de papel similar ao utilizado pelos funcionários e a caminhar pela fila assistindo a todo o processo, até a escolha dos doces.

O cardápio é bem enxuto comparado ao restante das lojas. São nove sabores e cada unidade vendida por U$ 1,99. Cheia de souvenirs - tem até guarda-chuva e meias da marca - a loja conceito criou um sabor especial chamado big apple, em homenagem a cidade e decorado como uma maçã.

Sempre que o sabor é pedido na loja, os funcionários festejam e entregam o doce numa caixa especial.

Quem quiser comer no local, pode usar uma das mesas que foram montadas em uma espécie de arquibancada que parece estar posicionada dentro de uma caixa de donuts - item super icônico da marca.

Aberta das 8h às 22h, a loja possui uma área destinada para retiradas e delivery que funciona 24h.

Fonte: dcomercio.com.br

REDES DE SHOPPINGS MANTÊM VISÃO POSITIVA PARA AS VENDAS


Na Aliansce Sonae, Rafael Sales, faturamento em alguns shoppings da rede já superaram os níveis pré-pandemia.

Por Estadão Conteúdo


Os donos de redes de shopping centers reiteraram hoje o otimismo com a recuperação das vendas pari passu (no mesmo ritmo) à retirada das restrições para funcionamento do comércio e ao retorno dos consumidores. Os executivos participaram nesta quinta-feira, 9, de um debate organizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) para celebrar os 45 anos da entidade.


O CEO do grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior, comentou que a melhora está acima do previsto. “Eu sabia que isso iria vir, mas está vindo de forma muito acelerada.

Mercado está se mostrando extremamente positivo”, afirmou.PUBLICIDADE


O executivo disse que sua principal preocupação está no desemprego elevado e na inflação crescente, além da tensão política. Esta última foi classificada como “uma instabilidade totalmente desnecessária” por ele.


Já pelo lado positivo, Almeida Junior apontou o avanço da vacinação graças à chegada das doses das farmacêuticas e da vontade da população brasileira em se vacinar, ao contrário do que tem sido visto em parte dos Estados Unidos. “A pandemia parece endereçada”, disse.


Por sua vez, o CEO da AD Shopping, Helcio Fernandes Povoa, reforçou a visão de que a recuperação das vendas vai continuar em andamento. “Acredito que o fim de ano será muito positivo, com vendas muito fortes. Um Natal como não temos há muito tempo. Apesar de alguns lojistas estarem com pouco estoque”, declarou.


O CEO da Aliansce Sonae (ALSO3), Rafael Sales, destacou que as vendas em alguns shoppings da rede já superaram os níveis pré-pandemia e também reiterou a perspectiva de continuidade da recuperação. Um desafio, segundo ele, está no processo de integração das lojas físicas ao ambiente online, que tem exigido das redes de shoppings investimentos na construção de plataformas de vendas multicanais.


Vander Giordano, vice-presidente institucional na Multiplan (MULT3), lamentou que as autoridades públicas tenham determinado o fechamento dos shoppings sem contrapartidas de isenção ou postergação de cobranças de impostos, enquanto outras atividades permaneceram abertas.


Giordano lembrou que a Multiplan concedeu mais de R$ 1 bilhão de descontos ou adiamento de cobranças de aluguel e taxas condominiais de lojistas como forma de ajudar a dar fôlego financeiro as varejistas. A estratégia, segundo ele, foi bem sucedida e manteve a ocupação dos empreendimentos em níveis saudáveis.


Fonte: Infomoney

No centro de tudo, o Omniconsumidor-Cidadão 5.1

 

Imagem: Envato

Por: Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem e publisher da plataforma Mercado&Consumo.

No fundo é uma abstração e quase inconsequente simplificação. Imaginar que possa existir um Omniconsumidor-Cidadão 5.1 num mundo tão diverso, desigual, volátil e em intensa e profunda mudança.

Mas é possível identificar elementos comuns presentes no comportamento dos consumidores-cidadãos que emergem como resultado da chamada Sociedade 5.0, conceito que nasceu no Japão em 2016 para caracterizar um novo estágio evolutivo, aquele pós-Sociedade da Informação, impactado pelos valores emergentes nesse novo ciclo e com especial ênfase em diversidade e desigualdade e, de forma adicional, na sua vertente .1, alterado pelas transformações de toda ordem impostas pela pandemia global da covid-19.

Daí a liberdade, com alguma abstração de pensarmos no Omniconsumidor-Cidadão 5.1, aquele que de fato está no centro de todas as transformações que acontecem na própria sociedade, nos negócios, no varejo e no consumo, este sim, espectro de nossa análise mais aprofundada.

Esse Omniconsumidor-Cidadão 5.1 estará no epicentro de todos os debates e discussões que teremos durante o Latam Retail Show que se inicia nesta semana pelas vozes dos 220 palestrantes e debatedores, nacionais e internacionais, em 82 horas de conteúdo em até 5 palcos compartilhados e também, uma preciosa contribuição, nos resultados das duas pesquisas inéditas e exclusivas.

A primeira realizada pela Mosaiclab, empresa de inteligência de mercado do Ecossistema Gouvêa, realizada neste mês com consumidores de 14 países da América Latina e com um aprofundamento relevante na realidade brasileira, discutindo exatamente o perfil e o comportamento dos omniconsumidores frente ao conceito Sociedade 5.0. Seus valores, crenças, atitudes, tendências e expectativas ligadas à sociedade, ao consumo e ao varejo de diversos setores. Trabalho precursor foi apresentado no Global Retail Show de setembro do ano passado e agora é ampliado, avaliando a evolução no período.

Outro estudo, realizado e apresentado pelo Grupo Globo especialmente para o evento, vai mostrar como o comportamento por categorias de produtos e serviços está alterado ao final do ciclo mais dramático da pandemia e diante da perspectiva de retomada do consumo.

Na realidade anterior à Sociedade 5.0, o consumidor já estava mais diverso em seu comportamento, moldado pelo aumento significativo e exponencial da oferta de produtos, categorias, marcas e opções de serviços e soluções, a ponto de se ter criado o dilema da escolha.

Esse processo se ampliou com o tempo pela continuidade do aumento da oferta e se tornou ainda mais relevante pela expansão das opções de conhecimento e informação sobre essa realidade, proporcionada pela multiplicação dos meios de comunicação e pela interatividade gerada pelo digital e as redes sociais, criando um nível de consciência, conhecimento e opção de manifestação de opinião e preferência sem limites. Isso em boa parte moldou o comportamento da Sociedade 5.0, exigindo muito mais atenção às questões da desigualdade e diversidade.

O isolamento parcial dos primeiros tempos da pandemia exacerbou o espaço e o tempo para o acesso ainda maior às redes e ao digital e, passada a fase inicial mais crítica, novos hábitos foram incorporados e passaram a fazer parte do comportamento emergente, exacerbando a situação anterior e justificando a evolução 5.1.

O aumento do tempo individual de acesso ao digital e às redes sociais, além do forte crescimento da participação das vendas pelo e-commerce, são claros indicativos desse processo.

Mas, se do lado do consumo é mais fácil avaliar e medir essa evolução, na dimensão cidadão – outra vertente fundamental – também é real uma profunda mudança com novas e mais incisivas atitudes das marcas, das empresas e dos negócios, compromissos mais consistentes e demonstráveis, atenção a causas maiores que envolvem esforços para redução da desigualdade e dos danos ao meio ambiente e com os temas ligados à governança.

Esse é o vetor cidadão 5.1, que emerge do período também transformado em seus graus de informação, interação, consciência e expectativas. E disposto a se manifestar de forma contundente, pública ou circunstancialmente, em defesa do que acredita e demanda.

Se é real que pensarmos num Omniconsumidor-Cidadão 5.1 pode parecer uma excessiva simplificação, é inegável também que a consciência, o estudo, a mensuração e a avaliação dessa emergente realidade é fator crítico para o repensar de nossos negócios, marcas, produtos, serviços, soluções, canais e, principalmente, valores e atitudes como empresários, profissionais e pessoas.

Como todo processo evolutivo, não necessariamente a resultante é melhor em todos os aspectos.

Os benefícios, a consciência, os aprendizados, as evoluções e os aperfeiçoamentos respondem pelo lado positivo, mas, ao mesmo tempo, a concentração, a ampliação da desigualdade, os danos ambientais e outros elementos são efeitos colaterais nocivos.

Agir para potencializar os positivos e minimizar os negativos é cada vez mais uma atitude cobrada das lideranças de qualquer setor ou negócio. E devemos ter consciência de que seremos cada vez mais cobrados pelo nosso legado individual e coletivo.

Durante o Latam Retail Show virtual, de 14 a 16 de setembro (clique aqui para se inscrever), ocorrerá ampla discussão sobre as transformações que a realidade global e local vivenciam por conta das mudanças geradas na Sociedade 5.0 e sua evolução 5.1 no varejo e no consumo pós-pandemia e seus impactos nos negócios e no mercado.

Uma imperdível imersão na realidade do presente e na visão do futuro.

Fonte: Mercado & Consumo


Gerando Falcões lança misto de loja e escola em shopping de São Paulo

Espaço usa como base o conceito de economia circular e vende produtos com valores até 70% menores.


A ONG Gerando Falcões inaugurou uma loja do bazar em formato de contêiner no estacionamento do Shopping Center Norte, na zona norte da capital paulista. A loja usa como base o conceito de economia circular, que consiste em vender os produtos – novos ou usados – que foram doados à ONG, com valores até 70% menores. O valor arrecadado com as vendas é reinvestido em programas de transformação nas periferias e favelas.

A diretora de negócios-sociais e cofundadora da Gerando Falcões, Mayara Lima, afirmou que o objetivo do bazar é produzir receita e, assim, gerar sustentabilidade à ONG. “Queremos ver a economia da favela circulando em todos os lugares”, destacou Mayara, ao falar sobre a escolha do local e da parceria com o shopping.

Para Guilherme Marini, diretor-executivo do Shopping Center Norte, a inauguração do espaço é um marco para toda a comunidade que envolve o complexo pela empregabilidade e capacitação de jovens talentos da zona norte. “Este é mais um passo em nossa estratégia de valorização e desenvolvimento sustentável e social da zona norte e de seus moradores”, completa Marini.



Jovens recebem treinamentos

O bazar vai funcionar como uma escola para os jovens das favelas próximas ao Shopping Center Norte e atendidos pela Gerando Falcões. Após passarem por um treinamento socioemocional de seis meses, com atividades relacionadas à dinâmica de trabalho do bazar, eles recebem uma ajuda de custo e atuam no bazar para aprender sobre trabalho em equipe e empreendedorismo, entre outros temas.

“É um dos meios nos quais esses jovens podem colocar o seu aprendizado em prática. Tudo isso com a supervisão de especialistas nas áreas pedagógica e psicológica”, ressalta Mayara. Segundo ela, durante todo o período de treinamento e trabalho os jovens serão supervisionados por especialistas das áreas pedagógica e psicológica.

Os interessados em doar roupas, calçados, móveis, eletrônicos, eletrodomésticos e outros produtos em bom estado podem entrar em contato pelo e-mail bazar@gerandofalcoes.com ou pelo telefone (11) 3426-9800. As doações são retiradas pela própria ONG em toda região de São Paulo e Grande São Paulo, após o agendamento.


Imagens: Divulgação

Fonte: Mercado & Consumo