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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Luxo brasileiro: Vivara e Restoque estão entre as 100 maiores do setor no mundo

Tem empresa brasileira entre as gigantes do luxo. Um relatório divulgado pela Deloitte mostra as 100 empresas que mais geraram receita no setor em 2019. O ranking, com 100 companhias, coloca duas brasileiras: Vivara (VIVA3), empresa que atua na produção de joias, e Restoque (LLIS3), que atua no segmento de vestuário e é proprietária de grifes como Le Lis Blanc e Dudalina.

O levantamento da Deloitte considera questões como faturamento, presença no mercado e desempenho das empresas durante o período de apuração. Para esta edição, a organizadora colocou como marca de corte a receita líquida de US$ 238 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão).

No levantamento, o pódio é formado pela francesa LVMH, que controla Louis Vuitton e Christian Dior, no topo, seguida pela também francesa Kering, controladora da Gucci e pela americana Estée Lauder, proprietária da Mac, na sequência. As brasileiras Vivara e Restoque ocuparam a 89ª e 99ª posição, respectivamente.

França, China, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos são os países com mais empresas na lista. Quando comparados aos resultados de 2018, China, Japão e Estados Unidos foram as economias que mais perderam posições no top 100. No crescimento, a Alemanha foi o país que apresentou melhor resultado, dobrando a quantidade de companhias.

O estudo destaca a Vivara, que tem artistas como Gisele Bündchen e Marina Ruy Barbosa como garotas propagandas, como uma das companhias que apresentaram melhor resultado no período de um ano. 

Segundo dados da marca, entre 2018 e 2019, o crescimento foi de 10,5%, o que fez com que ela alcançasse o faturamento anual de US$ 297 milhões. Neste ano, no entanto, as ações da empresa ainda não se recuperaram do tombo da pandemia e tem queda de 9,4% no ano. 

Já a Restoque está em uma situação pior. A companhia, neste ano, chegou a pedir acordo extrajudicial com os seus credores. Desde janeiro, as ações da empresa despencaram mais de 70%.

Mercado em mudança

Ao todo, segundo o relatório, as empresas movimentaram mais de US$ 281 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão) em todo o mundo, em 2019. Além disso, só as 10 primeiras da lista foram responsáveis por 52,2% deste faturamento.

Para Ricardo Balkins, sócio-líder da Delloite, o setor de bens de luxo move boa parte do mercado de consumo no mundo todo e, agora, duas nacionais compartilham este ranking disputado. 

"A crise gerada pela pandemia da Covid-19 levou as marcas a mudarem seu modo de pensar e a adotarem novos paradigmas e valores. O esperado é que empresas brasileiras sigam esse mesmo caminho, criando uma conexão maior com os consumidores", diz. 

Fonte: CNN Brasil

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