Após um ano de muitas mudanças, o que irá ditar o comportamento e as decisões dos consumidores? Estar por dentro das tendências para 2021 é essencial para a tomada de decisões nas empresas.
Nunca vimos um período de tantas mudanças no comportamento do consumidor como aconteceu em 2020 – pelo menos não na história recente. O ritmo de transformação do mundo causado pela pandemia do novo coronavírus é extremamente acelerado. Tendências previstas para acontecer dentro dos próximos dez anos se tornaram realidade em alguns meses. Compreender esse cenário se tornou um grande desafio para as empresas que agora se perguntam: como será 2021?
Um ponto essencial na estratégia das empresas para superar a pandemia é a experiência. “Estamos na era do consumidor; é ele quem manda. As empresas que vão se destacar são aquelas que têm o cliente no centro. Não é mais sobre o que as empresas sabem fazer, como elas querem fazer ou como elas trabalharam até hoje. Elas precisam agir de acordo com as necessidades dos clientes”, alerta Augusto Puliti, sócio de Experiência do Consumidor da KPMG no Brasil.
Após um ano de muitas mudanças, o que irá ditar o comportamento e as decisões dos consumidores? Estar por dentro das tendências para 2021 é essencial para a tomada de decisões nas empresas.
NUNCA VIMOS UM PERÍODO DE TANTAS MUDANÇAS no comportamento do consumidor como aconteceu em 2020 – pelo menos não na história recente. O ritmo de transformação do mundo causado pela pandemia do novo coronavírus é extremamente acelerado. Tendências previstas para acontecer dentro dos próximos dez anos se tornaram realidade em alguns meses. Compreender esse cenário se tornou um grande desafio para as empresas que agora se perguntam: como será 2021?
A melhor forma de responder ao questionamento é usando os dados para conhecer profundamente o consumidor e entender os movimentos da sociedade. “Estudar o futuro auxilia as empresas a criar produtos mais assertivos, direcionados ao perfil do cliente, evitando erros estratégicos. A disciplina aponta dados através da recorrência de padrões comportamentais, trazendo indícios de para onde a sociedade está caminhando”, explica Julia Curan, consultora sênior da WGSN Mindset.
Em uma visão macro do mundo atual, Carlos Coutinho, sócio da PwC Brasil, elenca cinco forças que estão afetando e moldando a humanidade. “A primeira delas é a assimetria, a diferença cada vez mais acentuada entre pobres e ricos. A segunda é a disrupção tecnológica, ou seja, o uso de Inteligência Artificial, Big Data, redes sociais etc. Temos também o fator idade. As pessoas estão preocupadas se vão conseguir se sustentar e por quanto tempo. Além disso, há a polarização e a ausência de confiança.” Entender de que forma o consumidor será impactado por essas forças é um ponto de partida.
Análise dos sentimentos
Todas as mudanças vistas do início da pandemia até aqui levaram os consumidores a repensar os aspectos da vida, influenciando os sentimentos que, por sua vez, alteram o comportamento. À medida que os desafios e as adaptações obrigaram as pessoas a desacelerar, as tendências de comportamento foram aceleradas – e ainda ganharam o impulso da conectividade.
“A sociedade conectada será um dos símbolos da nova década. Ao mesmo tempo em que a velocidade de conexão dispara, os índices de contágio emocional digital também devem crescer. Esse é um traço comportamental no qual as pessoas imitam os sentimentos de quem está próximo, sejam eles positivos, sejam negativos. Medo, dessincronia, resiliência e otimismo são sentimentos compartilhados ao redor do mundo, processo facilitado pela sociedade ultraconectada”, afirma Julia Curan.
O estudo “Consumidor do futuro”, da WGSN, detalha estes quatro sentimentos-chave. Apesar de demonstrado de formas diferentes pelas gerações, o medo é considerado um unificador global e demográfico. Questões comuns que impactam todas as faixas etárias estão relacionadas com as incertezas ambientais e financeiras. Enquanto a ecoansiedade está determinando até questões como sair de casa ou não, a incerteza financeira é abastecida pelos índices de insegurança econômica e pelo desemprego impulsionados pela pandemia.
Em paralelo, as comunidades estão se desfazendo. É o efeito da dessincronização social: o ritmo de cada pessoa é diferente e variado. Há uma falta de interação consistente, e a pandemia contribuiu para isso ao remodelar toda a rotina. Mesmo assim, os sentimentos de resiliência e otimismo evidenciam uma coragem para imaginar um futuro mais positivo.
Diante desses sentimentos, a WGSN traçou três perfis de consumidores do futuro. “Os estabilizadores se mostram cansados do excesso de informação e de conteúdo. Para eles, menos é mais. Já os comunitários esperam uma integração maior das empresas às comunidades onde vivem, com foco na economia circular e no ativismo social. E os novos otimistas buscam uma relação mais ‘fun’ com as empresas, esperando delas soluções de vendas tecnológicas”, explica Julia.
“Estamos na era do consumidor; é ele quem manda. As empresas que vão se destacar são aquelas que têm o cliente no centro. Não é mais sobre o que as empresas sabem fazer, como elas querem fazer ou como elas trabalharam até hoje. Elas precisam agir de acordo com as necessidades dos clientes.”
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