O potente varejo brasileiro está em transformação. Com um faturamento anual de R$ 3,7 trilhões, o setor se prepara para conquistar o interior do país com fortes investimentos em profissionalização e estrutura. Enquanto as projeções calculam para o Brasil um aumento de PIB de 7,5% até 2015, em regiões como a Norte este número sobe para 12%. Ao mesmo tempo em que se prepara para a expansão, o varejo brasileiro apresenta um movimento de consolidação, adoção de avançadas tecnologias de informação e de gestão, que desempenham papel cada vez mais importante na modernização das operações de lojas e na cadeia de abastecimento.
Não é apenas o varejo brasileiro que está sendo reinventado. A população de 193 milhões de pessoas – quinta maior nação do mundo - vive um momento de prosperidade: 104 milhões de pessoas ascenderam de classe social, em janeiro de 2012 o salário mínimo receberá um aumento de 14,7%, sem contar as valiosas melhorias em emprego e acesso ao crédito. O consumidor brasileiro está alterando continuamente sua forma de pensar, comprar e adquirir produtos e serviços. É um perfil raro de consumidor diante do cenário mundial. O preço não é o primeiro atributo avaliado numa compra, ele é imediatista e se preocupa se as prestações cabem em seu orçamento mensal. Por outro lado, ele valoriza o atendimento pessoal, a gentileza e o bom atendimento.
Os consumidores brasileiros estão comprando mais – o consumo representa 35% do PIB, é uma taxa em crescimento. Eles estão mais exigentes também, estão mais rigorosos nas relações de consumo, mais informados e esclarecidos sobre seus direitos. Ele não espera que a empresa seja perfeita, mas exige sim que ela esteja disposta a interagir e se relacionar com ele. No meio online, ele é um consumidor engajado e participativo – os brasileiros são os mais assíduos em redes sociais como Facebook e Twitter. Embora o varejo online ainda registre baixa penetração – faturou R$ 14,8 bilhões em 2010 -, há sinais evidentes de crescimento ano a ano.
O setor de shoppings se encontra num momento altamente aquecido. É incrível a adesão que o brasileiro tem a este formato de varejo, apenas para ilustrar, o Center Norte um grande shopping da cidade de São Paulo recebe 80 mil pessoas diariamente – número que sobe para 120 mil aos finais de semana. Os 430 empreendimentos em operação no país - que faturaram R$ 87 bilhões em 2010 - ganharão a concorrência de mais 120 novos a serem inaugurados em cinco anos – a maioria no interior do país. Diante do cenário positivo, somado às transformações sociais e culturais de cidades interioranas, as grandes incorporadoras e administradoras de shopping centers estão enxergando essas áreas não mais como risco, mas sim como grande potencial de geração de receita.
As franquias são outro setor em alta, com um faturamento três vezes a média do PIB, chegando a cifra de R$ 76 bilhões. São 1.855 redes de franquias em operação: só em 2010 foram abertas 212 novas redes, com destaque para as microfranquias, negócio que cresce ancorado na nova classe média.
Por todas estas razões, o Brasil é também destino para inúmeras redes globais que já tem no país uma de suas maiores operações. Marcas como Zara, C&A, Leroy Merlin, Carrefour, entre muitas outras, concorrem com fortes marcas nacionais, como Pão de Açúcar, O Boticário e Lojas Americanas – marcas que aparecem em diversos rankings das maiores marcas globais do mundo.
Faturamento dos Segmentos de Varejo – 2005 a 2009
Total de todos os setores – (R$ 1.577,4 trilhões) 1,6 trilhões em receitas operacionais líquidas. Estimativa do IBGE para 2010 é de crescimento de 12,23% que resultaria em R$ 1,72 trilhões.
Faturamento do Varejo nas Regiões do Brasil
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil – 2005 a 2010
Fonte: Portal no Varejo
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